10 de junho de 2026

Israel amplia assentamentos e expulsa palestinos na Cisjordânia, diz ONU

Relatório aponta aumento da violência de colonos, destruição de comunidades e alerta para possível “limpeza étnica”
Modi'in Ilit, o maior assentamento israelense existente na Cisjordânia. Foto: Wikipedia

ONU alerta que expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia deslocou mais de 36 mil palestinos recentemente.
Relatório aponta aumento de ataques de colonos, destruição de casas e restrições a serviços com apoio israelense.
ONU critica avanço como obstáculo à paz, pedindo fim da expansão para evitar agravamento do conflito e violações.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia está provocando um deslocamento em massa de palestinos e pode configurar uma política sistemática de expulsão, segundo novo relatório das Nações Unidas.

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O documento, divulgado pelo escritório de direitos humanos da ONU, aponta que mais de 36 mil palestinos foram deslocados na região no período recente analisado — um dos maiores movimentos forçados de população no território em décadas.

De acordo com o relatório, a intensificação da construção de assentamentos, somada ao aumento da violência de colonos israelenses, tem levado ao esvaziamento de comunidades inteiras.

Os dados mostram:

  • crescimento acelerado de assentamentos e novas moradias
  • aumento expressivo de ataques de colonos contra palestinos
  • destruição de casas e infraestrutura
  • restrições severas de acesso a água, terras e serviços básicos

Além disso, a ONU aponta que muitos desses episódios ocorrem com apoio direto ou indireto das autoridades israelenses ou sem intervenção suficiente para contê-los.

O relatório levanta um dos alertas mais graves: o padrão de deslocamento forçado, combinado com outras políticas, pode configurar limpeza étnica.

Segundo o alto comissário de direitos humanos da ONU, as ações observadas indicam uma tentativa de alterar permanentemente a composição demográfica do território.

Especialistas também destacam que a transferência forçada de população em territórios ocupados pode ser considerada crime de guerra pelo direito internacional.

Escalada recente

O avanço dos assentamentos tem se intensificado nos últimos anos:

  • dezenas de milhares de novas unidades habitacionais aprovadas
  • recorde na criação de novos assentamentos
  • políticas de expropriação de terras ampliadas

A ONU e organismos internacionais afirmam que essas ações contribuem para uma anexação gradual da Cisjordânia, considerada ilegal pelo direito internacional.

O governo israelense contesta as acusações e afirma que suas ações são motivadas por razões de segurança e por vínculos históricos com o território.

Autoridades israelenses também criticam os relatórios da ONU, alegando viés e falta de consideração sobre ataques contra cidadãos israelenses.

Impacto político

A escalada na Cisjordânia ocorre em paralelo a outros conflitos na região e aumenta a pressão internacional sobre Israel.

Para analistas, o avanço dos assentamentos:

  • dificulta a criação de um Estado palestino viável
  • compromete negociações de paz
  • amplia o risco de novos ciclos de violência

A ONU defende a interrupção imediata da expansão e a reversão das medidas que levaram ao deslocamento das populações.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    20 de março de 2026 8:12 am

    O $ionismo está agredindo o Irã porque o Irã se opõe a essa expropriação dos pobres por colonos U$raelenses.

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