Por Valmir Gôngorra
Curioso artigo de Carlos Lauría, do Comittee to Protect Journalists – CPJ (“Violência e censura judicial desfiguram o horizonte do Brasil” , GGN, 13/2/2014). Critica a preocupação brasileira com a segurança do jornalista responsável pela divulgação de espionagem estadunidense e diz que as autoridades não demonstram a mesma preocupação com a segurança de “seus jornalistas”.
O artigo cita ameaças de censura judicial, mortes por represália ao trabalho do profissional, ausência de política federal – e cita o governo Dilma diversas vezes – voltada à proteção de quem atua na área. A segurança de jornalistas, assim, torna-se questão de Estado, sob pena de, não a instituindo, se comprometer a liberdade de expressão.
Talvez tenha lá sua razão, mas o privilégio corporativista por ele defendido não parece adequado.
Governos – federal, estaduais ou municipais – podem ser criticados pela falta de segurança adequada dos cidadãos, mas não exlusivamente daquela oferecida a “seus jornalistas”, na expressão do articulista.
Também pode-se reclamar de tribunais, mas há que se considerá-los importantes meios de recurso ao cidadão, embora nem sempre o judiciário seja sinônimo de justiça. Aliás, é razoável que os tribunais possam condenar por calúnia e difamação, hipótese que não deve ser eliminada mesmo que o acusado seja jornalista.
No artigo não se menciona, mas o direito de resposta no país inexiste: nem jornalistas tentando responder a assassinatos de reputação praticado por outros jornalistas conseguem exercê-lo!
Enfim, mata-se em razão da paixão pelo time de futebol, mata-se o sem-terra que busca a terra, mata-se o fiscal do trabalho que lavra um auto. Mata-se o escurinho suspeito e, quando ele é apenas acorrentado, há meios de comunicação que, em nome de sua liberdade, defendem o linchamento.
Há muito o que se fazer, realmente.
Zanchetta
14 de fevereiro de 2014 10:50 amPolícia de Maduro
Polícia de Maduro recepcionando os estudantes…
http://www.youtube.com/watch?v=IrttxYNGKrI
vera lucia venturini
14 de fevereiro de 2014 11:33 amEu tenho uma dó de
Eu tenho uma dó de jornalistas. Especialmente do jornalista preso pelo Psdb em Minas.
E esses jornalistas dessas associações muito bem municiadas pela midia oficial brasileira tem a mesma qualidade profissional de trabalho desta midia oficial. Do que a Dilma é acusada? De dar dinheiro demais para quem quer derrubar o seu governo?
joselacerda
14 de fevereiro de 2014 11:35 amE a Band?
Reclama-se muito dos governos. Isso já virou um bordão desgastado. O cinegrafista morto estava sem capacete, sem colete, sem auxiliar, cobrindo um protesto de rua. Tempos atrás, outro cinegrafista sem equipamentos de proteção foi morto atingido por um tiro quando cobria uma ação policial. Alguém vai acionar a Band por colocar em risco a vida de seus trabalhadores?
edsontadeu
14 de fevereiro de 2014 1:41 pmVIOLENCIA
Temos que considerar tambem como ja falei em outras oportunidades que se a emissora enviar seus reporteres para lugares de convulsao social onde tudo se pode esperar ela deve ser responsabilizada por qualquer coisa que a contecer a esses profissionais e nao o governo, e o ministerio do Trabalho deve acionar tais empresas de midia na justiça para idenizar a familia do falecido, isso nao volta a vida do cinegrafista mais pelo menos e no minimo repara parte dos danos causados a sua familia. que muitas vezes ficam no desamparo pois a emissora nao está nem ai. coloca outro no lugar e a vida segue.