A escalada da tensão política em Brasília ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (26) com a aprovação, pela CPMI do INSS, da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. A medida, que mira o filho mais velho do presidente Lula (PT), ocorre em um cenário de forte polarização e contestações regimentais, alimentando a tese de que setores do Judiciário e do Legislativo articulam uma “Lava Jato 2.0” às vésperas das eleições presidenciais.
Manobra e tumulto no Congresso
A sessão que selou a quebra de sigilo foi marcada por confusão física e acusações de fraude. Um grupo de 14 parlamentares da base governista encaminhou requerimento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pedindo a anulação da votação. Eles alegam que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ignorou a contagem real de votos.
“Conforme demonstram os registros audiovisuais e as fotografias da sessão, os requerimentos foram, em realidade, rejeitados por 14 votos contrários, em contraste com sete votos favoráveis“, afirma o documento enviado a Alcolumbre. Os governistas sustentam que houve uma “seleção arbitrária” de requerimentos e pedem que o caso seja levado ao Conselho de Ética. Viana, por sua vez, declarou estar tranquilo e que o regimento foi cumprido.
A tese da “Lava Jato 2.0”
O avanço sobre Lulinha não é um fato isolado. Em análise publicada nesta sexta, o jornalista Luis Nassif, alertou para a reedição de métodos da operação Lava Jato, agora sob nova roupagem.
Nassif aponta que a substituição de nomes no Judiciário, como a entrada de André Mendonça no lugar de Dias Toffoli em processos-chave, e a manutenção de delegados da PF alinhados ao antigo lavajatismo pavimentaram o caminho para o atual cerco.
Mendonça, inclusive, já havia autorizado sigilosamente a quebra de sigilos de Fábio Luís em janeiro, atendendo a pedido da PF. Para críticos, a direita parlamentar aproveita o vácuo de provas concretas para criar um espetáculo midiático que atinja diretamente o Palácio do Planalto.
Indícios frágeis
A suspeita central reside na suposta atuação de Lulinha como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), baseia-se em mensagens interceptadas onde o nome “filho do rapaz” é citado em uma transação de R$ 300 mil.
Entretanto, vozes dentro da comissão apontam a fragilidade dos indícios. Em dezembro, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) já havia alertado para a ausência de provas documentais.
“Não há nenhuma prova documental, nenhum elemento probatório que ligue ao filho do presidente Lula. Há uma tentativa clara de se ligar ao filho do presidente Lula porque, por tabela, ligaria ao presidente Lula“, afirmou a senadora à época.
A defesa de Lulinha, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acessar o inquérito, reitera que o empresário não possui relação com as fraudes no INSS e que as acusações são baseadas em “trechos isolados de inquérito sigiloso” e “narrativas difamantes“.
Enquanto a oposição tenta consolidar o desgaste político, o governo atua para deslegitimar o que classifica como um uso político da máquina investigativa em pleno ano eleitoral.
Carlos
27 de fevereiro de 2026 1:34 pmA direita apresenta um postulante mais que sob simples suspeita
Afinal rachadinhas, bombonieres, mansão sub faturada para compra, apoio a tarifaços, entre outros.
Mas o assunto é Lulinha que, até onde se sabe, não concorre a nada.
Sucia!
Carlos
28 de fevereiro de 2026 5:30 amComplemento:
“Afinal rachadinhas, bombonieres, mansão sub faturada para compra, apoio a tarifaços, entre outros, SÃO FATOS!
Paulo Dantas
2 de março de 2026 1:21 pmAs CPIs não querem respostas, querem fazer perguntas e cortes nas Redes Sociais.
Sem um pacto e uma arrumação vão seguir sem crédito.