A China vai buscar uma política fiscal mais proativa no ano de 2026, priorizando a precisão e eficácia para gerar melhora na qualidade da economia e uma “expansão razoável” da escala, sem comprometer a estabilidade e a harmonia social.
A estratégia foi apresentada pelo ministro das Finanças, Lan Fo’an, durante a Conferência Nacional do Sistema Fiscal da China, no último final de semana.
Na visão de Lan Fo’an, o fortalecimento do papel do Estado será essencial para sustentar o crescimento econômico em um contexto marcado por tensões comerciais, consumo ainda frágil e desafios estruturais internos.
Segundo ele, a política fiscal deverá atuar de forma mais direcionada, combinando gastos públicos, incentivos setoriais e maior eficiência na alocação de recursos.
Dados oficiais indicam que a economia chinesa cresceu cerca de 5,2% nos três primeiros trimestres de 2025, mantendo-se próxima da meta estipulada pelo governo, enquanto prognósticos independentes apontam para um ritmo menor de crescimento (entre 2,5% e 3%) por conta da retração dos investimentos em ativos fixos, a crise prolongada no setor imobiliário e a recuperação lenta do consumo doméstico.
Esse quadro ajuda a explicar a ênfase das autoridades em transformar a demanda interna no principal motor da economia. Entre as prioridades anunciadas estão o incentivo à inovação tecnológica, o apoio à modernização industrial, a ampliação da integração urbano-rural e o uso mais eficiente de transferências fiscais e títulos do governo para estimular a atividade econômica.
Outro ponto de atenção destacado pelas autoridades chinesas é o controle da dívida pública local. O governo pretende reforçar mecanismos de supervisão e gestão de riscos financeiros, ao mesmo tempo em que busca preservar espaço fiscal para investimentos estratégicos. A combinação entre prudência financeira e estímulo direcionado é vista como essencial para evitar desequilíbrios maiores.
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