11 de junho de 2026

BC mantém Selic em 15% e evita sinalizar cortes para 2026

Banco Central segura juros no maior nível desde 2006 e afirma que inflação segue mais persistente que o esperado.
Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Copom mantém taxa Selic em 15% ao ano para assegurar convergência da inflação à meta.Inflação persiste acima do esperado; política monetária contracionista segue necessária.Cenário externo volátil com riscos e desaceleração global exige cautela do Banco Central.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em reunião concluída nesta quarta-feira, manter a taxa Selic em 15% ao ano. No comunicado, o colegiado afirmou que a decisão reflete a necessidade de “manter política monetária contracionista por tempo suficiente” para assegurar a convergência da inflação à meta, em um ambiente ainda marcado por incertezas internas e externas.

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Segundo o BC, apesar de alguns indicadores apontarem desaceleração da atividade econômica, o conjunto das projeções ainda exige prudência. O Copom destacou que a inflação segue mostrando “persistência maior do que a esperada” em componentes importantes e que, por isso, a política monetária precisa permanecer firme.

O comitê também chamou atenção para o cenário internacional, que continua volátil e com riscos relevantes. “O ambiente externo segue exigindo cautela”, afirmou a nota, citando a combinação de desaceleração global com pressões sobre ativos financeiros de países emergentes.

O Copom reforçou que seu trabalho é guiado pelo comportamento das expectativas e pelos modelos de projeção de médio prazo — que ainda não permitem afrouxamento das condições monetárias. Por isso, a manutenção dos juros no patamar atual foi classificada como “apropriada para garantir a convergência da inflação para a meta”.

O texto também ressaltou que futuras decisões dependerão da evolução dos dados de inflação, do ritmo de atividade e das expectativas. “O Comitê seguirá vigilante e avaliará se a manutenção da taxa por período mais prolongado será necessária”, afirmou o BC, sem dar sinais concretos de quando poderia iniciar um ciclo de cortes em 2026.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    10 de dezembro de 2025 7:28 pm

    A verdadeira missão do BC brasileiro não é nem manter a inflação baixa (a taxa de juros segue inflacionada) nem garantir a estabilidade macroeconomica (algo impossível com a perpetuação artificial do endividamento elevado), mas concentrar renda inútil (os especuladores não investem em nada) e travar o desenvolvimento (impedindo o Estado de distribuir renda e investir). Na década de 1970 a economia brasileira era mair e mais diversificada do que a chinesa. Mas a China tinha uma vantagem comparativa: a missão do BC chinês não era sabotar o país ou garantir a concentração de renda e o subdesenvolvimento. A China cresceu e ameaça a hegemonia dos EUA. E o Brasil ficou pior do que estava, porque agora dependermos demais da exportação de grãos e a indústria de ponta encolheu. Se quiserem derrotar a China, os EUA só precisa fazer uma coisa: transplantar a mentalidade dos manos do BC brasileiro para o BC chinês. Não tem país que não afunde com essa merda de BC brasileiro.

  2. Mauro Silva

    10 de dezembro de 2025 9:40 pm

    a inflação “segue persistente” porque é inflação de oferta e o insumo crédito está artificialmente caro. pela selic de agiota.
    Cadê o ministério público federal para investigar essa bandalheira?
    Não interessa?

  3. Mário Mendonça

    11 de dezembro de 2025 10:37 am

    A Selic e seu eterno bla blá blá! Até agora ninguém explicou porque no governo Paulo Guedes ela chegou a 2% e nada mudou no patropi, mas continua o blá blá bla

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