Em entrevista ao jornalista Luís Nassif, o cientista político Thiago Trindade, professor do Instituto de Ciência Política da UNB e coordenador do Observatório das Metrópoles da UNB, analisou o cenário político atual. O bate-papo ocorreu no mesmo dia em que uma pesquisa eleitoral mostrou Flávio Bolsonaro desbancando Tarcísio de Freitas na disputa contra Lula. Para Trindade, a liderança de Flávio não deixa de ser uma surpresa, especialmente para a grande mídia que vinha orbitando a candidatura virtual do governador de São Paulo.
“O Flávio Bolsonaro é o candidato, neste momento, que tem mais condições de derrotar o Lula porque é o que está aparecendo mais perto nas pesquisas. Isso significa que ele vai ganhar eleição? Não dá para cravar. (…) Mas seja contra o Flávio, seja contra o Tarcísio, o candidato que for contra Lula vai ter um apoio muito forte, de gente muito importante”, observou.
Trindade afirmou que o bolsonarismo continua sendo um campo político muito forte, e que a disputa eleitoral imposta a Lula será “muito dura”. Ao abordar o anti-lulismo radicalizado, o cientista político apontou duas razões principais: o tradicional ódio de classe contra a massa petista e a percepção de que o governo Lula, em seu terceiro mandato, foi “empurrado para a esquerda” por força das circunstâncias.
“O governo não tinha o que fazer além de adotar uma postura mais à esquerda, porque ele se viu acuado pelo Congresso. Enfim, daqui a pouco, o executivo não vai ter mais dinheiro para nada, vai estar tudo sequestrado por emenda parlamentar”, lembrou
Essa guinada à esquerda, segundo Trindade, se manifestou em pautas como a tributação dos super-ricos, o fim da escala 6 por 1 e a tarifa zero, além do fim da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000, que passou a valer em janeiro de 2026.
O cientista político comparou essa agenda com a “falta de propostas” do PT em 2018, quando o partido estava “totalmente acuado” pela agenda conservadora e pelo lavajatismo.
Nassif e Trindade expressaram a necessidade de uma “visão de futuro” e de um “choque de otimismo” para o Brasil, comparando a situação atual com o período de Juscelino Kubitschek. Trindade manifestou preferência pela “versão Lula 3” em relação às anteriores, elogiando a postura do presidente em comprar brigas em benefício dos trabalhadores.
A entrevista foi transmitida ao vivo na noite de quinta-feira, 29 de janeiro, durante o programa TV GGN 20 Horas, no canal TV GGN, no Youtube.
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Ronaldo
30 de janeiro de 2026 3:58 pmMais um especialista de pesquisa!! Deve tá precisando de grana!! Mente demais e nao sabe ler pesquisa! Burro!