O governo e os democratas têm tudo para alterar a histórica correlação de forças em SP
por Francisco Celso Calmon
O naipe formado por Haddad, Marina e Simone Tebet, é uma trinca que estremece a extrema-direita comandada por Tarcísio.
O que está pegando para o governo não emplacar a trinca?
É a vaidade e o personalismo do Haddad? Ou o sentimento de que uma outra derrota pode afastá-lo de um projeto presidencial?
Ele declarou que não quer ser mais candidato e prefere ficar na coordenação da campanha da reeleição do Lula.
A coordenação será do PT e de forças agregadas à reeleição.
Alckmin é outro que desponta com densidade eleitoral para formar um quarteto. Também não quer, prefere manter-se na vice presidencial.
O engajamento no projeto Lula não existe para muitos. Os interesses individuais prevalecem e impedem certos arranjos por mais alvissareiros que sejam.
Não querem trocar o certo e cômodo pelo duvidoso, para os que se colocam acima do coletivo.
A história registrará que o comodismo venceu a esperança de um mudança radical no conservador e maior estado do Brasil, ou, talvez, seja cedo para esta conclusão.
A militância não é de esquecer e passar pano a esses valores pequeno-burgueses.
Surge no horizonte o desenho de uma chapa Tebet e Raí para o governo estadual; e para o Senado, visto que tanto Haddad como Alckimin descartam concorrer? Marina?
O forasteiro bolsonarista venceu as eleições passadas em SP e fez um governo contestável na economia e na política assumiu o fascismo miliciano.
Tarcísio é uma mistura de Filinto Müller com Plinio Salgado, ambos fascistas assumidos, milicianos, uma fusão de cruz-credo com deus-me-livre.
Por mais que as pesquisas o coloquem hoje na frente, seu telhado é fragilíssimo.
Não ter um(a) adversário(a) competente, será lastimável a perda de montar o cavalo selado.
Todos os citados são bem formados e bons de debate, enquanto o ocupante do Palácio dos Bandeirantes nem tanto.
Foi eleito na garupa do Bolsonaro, porém, a garupa está fragilizada, apodrecida na Papudinha.
Cavalo encilhado não passa duas vezes no mesmo lugar.
Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.
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