22 de maio de 2026

PF mira clã Bezerra Coelho em ação sobre desvios de emendas

Operação Vassalos cumpre 42 mandados contra esquema que teria movimentado bilhões por meio de fraudes em licitações da Codevasf
Senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo Jair Bolsonaro no Senado Federal. Foto: Senado Federal

▸ Polícia Federal deflagra Operação Vassalos contra esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares em cinco estados.

▸ Ex-senador Fernando Bezerra Coelho e filhos são alvos; 42 mandados cumpridos em Pernambuco, Bahia, SP, GO e DF.

▸ Investigação aponta superfaturamento e cartel em obras, com desvio e lavagem de dinheiro via empresa Liga Engenharia.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Vassalos, que investiga um sofisticado esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações envolvendo o uso de emendas parlamentares. Entre os principais alvos da ofensiva estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e seus filhos, o deputado federal Fernando Filho (União-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.

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A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mobiliza agentes para o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. As investigações apontam que o grupo teria movimentado cifras bilionárias em recursos públicos.

O braço empresarial e o “orçamento secreto”

No centro do esquema está a Liga Engenharia, empresa que, segundo a PF, teria sido beneficiada por licitações direcionadas. Dados do portal Transparência indicam que a companhia recebeu cerca de R$ 74 milhões provenientes das chamadas “emendas de relator” entre 2019 e 2024.

Os contratos sob suspeita foram firmados principalmente com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

A Codevasf, em particular, possui uma superintendência em Petrolina historicamente influenciada pela família Coelho. Um ex-assessor do senador, Aurivalter Cordeiro da Silva, que chefiou a estatal na região, também é alvo da operação.

Asfalto e cartéis

Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) já haviam acendido alertas sobre a atuação da empreiteira. A CGU identificou superfaturamento em obras onde a espessura do asfalto entregue era inferior à contratada. Já o TCU apontou indícios de que a Liga Engenharia atuava em cartel, combinando preços com outras empresas para fraudar concorrências públicas.

De acordo com a PF, a organização criminosa funcionava em etapas:

  • Direcionamento: Editais eram moldados para favorecer empresas vinculadas ao grupo.
  • Desvio: Parte do valor dos contratos era retida ilegalmente.
  • Lavagem: O montante era convertido em vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

“A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio”, afirmou a PF em nota.

Defesa contesta medidas

Em nota, o advogado André Callegari, representante de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, criticou a falta de acesso prévio aos autos.

A defesa ainda não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. Após o acesso aos autos, a defesa irá se manifestar“, declarou o advogado.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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