O Governo de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (30), uma operação integrada para cumprir cerca de 1,4 mil mandados de prisão expedidos pela Justiça contra agressores de mulheres. A ação, batizada de Ano Novo, Vida Nova, mobiliza cerca de 1,7 mil policiais e aproximadamente mil viaturas em diferentes regiões do estado, com coordenação da Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio da Polícia Civil, e apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher.
Os trabalhos começaram ainda na segunda-feira (29), quando foram executados 225 mandados de prisão em todo o território paulista. Para a coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), delegada Cristiane Braga, a iniciativa reforça o combate à impunidade. “É a resposta para os agressores que imaginavam que poderiam ficar na impunidade”, afirmou.
A operação é descrita pelo governo como “estratégia permanente para enfrentar a violência doméstica e familiar, combinando ações repressivas, medidas preventivas e políticas públicas de proteção”, a fim de ampliar a segurança das mulheres, interromper ciclos de agressão e garantir o cumprimento das decisões judiciais.
“A prisão de agressores é essencial para preservar vidas, assegurar dignidade e mostrar que o poder público age de forma firme e coordenada contra a violência doméstica”, destacou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Contradição
No entanto, para 2026, a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) propôs um orçamento menor para a Secretaria de Políticas para a Mulher para o próximo ano.
A redução no orçamento chega a 54% e conta com a aprovação dos deputados estaduais paulistas. De R$ 36,2 milhões dedicados em 2025, a pasta contará apenas com R$ 16,5 milhões em 2026.
Em relação às ações ao enfrentamento da violência contra a mulher, o orçamento perdeu R$ 2 milhões em um ano. E, ainda assim, os R$ 10 milhões que deveriam ter sido empregados para tal finalidade não foram totalmente empenhados, de acordo com matéria do jornal O Globo.
Até 9 de dezembro, a secretaria tinha empenhado apenas R$ 2,6 milhões no combate à violência contra a mulher.
Vale registrar que o estado de São Paulo registrou 207 casos de feminicídio entre janeiro e outubro, número 6% maior em comparação ao mesmo período do ano anterior.
No último dia 24, a jovem Tainara Souza Santos morreu depois de ser atropelada e arrastada por Douglas Alves da Silva. Ela chegou a ficar 25 dias internada na UTI e passou por cinco cirurgias, entre elas a amputação de ambas as pernas.
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AMBAR
31 de dezembro de 2025 10:34 pmTarcísio além de não ajudar ainda atrapalha. Ele manda seus soldados cheios de ódio, que frequentam os templos da universal antes da ronda, para a captura dos agressores de mulheres. Vejamos que se ele prende esses 1.400 agressores até o início do ano , por não ter onde guarda-los, vai ter que devolve-los às ruas ou às suas casas com mais ódio no coração e desejo de vingança na cabeça. O que ele vai fazer para conte-los?
Quem vai acudir as vítimas, já que ele não cuidou das estruturas de acolhimento.
O Tarcísio é uma derrota.