O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em reunião concluída nesta quarta-feira, manter a taxa Selic em 15% ao ano. No comunicado, o colegiado afirmou que a decisão reflete a necessidade de “manter política monetária contracionista por tempo suficiente” para assegurar a convergência da inflação à meta, em um ambiente ainda marcado por incertezas internas e externas.
Segundo o BC, apesar de alguns indicadores apontarem desaceleração da atividade econômica, o conjunto das projeções ainda exige prudência. O Copom destacou que a inflação segue mostrando “persistência maior do que a esperada” em componentes importantes e que, por isso, a política monetária precisa permanecer firme.
O comitê também chamou atenção para o cenário internacional, que continua volátil e com riscos relevantes. “O ambiente externo segue exigindo cautela”, afirmou a nota, citando a combinação de desaceleração global com pressões sobre ativos financeiros de países emergentes.
O Copom reforçou que seu trabalho é guiado pelo comportamento das expectativas e pelos modelos de projeção de médio prazo — que ainda não permitem afrouxamento das condições monetárias. Por isso, a manutenção dos juros no patamar atual foi classificada como “apropriada para garantir a convergência da inflação para a meta”.
O texto também ressaltou que futuras decisões dependerão da evolução dos dados de inflação, do ritmo de atividade e das expectativas. “O Comitê seguirá vigilante e avaliará se a manutenção da taxa por período mais prolongado será necessária”, afirmou o BC, sem dar sinais concretos de quando poderia iniciar um ciclo de cortes em 2026.
Fábio de Oliveira Ribeiro
10 de dezembro de 2025 7:28 pmA verdadeira missão do BC brasileiro não é nem manter a inflação baixa (a taxa de juros segue inflacionada) nem garantir a estabilidade macroeconomica (algo impossível com a perpetuação artificial do endividamento elevado), mas concentrar renda inútil (os especuladores não investem em nada) e travar o desenvolvimento (impedindo o Estado de distribuir renda e investir). Na década de 1970 a economia brasileira era mair e mais diversificada do que a chinesa. Mas a China tinha uma vantagem comparativa: a missão do BC chinês não era sabotar o país ou garantir a concentração de renda e o subdesenvolvimento. A China cresceu e ameaça a hegemonia dos EUA. E o Brasil ficou pior do que estava, porque agora dependermos demais da exportação de grãos e a indústria de ponta encolheu. Se quiserem derrotar a China, os EUA só precisa fazer uma coisa: transplantar a mentalidade dos manos do BC brasileiro para o BC chinês. Não tem país que não afunde com essa merda de BC brasileiro.
Mauro Silva
10 de dezembro de 2025 9:40 pma inflação “segue persistente” porque é inflação de oferta e o insumo crédito está artificialmente caro. pela selic de agiota.
Cadê o ministério público federal para investigar essa bandalheira?
Não interessa?
Mário Mendonça
11 de dezembro de 2025 10:37 amA Selic e seu eterno bla blá blá! Até agora ninguém explicou porque no governo Paulo Guedes ela chegou a 2% e nada mudou no patropi, mas continua o blá blá bla