10 de junho de 2026

Governo promete fiscalização total para garantir renda de caminhoneiros

Medida provisória busca fiscalizar 100% dos fretes, endurecer penalidades e garantir o cumprimento do piso mínimo para caminhoneiros
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o governo federal pretende fiscalizar integralmente os fretes rodoviários no país para garantir o cumprimento do piso mínimo da categoria.

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Durante o programa “Bom Dia, Ministro”, Renan Filho (Transportes) enfatizou que a Medida Provisória nº 1.343/2026 representa um avanço decisivo na proteção dos caminhoneiros e no fortalecimento das regras do transporte rodoviário de cargas no país.

“O piso mínimo do frete é mais ou menos como o salário mínimo. Se você perguntar se todo mundo gostaria de pagar salário mínimo, tem gente que não gostaria e queria pagar menos. No começo da implantação do salário mínimo era assim. E o piso mínimo do frete é uma espécie de salário mínimo para o proprietário de um caminhão que deseja alugar o seu veículo, fretar o seu caminhão e isso, obviamente, tem gente que não quer pagar”, disse o ministro.

A proposta surge como uma tentativa de resolver um problema antigo do setor: a dificuldade de fazer valer, na prática, a tabela de frete. Embora a regra exista, fraudes, subcontratações e acordos informais ainda permitem que muitos motoristas recebam abaixo do valor estipulado.

Fiscalização digital e multas mais pesadas

O eixo central da medida é a ampliação do controle eletrônico sobre as operações de transporte. A ideia é que todo frete seja registrado antes mesmo de a viagem começar, permitindo o monitoramento em tempo real.

Nesse processo, ganha protagonismo o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), ferramenta que funciona como um “CPF do frete” — vinculando carga, contratante e valor pago.

A nova regra também endurece penalidades. Empresas que descumprirem o piso mínimo poderão enfrentar multas milionárias, elevando o custo do risco para quem insistir em operar fora da tabela.

O movimento não acontece por acaso. O transporte rodoviário é peça-chave na formação de preços no Brasil — especialmente de alimentos e combustíveis.

Com o diesel ainda pressionando os custos e o cenário internacional instável, garantir renda mínima aos caminhoneiros virou também uma estratégia de estabilidade econômica. Ao reforçar o piso do frete, o governo tenta evitar distorções que podem desencadear novas crises no setor.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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