10 de junho de 2026

Mercado de trabalho fecha 2025 com desemprego em mínima histórica

Taxa cai para 5,1% e Brasil registra ocupação recorde em 2025; setor de serviços concentra maior parte das vagas
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,1% no trimestre até dezembro, menor da série histórica desde 2012.
Empregos com carteira assinada cresceram 2,8% em 2025, chegando a 38,9 milhões, maior número desde o início da série.
Rendimento médio real subiu 5,7% para R$ 3.560, e massa salarial atingiu R$ 361,7 bilhões em 2025, ambos recordes.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, consolidando 2025 como o melhor ano da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

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Cerca de 5,5 milhões de pessoas tentaram encontrar um emprego nos três últimos meses do ano e integrar a população ocupada, que totalizava 103 milhões de pessoas, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representou um recuo de 1,0 ponto percentual (p.p.) frente ao valor de 2024 (6,6%). No confronto contra 2019 (11,8%), ano anterior à pandemia de Covid-19, o recuo foi de 6,2 ponto percentual. Frente a 2012, quando a taxa foi de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto.

A estimativa anual da população subutilizada (pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial) recuou 10,8% entre 2025 e 2024, passando de 18,7 milhões de pessoas, em 2024, para cerca de 16,6 milhões, em 2025. 

Apesar da redução, esse contingente ainda está acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,3 milhões de pessoas). Em 2012, totalizava 19 milhões de pessoas. E nos anos da Covid, chegou a 31,2 milhões em 2020 e 32,1 milhões em 2021.

Com isso, a taxa composta de subutilização para 2025 (14,5%) foi a menor da série, enquanto em 2024 foi de 16,2%, depois de atingir 28,3% e 28,5%, nos anos 2020 e 2021 devido aos efeitos da pandemia de Covid-19.

Mais 1 milhão de empregados com carteira em 2025

A estimativa anual do número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% frente a 2024 e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o mais alto da série, um acréscimo de cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada em relação ao ano anterior.

Segundo o IBGE, o contingente anual de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada caiu 0,8%, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores domésticos caiu 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.

Já o contingente de pessoas que trabalham por conta própria foi o maior da série histórica, com estimativa anual de 26,1 milhões, crescimento de 2,4% em relação a 2024. Em relação ao início da série em 2012, quando era de 20 milhões, o crescimento foi de 30,4%. A taxa anual de informalidade passou de 39,0%, em 2024, para 38,1% em 2025.

Rendimento médio e massa de rendimento batem recorde 

O valor do rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Na série histórica da pesquisa, desde 2012, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032).

Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024.

As atividades que mais expandiram a ocupação foram as de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, como também o grupamento formado pela Administração pública, defesa, educação, saúde humana, seguridade social e serviços sociais – de acordo com o IBGE, tais atividades concentram contingentes de trabalhadores mais escolarizados, com vínculos mais formalizados e rendimentos mais altos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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