O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta segunda-feira (9) ter alcançado o número mínimo de assinaturas para solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado destinada a investigar desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.
Segundo o parlamentar, 27 senadores, o equivalente a um terço da Casa, já apoiaram o requerimento, número necessário para a instalação da comissão. Vieira afirmou, no entanto, que continuará buscando novas adesões antes de protocolar formalmente o pedido, a fim de garantir maior respaldo político à iniciativa.
A proposta de CPI surge em meio às investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que voltou a ser preso sob acusações como obstrução de Justiça e coação de testemunhas. O requerimento também prevê a apuração de eventuais relações entre o empresário e autoridades públicas, incluindo os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
De acordo com o texto apresentado por Vieira, a CPI teria como objetivo examinar “a existência, a natureza e a extensão de eventuais relações pessoais, financeiras ou institucionais” ligadas ao caso, bem como avaliar se tais vínculos poderiam ter impacto sobre decisões ou atuações institucionais.
Nas redes sociais, o senador afirmou que a investigação deve ocorrer “sem condenações prévias”, mas com o propósito de esclarecer fatos e reforçar a confiança pública nas instituições. Ele também declarou que o processo de coleta de assinaturas pode revelar a disposição dos parlamentares em apoiar a abertura da investigação.
Disputa institucional em torno da operação mirando o Master
A movimentação no Senado ocorre em um ambiente de tensão institucional em torno da investigação sobre o Banco Master.
Em análise publicada no Jornal GGN, o jornalista Luis Nassif afirma que o caso expõe conflitos internos no sistema de Justiça e alerta para o risco de repetição de práticas observadas durante a Operação Lava Jato.
Segundo Nassif, a condução da chamada Operação mirando o Master já apresentou episódios que levantam questionamentos, como vazamentos de mensagens atribuídas a Vorcaro, disputas entre autoridades e tentativas de influenciar acordos de delação premiada.
Na avaliação de Nassif, permitir que investigações e negociações de delação ocorram sem supervisão institucional clara pode abrir espaço para disputas políticas dentro do sistema judicial. As lições da Lava Jato, nesse caso, indicam a necessidade de controle rigoroso para o Brasil não mergulhar no mesmo abismo lavajatista que afundou o país por anos.
Carlos
9 de março de 2026 6:27 pmSe implantar a CPI contamos com a convocação do Nikolete jatinho
Rui Ribeiro
11 de março de 2026 8:23 amA CPI do Banco Master tem que convocar o Nikolas, o Ciro Nogueira e o Rueda, entre outros, para explicarem suas relações com o Vorcaro.
Melhor que roubar um banco, é fundar um banco.
O Nikolalau, digo, o Nikolas afirma que nada fez de errado ao cruzar o Brasil sob as asas do Vorcaro. Pelo contrário, ele afirma que as caronas no avião do bandido moedor de mulheres constitui um atestado de honestidade em seu favor. Se ele não fez nada de errado, muito pelo contrário, conseguiu um atestado de honestidade ao seu favor ao cruzar o Brasil sob as asas do Vorcaro, porque ele se sentiu traído com o vazamento? Antes, porque as caronas estavam sob sigilo e teriam que continuar sob sigilo?
Se tivéssemos uma imprensa de verdade, eram essas as perguntas a serem formuladas ao Ratinho Fecal.