Do UOL
Do UOL, em São Paulo
31/01/201413h13
O jornal norte-americano Washington Post, um dos principais do país, apontou a existência de hotéis fantasmas no Rio de Janeiro e criticou a falta de estrutura hoteleira no estado para recepcionar os turistas que irão acompanhar a Copa do Mundo.
O periódico citou o exemplo do hotel Gávea Tourist para ilustrar as críticas que aponta a falta de infraestrutura hoteleira no Rio de Janeiro.
“A Gávea Tourist é uma concha vazia de um hotel 14 andares, um monumento modernista de concreto que está se desintegrando e possui uma beleza decadente, pois foi abandonado por quatro décadas. É um dos três grandes hotéis fantasmas arquitetonicamente impressionantes no Rio de Janeiro, todos os quais estão vagos em uma cidade que enfrenta uma escassez crônica de quartos para o torneio de futebol da Copa do Mundo em junho”, escreveu o autor da matéria.
Segundo o Washington Post, a Prefeitura do Rio de Janeiro não consegue aproveitar os 400 quartos disponíveis no hotel por causa de alguns obstáculos que se tornaram emblemáticos na preparação brasileira para a Copa do Mundo: burocracia pesada, um judiciário lento e falta de planejamento criativo.
O Rio de Janeiro tem por volta de 34 mil quartos, 22 mil deles em hotéis convencionais, segundo a Associação Industrial dos Hotéis Brasileiros. Um adicional de seis mil quartos será incluído nesta conta até junho, segundo a entidade.
A Prefeitura do Rio espera que a cidade receba 1,5 milhão de turistas durante a Copa do Mundo. Uma porta-voz declarou que nem todos estes turistas estarão na cidade no mesmo tempo e isto, junto com as acomodações alternativas como aluguel de residências privadas, fará com que exista acomodações suficientes para todos.
Luiz Eduardo Brandão
31 de janeiro de 2014 10:40 pmSeria bom checar a matéria
Será que a matéria do Washington Post é mesmo essa aí? Ou isso é um resumo à moda da Folha de São Paulo (o UOL é do grupo)? Se for de fato a matéria original, o Post, um jornal de notável história, passou a praticar o jornalismo ordinário da midiona rbasileira. A matéria é cheia de buracos. Exemplos: não tem sentido relacionar o número de turistas esperados, 1.500 mil, com a necessidade de hospedagem; e números dessa magnitude o Rio está cansado de receber (vide a visita do Papa, Carnaval, Réveillon…), sem que ninguém tenha de passar a noite boiando no mar. Fosse esse o critério, calculando uma média de 3-4 pessoas por habitação, a cidade precisaria ter em torno de 400-500 mil habitações na rede hoteleira. É comum por esse mundo afora as cidades terem tanto quarto de hotel assim?
O importante seria saber qual a capacidade hoteleira exigida pelos organizadores do certame, para ver se o Rio está ou não deficitário em relação às exigências. E isso a matéria não diz. Não dá para acreditar que FIFA não tenha feito nenhuma exigência nesse sentido. O COI, que organiza as Olimpíadas, exige que a cidade-sede tenha no mínimo 27.800 habitações. Como a matéria diz que o Rio já tem 34.000, resulta que já tem capacidade excedente para o evento. E aliás ela vai aumentar: em 2016 deve ter mais de 50.000 habitações, quase o dobro do exigido, com os novos hotéis em construção.
Será possível que o velho Post está tão mal das pernas assim?
Douglas 2812
1 de fevereiro de 2014 12:26 amWashington Post Bonzinho
Se a ideia era criticar a falta de estrutura do Rio para fazer a Copa, o Washington Post foi incompetente. No Rio não tem Hotéis que prestem, não tem Aeroporto, não tem Transportes Públicos nem privados, taxistas são ladrões, não tem bons restaurantes e os que tem roubam escandalosamente. A cidade é perigosa, infestada de criminosos, suja. Apesar de provincianos e incompetentes para fazer um cidade minimamente civilizada, os cariocas são pretenciosos e se acham o máximo. A Expectativa dos estrangeiros é encontrar aqui um povo exóticos e divertidos com mulheres facinhas, vão encontrar, mas quando a copa acabar vão saber que o Brasil é uma grande porcaria. Nunca mais seremos vistos pelo mundo com somos hoje, nosso filme será queimado para sempre.
Mario Siqueira
1 de fevereiro de 2014 1:28 pmAo Douglas 2812
Prezado Douglas 2812.
No jogo do bicho, que é uma das poucas coisas que funcionam nesse desgraçado Rio, o número 2812 corresponde ao simpático… BURRO !
Deu burro na cabeça !
atenir
1 de fevereiro de 2014 12:45 amSe é isso aí eu não sei. Mas
Se é isso aí eu não sei. Mas eu pude comprovar com meus proprios olhos que o rio de janeiro está uma verdadeira ladroagem. De picolé a refrigerante é um roubo só. Semana passada almoçei no catete num restaurante furreca por 49,00 o kg. A comida servida não valia 20,00. Essa caristia não tem nada haver com impostos, é pilantragem mesmo. Hotel no rio é um lixo. Os melhorzinho custam os olhos da cara. Os empresarios brasileiro são um bandos de fdp…
Não é à toa que o pessoal prefere fazer turismo nos esteites…
Severino Januário
1 de fevereiro de 2014 9:37 amOs males do Brasil são.
Os males do Brasil são. “Burocracia pesada (patrimonialista, achaquista e dificultosa para vender facilidades), um judiciário lento (e infectado de política) e falta de planejamento (não apenas criativo, mas ordinário também)”, os males do Brasil são. Esta copa vai ser ótima para pôr a olhos vistos do mundo e depois refletir sobre nós as grandes mazelas do Brasil, que vicejam ao sol no isolamento manemolente tropical. Isto é muito bom. Avante.
Mario Siqueira
1 de fevereiro de 2014 1:13 pmE entre os males de alguns brasileiros…
…um deles é levar a sério o washington post e outros jornais americanos.
Motta Araujo
1 de fevereiro de 2014 1:28 pmQuem leva a serio o
Quem leva a serio o Washington Post não são os brasileiros, são os americanos.
Severino Januário
1 de fevereiro de 2014 4:52 pmComo não levar a sério o
Como não levar a sério o Washington Post? Se o Putin não levassse a sério as ameaças do Obama, não teria corrido paraa defender a Síria. O bombardeio seria inevitável.
Uóxintão Poste
1 de fevereiro de 2014 1:45 pmA Folha (e mídia coligada) adora o Rio…
Para o bem ou para o mal, um artigo de alguem mesmo desimportante vira “opinião internacional do Washigton Post”. Ou outro jornal qualquer.
Como já disseram, a capacidade exigida pelo COI em 2016 já é superada pela oferta existente há tempos (e o Galeão é o único dos aeroportos que suporta a demanda prevista). Fora a enorme oferta de aptos para temporada que é opção para casais e pequenos grupos.
Para a Copa, a previsão de um 2 quartos em Ipanema é de 2.500/dia (também já vi noticia de pedidas em Itaquera, SP, de 130 mil mês ou 4.350 dia, mas aí não dá primeira página nem campanha contra…
Quanto a preços, é natural em qualquer lugar do mundo que eles subam em altas temporadas, inclusive no Brasil. Como a mídia prevalente paulista e a própria Globo gostam de meter o pau no Rio, o elegem para falar de preços (ou qualquer coisa “não boa”) , como se em outros lugares fosse muito diferente. Questão de oferta e demanda. Vá ver por ex. um musical sem reserva na fleumática Londres e cairá nas mãos de cambistas que multiplicam os preços.
Nas últimas semanas, apesar dos especialistas explicarem que são fenômenos naturais acontecendo no litoral do sudeste inteiro, quase diariamente aparece algum destaque de primeira página falando de algas e espumas como se fossem poluição, numa verdadeira campanha contra a temporada de verão.
De todas as sedes da Copa, o Rio seria a ÚNICA que poderia recebê-la plenamente da abertura ‘a final desde o ano passado.
Esta mesma mídia, tal como trata o PSDB, não faz escândalo (nem sequer explica) que a EXIGÊNCIA de capacidade da FIFA para o estádio de abertura NÃO SERÁ CUMPRIDA pelo Itaquerão, pois não haverá tempo para construir a arquibancada temporária que seria patrocinada pelo governo local.
Quanto ao post, o único ponto que o post lembra (mal) é que há pelo menos 3 ótimos hotéis “perdidos” pela cidade,que a própria prefeitura (ou empresários de verdade) poderiam recuperar: o das Canoas (em posição visual privilegiada), o Gloria, destruido irresponsavelmente pelos “meninos” do Eike e o Hotel Nacional, que está abandonado há muitos anos. Sem falar do também visualmente privilegiado Panorama Palace em Ipanema, que virou comunidade há décadas.
Claro, o Rio podia (e deve) ser muito melhor .Até esta lavra de governos Copa-Olímpicos, o último governo decente (para a cidade física) foi, inacreditavelmente, Carlos Lacerda.
Precisa dizer mais?
Ninguém
1 de fevereiro de 2014 2:27 pmWashington Post elogia o Bolsa Família
O mesmo jornal publica um artigo positivo sobre o Bolsa Família:
http://www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/01/31/want-to-end-poverty-brazils-answer-give-people-money/?tid=hpModule_79c38dfc-8691-11e2-9d71-f0feafdd1394
Já a matéria que origem ao texto criticando os hotéis está aqui:
http://www.washingtonpost.com/world/the_americas/the-hotels-brazil-needs-for-the-world-cup-never-got-built/2014/01/30/b551e6f2-8447-11e3-9dd4-e7278db80d86_story.html
O repórter dá como exemplo três hotéis que não teriam sido “construídos” a tempo para a Copa. E que, sem esses três hotéis, pelo visto, o Rio não vai conseguir receber todos os turistas. Em primeiro lugar, os três hotéis não foram “construídos” porque já existiam. Dois são hotéis tradicionais que estão fechados há anos: o Glória (fechado em 2008) e o Nacional (fechado em 1995). O terceiro, Gávea Tourist nunca foi concluído (não recebeu acabamento) e é um fantasma da década de 1950!
Ele fala ainda que, dos 89 hotéis selecionados pela FIFA, 49 já estão com lotação esgotada. Só que ele se esquece de que parte do público esperado para a Copa vai se hospedar justamente nesses 49 hotéis!
Como bem apontou um colega acima: ora, se, entra ano, sai ano, o Rio consegue receber muito bem milhões de turistas no Ano Novo e no Carnaval, não vai conseguir recebê-los para a Copa do Mundo?
Ninguém
1 de fevereiro de 2014 2:32 pmMas, no fundo, no fundo….
Tudo isso deve ser alguma trama maquiavélica do Jeff Bezos*, para comprar a Magazine Luiza.
* Dono da Amazon, que é dona do Washington Post.