A combinação de preços recordes de ativos, euforia em torno da inteligência artificial e bancos assumindo riscos excessivos pode ser a preparação de terreno para uma crise financeira semelhante à vista em 2008.
O alerta em torno dos riscos sistêmicos foi feito pelo CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, voltou a soar o alarme sobre riscos sistêmicos nos mercados financeiros globais, que comparou o momento atual ao período pré-crise de 2005 a 2007, quando a liquidez abundante e a alavancagem excessiva mascararam vulnerabilidades estruturais.
Para ele, a alta generalizada dos ativos pode estar gerando complacência – e preços elevados não reduzem risco, mas podem ampliá-lo, especialmente se acompanhados de crédito frouxo e tomada imprudente de risco.
A mensagem central do executivo é clara: ciclos financeiros são inevitáveis — e o atual ambiente de euforia pode estar mascarando riscos acumulados sob a superfície.
IA: motor de crescimento ou nova fonte de disrupção?
O executivo também destacou que a rápida adoção da inteligência artificial pode provocar choques setoriais relevantes, especialmente no setor de software.
A instituição vem ampliando investimentos em IA, com orçamento anual de tecnologia próximo de US$ 20 bilhões, e já dobrou seus casos de uso de IA generativa – e também admitiu deslocamento interno de trabalhadores e a necessidade de programas de realocação.
Dimon alertou que a sociedade precisa discutir mecanismos de transição para trabalhadores potencialmente afetados por automação em larga escala, comparando o impacto potencial da IA ao da eletricidade ou da imprensa.
O alerta também ocorre após episódios recentes no mercado de crédito privado, incluindo falências e alegações de fraude que levaram o JPMorgan a registrar perdas contábeis.
Fabio de Oliveira Ribeiro
24 de fevereiro de 2026 7:26 pmOs espertos já devem ter começado a resgatar seus investimentos em IAs. Os tolos que continuarem apostando nelas perderão tudo. Empresas vão falir, mas velhacos como Sam Altman já fizeram um pé de meia milionário.