4 de junho de 2026

Violência desfigura horizontes, mas não de jornalistas exclusivamente

Por Valmir Gôngorra

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Curioso artigo de Carlos Lauría, do Comittee to Protect Journalists – CPJ (“Violência e censura judicial desfiguram o horizonte do Brasil” , GGN, 13/2/2014). Critica a preocupação brasileira com a segurança do jornalista responsável pela divulgação de espionagem estadunidense  e diz que as autoridades não demonstram a mesma preocupação com a segurança de “seus jornalistas”.

O artigo cita ameaças de censura judicial, mortes por represália ao trabalho do profissional, ausência de política federal – e cita o governo Dilma diversas vezes – voltada à proteção de quem atua na área. A segurança de jornalistas, assim, torna-se questão de Estado, sob pena de, não a instituindo, se comprometer a liberdade de expressão.

Talvez tenha lá sua razão, mas o privilégio corporativista por ele defendido não parece adequado.

Governos – federal, estaduais ou municipais – podem ser criticados pela falta de segurança adequada dos cidadãos, mas não exlusivamente daquela oferecida a “seus jornalistas”, na expressão do articulista.

Também pode-se reclamar de tribunais, mas há que se considerá-los importantes meios de recurso ao cidadão, embora nem sempre o judiciário seja sinônimo de justiça. Aliás, é razoável que os tribunais possam condenar por calúnia e difamação, hipótese que não deve ser eliminada mesmo que o acusado seja jornalista.

No artigo não se menciona, mas o direito de resposta no país inexiste: nem jornalistas tentando responder a assassinatos de reputação praticado por outros jornalistas conseguem exercê-lo!

Enfim, mata-se em razão da paixão pelo time de futebol, mata-se o sem-terra que busca a terra, mata-se o fiscal do trabalho que lavra um auto. Mata-se o escurinho suspeito e, quando ele é apenas acorrentado, há meios de comunicação que, em nome de sua liberdade, defendem o linchamento.

Há muito o que se fazer, realmente.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Zanchetta

    14 de fevereiro de 2014 10:50 am

    Polícia de Maduro

    Polícia de Maduro recepcionando os estudantes…

     

    http://www.youtube.com/watch?v=IrttxYNGKrI

  2. vera lucia venturini

    14 de fevereiro de 2014 11:33 am

    Eu tenho uma dó de

    Eu tenho uma dó de jornalistas. Especialmente do jornalista preso pelo Psdb em Minas.

    E esses jornalistas dessas associações muito bem municiadas pela midia oficial brasileira tem a mesma qualidade profissional  de trabalho desta midia oficial. Do que a Dilma é acusada? De dar dinheiro demais para quem quer derrubar o seu governo?

  3. joselacerda

    14 de fevereiro de 2014 11:35 am

    E a Band?

    Reclama-se muito dos governos. Isso já virou um bordão desgastado. O cinegrafista morto estava sem capacete, sem colete, sem auxiliar, cobrindo um protesto de rua. Tempos atrás, outro cinegrafista sem equipamentos de proteção foi morto atingido por um tiro quando cobria uma ação policial. Alguém vai acionar a Band por colocar em risco a vida de seus trabalhadores?

  4. edsontadeu

    14 de fevereiro de 2014 1:41 pm

    VIOLENCIA

    Temos que considerar tambem  como ja falei  em outras oportunidades  que  se  a emissora  enviar  seus  reporteres para lugares  de convulsao social   onde tudo  se pode esperar  ela  deve ser responsabilizada por  qualquer coisa  que a contecer  a  esses  profissionais  e nao o governo,  e o ministerio do Trabalho deve acionar  tais  empresas de midia na justiça  para idenizar a familia  do falecido, isso  nao  volta  a vida  do  cinegrafista  mais  pelo  menos  e no minimo  repara  parte dos danos causados  a sua  familia.  que  muitas vezes  ficam no desamparo pois a emissora  nao está nem ai.  coloca outro no lugar  e a vida  segue. 

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