10 de junho de 2026

Preço de itens de material escolar variam até 280%, alerta Procon

Diferenças expressivas entre os valores praticados por papelarias e grandes magazines podem impactar significativamente o orçamento das famílias
Crédito: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Procon-SP identificou variação de até 280% nos preços de materiais escolares em São Paulo em dezembro de 2025.
Caneta Trilux da Faber-Castell teve maior diferença, vendida entre R$ 1,30 e R$ 4,90 em diferentes lojas.
Pesquisa abrangeu 134 itens e nove regiões; alta média de preços foi de 0,14%, abaixo da inflação oficial de 4,46%.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um levantamento realizado pelo Procon-SP identificou variação de quase 280% nos preços de materiais escolares vendidos na capital paulista. A pesquisa, feita em dezembro de 2025, revelou diferenças expressivas entre os valores praticados por papelarias e grandes magazines para um mesmo produto, o que pode impactar significativamente o orçamento das famílias no período de volta às aulas.

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A maior discrepância foi registrada na caneta esferográfica Trilux, da Faber-Castell, que apresentou variação de 276,92%. Enquanto em um estabelecimento o item era vendido por R$ 4,90, em outro o mesmo produto custava R$ 1,30. Segundo o Procon-SP, embora se trate de um item de baixo valor unitário, a soma dos preços ao final da lista de material pode pesar no bolso do consumidor.

A pesquisa tem como objetivo orientar a população e oferecer parâmetros de comparação, com a divulgação de preços mínimos, máximos e médios dos produtos analisados. O órgão reforça a importância de pesquisar antes de comprar e de reaproveitar materiais que ainda estejam em bom estado de uso.

O levantamento considerou 134 itens comumente solicitados pelas escolas, entre eles apontador, borracha, cadernos, diferentes tipos de canetas, cola, giz de cera, lápis de cor, lápis preto, lapiseira, marca-texto, massa de modelar, papel sulfite, refil para fichário, régua, tesoura e tinta para pintura a dedo. A coleta de preços foi realizada em nove estabelecimentos distribuídos pelas regiões norte, sul, leste, oeste e central da cidade de São Paulo, nos dias 15 e 16 de dezembro, considerando pagamentos à vista por meio de cartão de crédito.

Na comparação entre os preços médios de 118 produtos analisados tanto em 2024 quanto em 2025, o Procon-SP constatou uma alta média de 0,14%, considerada discreta. Alguns itens registraram aumento, como borracha, cadernos, cola bastão, lápis de cor, lapiseira, marca-texto, massa de modelar, régua plástica de 30 centímetros e tesoura sem ponta. Outros produtos, no entanto, apresentaram queda de preços, entre eles apontador, caneta esferográfica, caneta hidrográfica, cola branca líquida, giz de cera, lápis preto, papel sulfite, refil para fichário universitário e tinta para pintura a dedo. No mesmo período analisado, o IPCA, índice oficial de inflação medido pelo IBGE, acumulou alta de 4,46%.

Além da capital, núcleos regionais do Procon-SP realizaram pesquisas semelhantes em municípios do interior e do litoral paulista, como Baixada Santista, Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Em todas as localidades, também foram encontradas diferenças significativas de preços entre os estabelecimentos visitados.

O Procon-SP orienta que, antes de ir às compras, os consumidores confiram quais itens da lista já possuem em casa e se podem ser reutilizados. A troca de livros didáticos entre estudantes é apontada como outra alternativa para reduzir gastos. O órgão destaca ainda que compras coletivas podem garantir descontos em alguns estabelecimentos e recomenda atenção às diferenças de preços conforme a forma de pagamento.

O órgão lembra que as escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo, como produtos de escritório, higiene ou limpeza, conforme determina a Lei nº 12.886, de 26 de novembro de 2013. Os relatórios completos da pesquisa, tanto da capital quanto das demais regiões do estado, estão disponíveis no site do Procon-SP.

Confira o relatório e a variação dos preços encontrados na capital:

Levantamentos realizados em outras regiões do Estado de São Paulo podem ser conferidos neste link.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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