4 de junho de 2026

O Camoniano Patativa

Enviado por jns

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“Saudade dentro do peito | É qual fogo de monturo | Por fora tudo perfeito, | Por dentro fazendo furo.

Há dor que mata a pessoa | Sem dó e sem piedade, | Porém não há dor que doa | Como a dor de uma saudade.

Saudade é um aperreio | Pra quem na vida gozou, | É um grande saco cheio | Daquilo que já passou.

Saudade é canto magoado | No coração de quem sente | É como a voz do passado | Ecoando no presente.”

 

Patativa só passou seis meses na escola, mas isso não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades.

Ele não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar e gostava de compor dentro dos limites da métrica e da rima.

Por isso estranhava alguns poetas urbanos que fugiam desse rigor e questionava se não estariam fazendo prosa em vez de poesia, dizendo: “Aquilo é poesia? Aquilo é prosa. Não tem medida, sílaba predominante, não tem tônica e não tem rima! A beleza da poesia é a rima.”

Camoniano, ele também dizia que a perda da visão de um olho, na infância, o deixava mais próximo de Camões; quando lia o poeta luso, brincava: “Hoje li Camões. Sou atrevido”.

Também enaltecia a obra de Castro Alves e outros escritores com frases assim: “Castro Alves não morrerá nunca, é um monumento da poesia. 24 anos. Se vivesse 50, o que não teria deixado neste mundo?” Graciliano Ramos também estava entre os escritores preferidos de Patativa.

A professora Suzi esclarece que a rima faz com que a poesia seja mais facilmente lembrada e, como ele criava à medida que trabalhava, tinha de usar recursos presentes também na antiguidade e que serviam como auxiliares da memória, pois esta precisaria estar viva e ágil para que ele guardasse poemas inteiros.

Patativa de José Carvalho de Brito

Aos 19 anos, o jovem poeta fez a sua primeira viagem fora do Ceará, para visitar o Pará e Amapá, em 1928.

Com suas cantorias feitas em terras nortistas e, sobretudo, a partir do encontro com o folclorista (correspondente do Correio do Ceará, jornal da época) a poesia oral do poeta teve seu registro escrito e publicado nesse periódico.

Foi em Belém do Pará que o apelido surgiu, colocado pelo folclorista e escritor cearense José Carvalho de Brito deu-lhe o nome de uma ave canora do sertão.

Antônio contava como mais tarde mereceu um capítulo no livro ‘O Matuto Cearense e o Caboclo do Pará’.

Nos versos, publicados no jornal, Brito fez a apreciação da poesia de Patativa e compara a sua espontaneidade ao canto sonoro da patativa do Nordeste.

A respeito desse encontro, Patativa recorda as estrofes ditas pelo folclorista na ocasião, em Belém do Pará:

‘É ave que canta solta / Inda mais canta cativa / Seu nome agora é Antônio, / Crismado por Patativa.’

Depois dessa temporada Antônio voltou à terra natal com a alcunha ‘Patativa‘.

A breve estadia no Norte do País e o encontro com o folclorista Brito foram significativos, porque foi o início da divulgação, na imprensa, do poeta com nome de pássaro.

De volta ao seu ‘laboratório poético’, a Serra de Santana, outros poetas com o nome de Patativa surgiram na região, justamente, pela fama do verdadeiro Patativa.

A fim de não ser confundido, ele acrescentou Assaré, sua cidade natal, ao seu nome e ‘Patativa do Assaré‘, seria, assim, inconfundível.

Essa imagem icônica, fez ecoar o seu nome pelas ondas radiofônicas, pela construção mitológica dita de boca em boca e pelos festivais nas cidades do interior.

Mais tarde, a sua fama foi ampliada pelas gravações do seu canto em disco e em película, pelas aparições na mídia, pelas artes plásticas, pelo registro escrito e outros.

No entanto, como poeta oral, a completude de sua obra se dava no momento da performance, ‘quando o corpo todo expressava o que ele dizia, e o homem de um metro e meio se agigantava, a voz se alterava, e os gestos eram eloquentes’.

Isso entendido nos termos de Zumthor, segundo o qual ‘a performance é a materialização de uma mensagem poética por meio da voz humana e daquilo que acompanha, o gesto, ou mesmo a totalidade dos movimentos corporais’.

‘É, virtualmente, um ato teatral, em que constituem a presença de um corpo e as circunstâncias nas quais ele existe.’

De acordo com o medievalista, o fato de muitos artistas ‘performarem’ seus textos nos conduz a uma prática normal na Idade Média.

Desde os 91 anos de idade com a saúde abalada por uma queda e a memória começando a faltar, Patativa dizia que não escrevia mais porque, ao longo de sua vida, ‘já disse tudo que tinha de dizer’.

Patativa morreu em 08 de julho de 2002 na cidade que lhe emprestava o nome.

***

A patativa é um dos pássaros, da nossa fauna, mais ameaçados de extinção.

Até a década de sessenta, ainda era possível encontrar exemplares dessa amável criaturinha nas feiras de pássaros, sem maiores proibições.

A beleza da ave, a sua doce fragilidade e o seu canto mavioso era atrações irresistíveis para os ávidos compradores nas feiras de pássaros.

Infelizmente, o comércio de aves, sobretudo para o exterior, colocou a patativa entre as espécies em extinção.

http://patativa-do-assare.blogspot.com.br/2012/03/origem-do-apelido-patativa-do-assare.html

http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/viewFile/133/124

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7 Comentários
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  1. Maria Luisa

    27 de janeiro de 2014 8:14 pm

    “Eu aprendi mesmo foi com os passarinhos”

    Como conheço pouco Patativa do Assaré, não o sabia tão camoniano assim. Mas também não surpreende pela qualidade de sua obra. Gosto muito de vê-lo declamando, falando de gente, bicho, sertão, passaros, poetas… Patativa era um Humanista que merece um lugar maior na literatura brasileira.

    1. jns

      27 de janeiro de 2014 9:37 pm

      COMENTÁRIO AO POST DO GILBERTO CRUVINEL

      Eu cantarei de amor tão docemente, por Luís de Camões

      O poeta foi autodidata, leitor assíduo. Leu dos populares aos eruditos: Zé da Luz, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Olavo Bilac, Guimarães Passos, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade (embora não apreciasse a poesia desse autor, por não ter o recurso da rima) e outros. Teve especial apreço pela obra camoniana. Ele acrescenta: “Eu fui apenas alfabetizado. Agora fui um leitor assíduo, cuidadoso, curioso pra saber das coisas. Aprendi a ler, queria ler tudo. […] lia revista, jornal, os poetas da língua… até Camões, aquele Os Lusíadas.” E compõe:

      ‘Aqui de longínqua serra / De Camões o que direi? / Quer na paz ou quer na guerra / que ele foi grande eu bem sei / exaltou a sua terra mais do que seu próprio rei / e por isso é sempre novo no coração do seu povo / e eu, que das coisas terrestres tenho bem poucas noções / porque no tive dos mestres as preciosas lições / só tenho flores silvestres pra coroa de Camões / veja a minha pequenez ante o bardo português.’

      Observa-se que nessa composição o poeta se mostra pequenino ante a grandeza do bardo português. A lista “longínqua serra, poucas noções das coisas terrestres, não teve dos mestres preciosas lições” pode querer expressar o extremo entre o imortal português e ele. Embora diga só ter “flores silvestres para coroa de Camões”, o poeta mostra-se à vontade e íntimo com as palavras. Talvez por isso, atrás da modéstia quase enganosa ou falsa, brinque com aqueles que o consideram “analfabeto”, ignorante das letras. A evidência de sua habilidade com a poesia clássica, especialmente com os decassílabos camonianos, pode ser conferida em muitas de suas composições.

      Um exemplo clássico é seu “O purgatório, o inferno e o paraíso”.

      Fonte: http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/viewFile/133/124

  2. lucianohortencio

    27 de janeiro de 2014 8:24 pm

    Minha Patativa passou batida!

    Dom JNS,

    Como és famoso e tudo o mais, já conseguiste até um comentário da Europa, França… Só falta a Bahia!

    Postei Patativa, porém passou batidinho da silva. Ninguém nem deu a menor confiança, o que acho uma injustiça com o maior poeta popular do Brasil, quiçá do mundo.

    Envio o link, por honra da firma!

    http://blogln.ning.com/profiles/blogs/patativa-do-assar-nordestino-sim-nordestinado-n-o?xg_source=activity

     

    Abração do luciano

    1. jns

      27 de janeiro de 2014 9:33 pm

      RAP

      ADURA poética, nervosa, doce, amargASSARÉ

      [video:http://youtu.be/n_ZXeg6gD_o%5D

  3. jns

    27 de janeiro de 2014 10:04 pm

    Comentários ao Post de Aderaldo Luciano

    ‘Azulão, príncipe do cordel brasileiro

    ***

    O MESTRE AZULÃO

    O Mestre declama os seus versos no primeiro vídeo do Globo Rural a partir de 6:38.

    ‘Na feira de São Cristóvão reduto dos nordestinos no RJ encontramos  um destes típicos poetas populares.Todos os domingos José João dos Santos passeia pela feira que ajudou a criar: – “Dos fundadores só tem vivo eu!”, testemunha o poeta.

    ‘Ele saiu da Paraiba para o Rio de Janeiro na década de 40, trabalhou como pedreiro, como porteiro, até ficar conhecido por suas cantorias e versos como Mestre Azulão’.

    ‘Na terra de Azulão não chove no mês de maio
    O povo de lá só vive de fazer cesto e balaio
    Foi a terra que a vaca engoliu o papagaio’

    O super bem humorado Mestre Azulão acredita que a vaca confundiu o verde papagaio com uma moita de capim.

    O POETA

    Quem foi na sede da Academia Brasileira de Literatura de Cordel neste fim de semana pôde ouvir um pouquinho do talento de José João dos Santos, o grande Mestre Azulão.  

    O poeta-cantador paraibano mostrou um pouquinho do seu vasto repertório no ‘Encontro com Mestres Populares e Rodas de Cantorias’.

    mestre azulão com sua cantoria

    Azulão é poeta experiente.

    Morador do Rio de Janeiro há 58 anos, foi um dos principais fundadores da feira nordestina de São Cristóvão (RJ), como ele mesmo conta no seu livreto “A feira nordestina, foi assim que começou” (2007), editado pela Tupynanquim editora.

    É na própria feira que ele possui sua barraquinha de cordéis, onde os vende em grande quantidade.

    Do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas (como é nomeada a Feira de São Cristóvão) ele só reclama do barulho das barracas que o impede de recitar no seu local preferido, a praça Catulé da Rocha, bem no centro da feira.

    Além de ser um grande repentista, Azulão já escreveu mais de 300 cordéis, sabe de cor romances que ninguém mais sabe e é também mestre de reisado.

    Azulão é pequenino, mas na hora de cantar, a sua voz ecoa poderosa – êta veinho danado!

    Azulão recitando

    “A Feira Nordestina, foi assim que começou”, do Mestre Azulão.

    feira de sao-cristovao

    Vitor Rebello | 30 de Junho de 2009 | http://lercordel.wordpress.com/

    DIVERSÃO E INFORMAÇÃO

    Folhetos de cordel traziam diversão e informação ao povo nordestino.

    Leandro Gomes de Barros

    O Pai da Literatura de Cordel

    Muito antes de aparecer na televisão, o povo da roça, principalmente do Nordeste, já usava o cordel para divulgar suas histórias. A reportagem mostra a história dos poetas cordelistas.

    “Foi um trio americano que primeiro teve a glória
    De fazer daqui da Lua uma via transitória,
    Que vai ficar para sempre na face A da história”.

    No cordel, aconteceu, virou poesia. Tem muita gente que só acreditou que o homem tinha mesmo chegado à Lua depois que leu a história rimada. Contada num folhetinho de capa singela, papel simplório e vendido por quase nada.

    Em alguns lugares da zona rural, parece até que foi feita uma plantação de parabólicas, tamanha a quantidade. A notícia chega via satélite, mas quando não existia luz elétrica, rádio ou TV, eram os folhetos de cordel que traziam informação e diversão. Eles eram o jornal e a novela do sertanejo.

    “Peço ao senhor Jesus
    Que em tudo me conduz
    Que dê-me um facho de luz
    Com fios de inspiração
    Para escrever em cordel
    Como é que é o papel
    De qualquer um menestrel
    Com raízes no sertão”

    Nascido no sertão da Paraíba, o poeta Abdias Campos viveu estes dias, em que para o homem simples da roça, versejar era tão comum quanto lavrar. “Minha mãe botava a gente para dormir dizendo versos. Meu pai, a gente ia pro roçado, ele ia cantando. Depois do jantar ia pro terreiro, sentava nos bancos e ficava dizendo versos. Quando se ia pra feira, sempre se avisava: olha, traz o folheto novo. As histórias da própria redondeza eram contadas nesses folhetos”.

    O cordel corria o Nordeste na mala dos folheteiros, que iam de povoado em povoado vendendo poesia. Quem já conhecia as letras virava o leitor da família.

    “Pra lhes deixar a par sobre esta literatura,
    Que é a mais popular e, ainda hoje perdura,
    Vamos direto ao começo, donde vem esta cultura?”

    Quem nos conta a história do cordel no Brasil é o poeta e presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, que não fica no Nordeste, mas no Rio de Janeiro.

    “Para nós de língua portuguesa, a origem é ibérica, vem de Portugal e Espanha, mas o cordel vem de mais longe, atravessou o período medieval. Aqui no Brasil, o cordel chegou em Salvador, na mala dos colonizadores portugueses. Dali, se irradiou pelo outros estados do Nordeste. Se irradiou na comunicação oral, não tinha chegado escrita ao Brasil, a imprensa”, explicou Gonçalo Ferreira da Silva.

    Foi a voz dos cantadores que primeiro encheu o sertão de versos.

    “Este Nordeste querido, que tanta beleza tem
    Seu cordel é sua vida, um amor que vai além”

    Oliveira de Panelas, um pernambucano cheio de bom humor se autodefine: “Eu sou poeta, repentista, violeiro, cordelista, cantador”.Oliveira ganha a vida mesmo como cantador e sabe bem a diferença entre o poeta repentista e o cordelista. “Todo repentista pode ser um cordelista, mas nem todo cordelista pode ser um repentista. Porque o repentista faz de improviso. Pensando é que ele faz. Não vamos dizer que ele seja um grande cordelista, aliás, a diferença é essa”.

    “Uma coisa se eu pudesse transformava sem sobrosso
    A voz de Maria Alcina botava em Ney Matogrosso
    Nem que fosse necessário um transplante de pescoço”.

    “OBRIGADO PAI CELESTE, TER ME DADO ESSE NORDESTE PARA FAZER POESIA”.

    O poeta cordelista é chamado de poeta de bancada. Ele senta, pensa e escreve seus versos. Mas o que faz do cordel uma poesia diferente? O jornalista e pesquisador da cultura brasileira Assis Ângelo já fez livro, CD, organizou concurso de poesia de cordel e não para de garimpar novidades. Algumas não tão novas assim. “Isso aqui é uma coisa recente, de 1626”. Tem também folheto em francês, folheto em japonês, cordel em quadrinhos.

    Em sua casa, em São Paulo, ele resume a diferença entre poesia de cordel e a poesia chamada de erudita. “Uma tem o lustre, tem o brilho da erudição no sentido de formação acadêmica e a outra, não, a outra é a poesia pobre. Ela é direta, é clara, não fica preocupada com expressões que as pessoas não conheçam. Ela não fica mexendo dicionários para encontrar palavras bonitas. São poesias que têm história com começo, meio e fim”.

    Na feira de São Cristóvão, reduto dos nordestinos no Rio de Janeiro, encontramos um desses típicos poetas populares.

    Todos os domingos, José João dos Santos passeia pela feira que ajudou a criar. Ele saiu da Paraíba para o Rio de Janeiro na década de 40.

    Trabalhou como pedreiro, como porteiro, até ficar conhecido por suas cantorias e versos como Mestre Azulão.

    “Na terra de azulão não chove no mês de maio
    O povo de lá só vive de fazer cesto e balaio
    Foi a terra que a vaca engoliu o papagaio
    Porque o papagaio é verde
    E ela pensou que era uma moita de capim”.

    “Foi no autódromo de Ímola
    Grande Prêmio italiano
    Dia primeiro de maio
    De noventa e quatro o ano
    Que trouxe tristeza e pena
    Acabando Ayrton Senna
    Neste desastre tirano”

    Homenageado neste cordel, Ayrton Senna é até hoje para muitos brasileiros o número um do automobilismo. Na literatura de cordel, o poeta também considerado número um, começou a arriscar suas rimas na paisagem do sertão paraibano.

    Da Serra do Teixeira saíram muitos cantadores e poetas. Segundo alguns pesquisadores, a região é o berço da literatura de cordel. Se lá é o berço, o pai é Leandro Gomes de Barros. Em Pombal, cidade paraibana onde nasceu, Leandro virou nome de rua.

    Ele é descrito pelo folclorista Câmara Cascudo de um jeito carinhoso: “Baixo, grosso, de olhos claros, bigodão espesso, cabeça redonda, meio corcovado, risonho contador de anedotas, tendo a fala cantada e lenta do nortista, parecia mais um fazendeiro que um poeta. Pleno de alegria, de graça e de oportunidade”.

    Quando começou a imprimir seus poemas, a publicação se chamava simplesmente folheto. O nome cordel veio depois, como conta Gonçalo Ferreira da Silva: “O verbete surgiu em 1881, por ocasião da publicação do dicionário contemporâneo de Caldas Valente em Portugal”.

    No dicionário, cordel aparece como “cordão, guita, barbante”. Literatura de cordel: “conjunto de publicações de pouco ou nenhum valor”. Na época, os próprios poetas não aceitavam essa denominação. Aos poucos foram se acostumando. Hoje, quase não se vê mais o folheto à venda pendurado em barbante, mas o nome cordel pegou.

    Os folhetos de Leandro viraram clássicos. Além de O Cachorro dos Mortos, Vida de Cancão de Fogo e seu Testamento, História da Donzela Theodora, Vida de Pedro Cem. Alguns deles temperaram a obra de um morador de Recife: o dramaturgo e romancista Ariano Suassuna.

    “A minha peça mais conhecida, o Auto da Compadecida, é fundamentado em três folhetos da literatura de cordel. O primeiro ato é baseado em um folheto chamado O Enterro do Cachorro, que depois se descobriu que era de autoria de Leandro de Barros e era um pedaço de um folheto chamado O Dinheiro”, explicou Suassuna.

    O Testamento do Cachorro conta a história de um padre, subornado para fazer o enterro de um cachorro. Veja no vídeo como ficam os versos originais que inspiraram Suassuna com as cenas do filme o Auto da Compadecida. Ali também é mostrada a relação da xilogravura com a literatura de cordel.

    O Globo Rural | G1.GLOBO | 15/01/2012

    Reapresentação das melhores matérias do ano de 2011.

    http://g1.globo.com/economia/agronegocios/vida-rural/noticia/2012/01/fol

    CORDEL, O TATARAVÔ DA COMUNICAÇÃO

    [video:http://youtu.be/intyRe9Gyiw%5D

    [video:http://youtu.be/Pv8x3ulR9RA%5D

    [video:http://youtu.be/oWLKs4K6yEc%5D

    [video:http://youtu.be/CUB0K_nFlwM%5D

  4. jns

    27 de janeiro de 2014 10:24 pm

    Misterioso

    Um Clássico da Literatura de Cordel

    José Camelo de Melo, aperreado, destruiu o original.

    O plágio de João Melchíades fez mais sucesso.

    1. lucianohortencio

      28 de janeiro de 2014 9:59 am

      Para Dom JNS!

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=wIWGp77uOJg%5D

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