4 de junho de 2026

Ovo de Páscoa custa 121% mais que tablete de chocolate, aponta Procon-SP

Pesquisa coletou preços de 162 itens em estabelecimentos da capital paulista e registrou alta de 11% nos produtos de Páscoa em relação a 2025
Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O quilo do ovo de Páscoa sem brinquedo custa R$ 291,48 em São Paulo, 121,7% mais caro que o tablete.
Pesquisa do Procon-SP em 10 locais da capital avaliou preços de 162 itens, incluindo chocolates e pescados.
Preços subiram 11,16% em um ano, quase três vezes o IPCA; tabletes de chocolate tiveram alta de 31,6%.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Comprar chocolate em formato de ovo de Páscoa sai bem mais caro do que adquirir a mesma quantidade em tablete. É o que confirma levantamento do Procon-SP: o quilo do ovo de Páscoa sem brinquedo custa, em média, R$ 291,48 na capital, 121,7% a mais do que o quilo do tablete, vendido a R$ 131,49.

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A pesquisa foi realizada entre 18 e 19 de março em 10 estabelecimentos comerciais das cinco regiões de São Paulo e mapeou os preços de 162 produtos, incluindo azeites, bolos de Páscoa, caixas de bombons, pescados frescos e congelados e itens a granel, como azeitonas e legumes.

Variações

O levantamento também revelou diferenças significativas entre estabelecimentos para um mesmo produto. A maior variação foi registrada no filé de pescada a granel: o quilo pode ser encontrado a R$ 34,90 na Zona Leste e a R$ 89,98 na Zona Central, diferença de 157,8%. O lombo de bacalhau também apresentou disparidade expressiva, variando entre R$ 119,90 e R$ 269,98, alta de 125,2% conforme o estabelecimento.

Tabletes de chocolate e caixas de bombons também registraram diferenças relevantes entre os pontos de venda: 100,2% e 91,7%, respectivamente.

Alta supera inflação

Outro dado de destaque é a comparação com o ano anterior. Analisando 136 itens presentes nas pesquisas de Páscoa do Procon-SP em 2025 e 2026, os preços subiram em média 11,16%, quase três vezes acima do IPCA, índice oficial de inflação do IBGE, que registrou variação de 3,81% nos 12 meses encerrados em fevereiro.

Os maiores aumentos foram nos tabletes de chocolate (31,6%) e nos pescados congelados (28,6%). Em sentido contrário, azeites e azeitonas registraram quedas de 26,3% e 11,4%, respectivamente.

O levantamento do Procon-SP foi além da capital. Ao todo, equipes da fundação coletaram preços em 80 comércios de 12 municípios do estado na segunda quinzena de março: Araçatuba, Bauru, Campinas, Jundiaí, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Vicente e Sorocaba. O relatório também estima o custo médio dos ingredientes para receitas tradicionais do almoço de Páscoa, como bacalhau do Porto, tilápia, salmão e corvina.

Os dados completos estão disponíveis em procon.sp.gov.br.

Recomendações

O Procon-SP orienta os consumidores a comparar preços entre diferentes estabelecimentos e considerar a relação entre qualidade, peso e preço. Na hora de escolher o chocolate, é recomendável levar em conta a idade, o gosto e eventuais restrições alimentares de quem vai receber o presente.

A embalagem deve trazer obrigatoriamente: prazo de validade, composição e peso líquido. Nos ovos com brinquedo, é preciso verificar também a faixa etária indicada, a identificação do fabricante, as instruções de uso e montagem, os possíveis riscos ao público infantil e o selo de segurança do Inmetro.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

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1 Comentário
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  1. Carlos

    31 de março de 2026 2:51 am

    Ih, a lucrativa franquia de chocolate de um pré candidato a presidência deverá bombar.

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