Formado e idealizado por José Mauro, então diretor artístico da Rádio Nacional em 1942. Em sua primeira formação tinha Marília Batista, Salomé Cotelli e Bidu Reis. Destacaram-se principalmente na década de 1940, período em que acompanharam inúmeros artistas daquela emissora em programas e em gravações.
Em 1942, fizeram a primeira gravação, pela Victor, acompanhando Linda Batista nos sambas “Bom dia”, de Herivelto Martins e Aldo Cabral e “Aula de música”, de Haroldo Barbosa e Herivelto Martins.
Em 1943, gravaram de Roberto Martins a batucada “Cai, cai”, com acompanhamento de Zaccarias e sua orquestra, sucesso no carnaval do ano seguinte. Ainda em 1943, o grupo participou do filme “É proibido sonhar”, do diretor Moacir Fenelon, cantando “São João”, samba de José Carlos Burle. Gravaram também com o cantor Nilo Sérgio o samba “Morena boca de ouro”, de Ary Barroso, também com acompanhamento de Zaccarias e sua orquestra. Ainda nesse ano, gravaram os sambas “Pobre rapaz” e “É fingimento dela”, de Marília Batista e Henrique Batista e “Batuque no morro”, de Russo o Pandeiro e Sá Róris. Também em 1943, acompanharam Francisco Alves no disco que trazia os fox, “Quantas são”, de Lilley Loesser, e “Céu cor-de-rosa”, de Herbert e Dubin, ambos com versão de Haroldo Barbosa.
Em 1944, gravaram o samba “Beija-me”, e Roberto Martins e Mário Rossi e, com Albertinho Fortuna o samba “Ai que saudades da Amélia”, de Ataulfo Alves e Mário Lago.
Em 1945, a cantora Bidu Reis recebeu convite para ir para a Rádio Globo e para a Orquestra Tabajara, saindo do grupo. No mesmo ano, Marília desligou-se do grupo para casar-se. Foram substituídas por Hedinar Martins, irmão do compositor Herivelto Martins e por Consuelo Sierra. O grupo ainda teve a participação da cantora Nilza de Oliveira, por curto período, ocasião em que substituiu Consuelo.
Em 1948, Bidu Reis retornou para substituir Consuelo. Em 1949, o grupo participou do filme “Não me diga adeus”, uma produção argentino-brasileira do diretor Luís Barth. Na ocasião, acompanharam a cantora Marlene em “Conceição da praia”, um jongo de Dilu Melo e Oldemar Magalhães e na guaracha “Candonga”, de Felisberto Martins e Fernando Martins, músicas lançadas em disco pela gravadora Star..
Na década de 1950, o grupo já tinha outra formação com Regina Célia, Hedinar e Nilza. Regina acabou substituída por Carmen Déa. Em 1951, gravaram pelo selo Carnaval a marcha “Saudosa cachopa” e o samba “Incerteza”, de Herivelto Martins e Raul Sampaio.
Em 1952, participaram do filme “Era uma vez um vagabundo”, de Luís de Barros. No ano seguinte, sairam do grupo Carmen Déa e Nilza, sendo suas vagas ocupadas por Consuelo e Maria Tereza. O grupo dissolveu-se em 1957, mesmo tendo sido sempre muito prestigiado por Paulo Tapajós, então diretor artístico da poderosa Rádio Nacional do Rio.
http://www.dicionariompb.com.br/as-tres-marias/dados-artisticos
AS TRÊS MARIAS – Grupo vocal feminino. O trio teve cinco formações distintas, a saber:
1ª Formação: 1942 a 1945
Marília Batista
Salomé Cotelli
Bidu Reis (Edila Luísa Reis)
Posteriormente:
1945:
Hedinar Martins
Consuelo Sierra (Nilza de Oliveira, por curto período)
Salomé Cotelli
1948:
Hedinar Martins
Salomé Cotelli
Bidu Reis
1950:
Regina Célia (Carmen Déa)
Hedinar Martins
Nilza de Oliveira
1953:
Consuelo Sierra
Hedinar Martins
Maria Tereza.
O Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira estaca no ano de 1952, porém, em 1953 o Grupo Vocal Feminino gravou com a Orquestra de Leal Brito, dividindo faixas com o cantor e produtor musical Nilo Sérgio, Catulo da Paula e a própria Orquestra de Leal Brito.
É o que mostramos nesse Post. Espero que gostem!
ed. não logado
31 de janeiro de 2014 2:10 pmÓtima Recuperação, Luciano!
Ontem ao comentar, tentei achar Cai cai e Amélia, sem sucesso, mas hoje apareceu uma de 1943 (mistérios do Google / You Tube) e a segunda (pelo menos) com Ataulfo, autor e parceiro de Mario Lago, em 1941. parece que elas o estão acompanhando, não sei. Mas a introdução é dita como do Jacob do Bandolim. Segue:
[video:http://www.youtube.com/watch?v=EwlsCmePUU8%5D
[video:http://www.youtube.com/watch?v=XDtAUiTRzac%5D
Abs, valeu!
ed. não logado
31 de janeiro de 2014 3:02 pmAcorregendo misturanças.
A Amelia que postei é de 42, a do Jacob foi de 41, que não achei. A das Tres Marias parece que foi em 44 com Albertinho Fortuna, que também não achei. Abs
lucianohortencio
31 de janeiro de 2014 4:45 pmAcorregido está!
Eu já havia feito as observações também, amigo Ed… Aí vai SAIA DE BICO e BAIÃO!
Abraço do luciano
[video:https://www.youtube.com/watch?v=LDjDfKH-25M%5D
lucianohortencio
31 de janeiro de 2014 3:30 pmAmigo Ed!
A gravação de AMÉLIA com a introdução de Jacob do Bandolim não é essa e sim de 1941. Acho também que As Três Marias não estão aí não… A primeira gravação do Grupo foi acompanhando a Linda Batista em BOM DIA. Quando elas começam a cantar harmonizando, ouve-se um lindo solo de Marília Baptista, com sua voz inconfundível na frase ” E a ausência de seus pertences…” Vale a pena ouvir de novo!
Elas gravaram ainda AULA DE MÚSICA acompanhando a Linda Batista, mas não consegui o arquivo.
Abração do luciano
morallis
31 de janeiro de 2014 5:11 pmMuito bom Luciano!
Em tempo:
Muito bom Luciano!
Em tempo: Tenho coisas antigas do pernambucano ” velho Faceta ” ( rosa branca)
até tentei postar mas é o tipo de abordagem que tem que ser feita por voce prá
ficar mais divertido e instigante, o pastoril profano!
Abraços!
lucianohortencio
31 de janeiro de 2014 9:30 pmAmigo Morallis!
Muito obrigado pela lembrança. Eu tenho o volume I e II do Pastoril do Velho Faceta e editarei sim vídeos dele.
Há, aqui no GGN um Post sobre o Pastoril Nordestino que merece ser visto. Aí vai o link:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-pastoril-nordestino?page=3
Abraço do luciano
Jair Fonseca
31 de janeiro de 2014 4:47 pm“Incerteza”
Excelentes interpretações das Três Marias, aqui com os Dois Valetes, tanto pelas harmonias vocais quanto pelos gritinhos das moças, na parceria de Raul Sampaio com Herivelto Martins, infelizmente não creditado no vídeo abaixo.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=UD_sDpEyzCQ%5D
lucianohortencio
31 de janeiro de 2014 9:09 pmTenho Certeza, amigo Jair!
Que esse vídeo e teu excelente comentário enriqueceram sobramaneira essa postagem.
Obrigado e um abraço do
luciano
jns
31 de janeiro de 2014 6:20 pmJOSÉ MAURO
O PIONEIRO DO RADIALISMO MUSICAL
No dia 30 de abril de 2004, o jornalista José Mauro morreu, aos 87 anos, na cidade de Volta Grande-MG.
Para a história do rádio brasileiro, é uma grande perda, pois José Mauro foi o responsável pela implantação do radialismo musical no Brasil.
Em 1977, recebeu, em Toronto, no Canadá, o prêmio máximo já concedido ao Rádio brasileiro, escolhido, pelo fórum da revista Bilboard, como o melhor diretor internacional de programação de Rádio daquele ano.
Considerado como um dos responsáveis pela formatação da Rádio Nacional e seu sucesso e um os principais personagens da chamada “Era do Rádio” no Brasil.
[video:http://youtu.be/F4uRYPvbKdk%5D
Quando estava na rádio Tamoio (então integrante do grupo Associado, de Assis Chateaubriand), José Mauro trouxe para o Brasil o modelo norte-americano de rádios exclusivamente musicais.
Até então, música no rádio só tinha espaço cativo em programas especiais, alguns ao vivo, transmitidos de auditórios, e como complemento de programas não voltados somente para música.
A fórmula do radialismo musical era inédita no Brasil: na programação normal, a rádio deveria tocar apenas músicas pré-gravadas, e entre elas o apresentador poderia apenas anunciar seus nomes e intérpretes, e fazer rápidas intervenções, anunciando o horário, o nome e o prefixo da rádio, dando pequenas notícias e chamando os intervalos.
Este modelo serviu de base para a remodelação da a rádio Tamoio, que foi a primeira emissora carioca totalmente musical.
Somente algum tempo depois, surgiram outras AMs musicais, como a Mundial e a América 1.
E, somente nos anos 70, as FMs adotaram oficialmente o radialismo musical, que se tornou o modelo para todas as boas FMs, desde então.
Texto extraído do site: http://br.geocities.com/radiorj2002/jmauro.html , escrito em 7 de maio de 2004.
Mais: http://www.dicionariompb.com.br/jose-mauro/dados-artisticos
Jair Fonseca
31 de janeiro de 2014 8:30 pmBem lembrado.
Irmão de outro pioneiro, o grande Humberto Mauro, neste caso, pioneiro e mestre do cinema brasileiro.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=OO9Jdn6AluQ%5D
lucianohortencio
31 de janeiro de 2014 9:37 pmDom JNS!
Obrigado pelo vídeo com a voz de “Uma das Patentes do Rádio” e pelo excelente comentário.
Abraço do luciano
jns
31 de janeiro de 2014 10:24 pmCurrículo
Datilografado pelo próprio José Mauro
http://www.josemauroradialista.com/script/curriculo_pag1.htm
Maria Luisa
31 de janeiro de 2014 7:36 pmBom dia!
Adoro ficar ouvindo as musicas da “Era do Radio”. Tive uma professora que trabalhou na Radio Nacional e era uma saudosista incondicional dessa época, falava muito dos programas, de como eram as transmissões ao vivo etc. Pena que a televisão não fala muito desse periodo, com apenas uma ou outra minissérie abordando esse momento em que paralelo, as mulheres davam seus primeiros passos em direção a uma maior independência. E muitas através da musica.
lucianohortencio
31 de janeiro de 2014 9:34 pmMaria Luisa, amiga!
Na Rádio Nacional – AM – aos domingos, às nove da matina voucê poderá ouvir o pesquisador Osmar Frazão apresentando excelentes intérpretes do passado. Vale a pena. Só nã lembro agora o nome do programa… Acho que é Bau do Frazão ou coisa do tipo. Não deixe de tentar ouvir.
Abraço do luciano
jns
31 de janeiro de 2014 10:33 pm‘A Mina Abandonada’
Ao longo da década de 1960 a hegemonia da televisão obrigou o rádio a se contentar com a notícia e a prestação de serviços, sobrando cada vez menos espaço para a radiofonia como meio de expressão. A dependência da música enlatada abriu caminho à promoção de sucessos indicados pelas gravadoras, através do sistema de play-list. Resta aos independentes, na maioria dos casos, pagar ou correr.
Para os apreciadores de música erudita não sobram transmissões em ondas médias. Apenas duas ou três FMs divulgam esse material em sua programação – como a
Rádio Cultura de São Paulo e a MEC do Rio, mais uma ou outra emissora universitária, como a da Universidade Católica de Porto Alegre.
A insistência do Sistema Jornal do Brasil com a música erudita teve seu clímax na programação noturna Clássicos em FM,depois transferida para a Opus 90, interrompida por falta de apoio comercial. Mas retomada, mais tarde, com a parceria de O Dia, e novamente fracassada.
Diante desse quadro, qual será o desafio para os que acreditam no rádio como um veículo criativo, que ainda pode excitar a sensibilidade e a imaginação dos que vivem o século XXI?
É possível que a resposta esteja sendo formulada nas pequenas rádios comunitárias ou universitárias que tentam abrir novos caminhos, apesar das limitações do cotidiano. Para esses, talvez valha como estímulo a opinião de Orson Welles sobre o veículo que ele marcou com o impacto da transmissão de A Guerra dos Mundos, em 1938: “O rádio é hoje uma mina abandonada”.
Fonte: O RÁDIO E A MÚSICA, 80 Anos de Rádio
Luis Carlos Saroldi, professor de Radialismo da Escola de Comunicação da UFRJ, radialista, dramaturgo, pesquisador musical e autor de, junto com Sonia Virgínia Moreira, O Brasil em Sintonia.
REVISTA USP, São Paulo, Dezembro/2002 – Fevereiro/2003
lucianohortencio
1 de fevereiro de 2014 2:48 amAo JNS!
MUITO OBRIGADO!
Abraço do luciano