9 de junho de 2026

MPF cobra R$ 6 mi de ex-senador e servidores acusados de serem fantasmas

Do Congresso em Foco
 
 
Procuradoria da República no Distrito Federal entrou com 14 ações de improbidade administrativa contra 50 ex-funcionários nomeados por Efraim Morais na Primeira Secretaria do Senado
 
POR MARIO COELHO | 31/01/2014 18:33 
 
A Procuradoria da República no Distrito Federal entrou com 14 ações de improbidade para cobrar R$ 6 milhões do ex-senador Efraim Morais (DEM-PB) e de 50 ex-funcionários acusados de serem fantasmas no Senado. Para os procuradores responsáveis pelos processos, apesar de nomeados para trabalhar na Primeira Secretaria da Casa, eles nunca exerceram de fato suas funções. A maioria, acredita o Ministério Público, foi usada como cabo eleitoral na Paraíba.
 
As ações serão julgadas pela 6ª Vara Federal do DF. De acordo com o Ministério Público, a investigação começou em 2009. Durante a apuração, para os procuradores, ficou comprovado que a maioria dos servidores nomeados por Efraim fazia atividades típicas de cabo eleitoral, como acompanhar o ex-senador em visitas à região, organizar sua agenda, marcar reuniões com lideranças locais e anotar reivindicações da população. Muitos admitiram, ainda, terem sido contratados por força de contatos políticos e amizade.

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Em uma das peças, os procuradores afirmam que o resultado das investigações é “estarrecedor”. “Essa descrição revela que o ex-senador Efraim Morais efetivamente valeu-se do quadro de cargos à disposição da Primeira Secretaria do Senado Federal para desviar recursos públicos em favor de parentes, apadrinhados políticos e cabos eleitorais, mediante nomeações para cargos em comissão de forma irregular e sem a devida contraprestação pelos proventos recebidos”, dizem os procuradores.
 
As peças são assinadas pelos procuradores da República Márcia Brandão Zollinger, Paulo Roberto Galvão de Carvalho, Luciana Loureiro Oliveira e Igor Nery Figueiredo. Segundo o MPF, todos os envolvidos tiveram a movimentação financeira analisada, mas não foi comprovada a divisão de recursos entre eles, nem mesmo a apropriação de parte dos vencimentos pelo ex-senador.
 
A passagem de Efraim Filho pela Primeira Secretaria do Senado foi marcada por denúncias de irregularidades. Por determinação da Justiça, ele teve R$ 750 mil em bens bloqueados, acusado de ter causado danos ao patrimônio ao deslocar, para o seu gabinete, funcionários de um programa de inclusão digital do Legislativo, o Interlegis. O caso foi revelado em 2008 pelo Congresso em Foco. A decisão que atinge o ex-parlamentar foi proferida outubro pela juíza federal substituta Maria Lina Silva do Carmo, da 20ª Vara Federal.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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10 Comentários
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  1. Schell

    31 de janeiro de 2014 11:25 pm

    Nenhuma novidade: sabem as

    Nenhuma novidade: sabem as acácias sobre a estrepolias político-negociais do ex-senador (argh, dizer que uma coisa daquelas chegou ao senado da república – tudo em minúsculas). Trocaria as últimas palavras do segundo parágrafo para: por força de contratos políticos e negociatas. Com certeza será absolvido em algum tribunal superior depois de duas décadas de tramitação.

  2. Ivan de Union

    31 de janeiro de 2014 11:25 pm

    So chamar a Anatel…

    So chamar a Anatel…

  3. lenita

    1 de fevereiro de 2014 12:23 am

    Saga

    E a saga do DEM continua ladeira abaixo. Que dó !

  4. Mauro Segundo 2

    1 de fevereiro de 2014 12:32 am

    Façam uma vaquinha….muita

    Façam uma vaquinha….muita gente vai contribuir para pagar a multa do Senador do DEM. Os militantes do partido, por exemplo.

  5. Malú

    1 de fevereiro de 2014 1:16 am

    Mas o Efraim não é um

    Mas o Efraim não é um daqueles “probos” do PFL que sapatearam em cima do Lula e do PT numa daquelas circenses CPIs? Seria a do Fim do Mundo? Eita mundo pequeno, né mesmo? Como disse o réu confesso, Roberto Jefferson, sobre esse partido: Donzelas Furadas!

    1. JB Costa

      1 de fevereiro de 2014 4:29 am

      “Falou” por mim, Malú. Lembro

      “Falou” por mim, Malú. Lembro dos discursos hipócritas desse Catão de araque verberando acusações de corrupção contra o PT. 

  6. maria rodrigues

    1 de fevereiro de 2014 12:03 pm

    Será que aquela filha de FHC

    Será que aquela filha de FHC faz parte da lista?

    Lembro-me que essa mulher foi entrevistada por morar em SP e ter um cargo no gabinete daquele senador Heráclito Fortes, se não me engano. As desculpas dela foram as mais esfarrapadas. Por certo deixou de ganhar sua mesada porque o home feio não foi eleito novamente.

  7. Motta Araujo

    1 de fevereiro de 2014 2:56 pm

    Essa é a tragedia do Brasil,

    Essa é a tragedia do Brasil, figuras como essa abundam no Congresso, pesquisando muito não se enconra NADA, nenhuma contribuição ao Pais, ABSOLUTAMENTE NADA, só empreguismo, nepotismo, emendas para ele mesmo,

    mordomias, viagens de 1ª classe para alguma conferencia irrelevante, no rastro dessas figuras só se encontra prejuizo

    ao Pais, tem em todos os Estados mas lamentavelmente no Norte /  Nordeste tem muito mais.

  8. janes salete

    1 de fevereiro de 2014 6:43 pm

    Vejam, os altamente corruptos

    Vejam, os altamente corruptos que acusavam o Lula e o PT naquela CPI estúpida. São iguaizinhos aos cínicos do psdb, aliás, são a mesma coisa. Não  a toa são partidos unha e carne nos grandes desvios de dinheiro público. Quando a justiciaria, aliada dessa máfia, resolver cobrar (não tem coragem para isso) a devolução do dinheiro, começaremos a ver uma saudável revolução. Se nossa justiciaria (sempre aliada dos enormes corruptos) não se transformar em justiça digna, nada será resolvido. Nosso câncer, podem ter certeza, é a justiciaria tupiniquim..

  9. robson_lopes

    1 de fevereiro de 2014 7:49 pm

    O que me surpreende não é uma

    O que me surpreende não é uma notícia dessas, mas sim as pessoas se surpreenderem com isso, isso é muito mais comum do que se imagina. No serviço público os fantasmas hoje talvez não sejam tão habituais, só mudaram o filme de terror, agora são zumbis, que estão lá, recebem o salário, batem o ponto cumprindo religiosamente o horário, mas não fazem nada, não executam nada e ocupam os mais altos postos. Aí ficam fazendo média, pegando um e deixando centenas ou milhares recebendo o dinheiro público sem a contraprestação dos serviços.

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