10 de junho de 2026

Hungria registra participação recorde e projeções apontam derrota de Orbán após 16 anos no poder

Levantamento aponta que o partido de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar, teria obtido 55,5% dos votos, contra 37,9% do Fidesz, legenda do primeiro-ministro

Maior participação eleitoral da Hungria desde o fim do comunismo: 77% dos eleitores votaram até 13h30.
Pesquisa indica vitória do partido Tisza com 55,5% dos votos, contra 37,9% do Fidesz do premiê Orbán.
Tisza pode alcançar maioria de dois terços no Parlamento; Orbán governa há 16 anos e enfrenta oposição crescente.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

As urnas fecharam neste domingo (12) na Hungria em meio à maior participação eleitoral registrada no país desde o fim do regime comunista. Até as 13h30 (horário de Brasília), mais de 77% dos eleitores já haviam votado, segundo o Escritório Nacional de Eleições, índice que transforma o pleito no mais mobilizador da era democrática húngara.

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As primeiras projeções indicam virada. Levantamento do instituto Medián, divulgado pela Euro News, aponta que o partido de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar, teria obtido 55,5% dos votos, contra 37,9% do Fidesz, legenda do primeiro-ministro Viktor Orbán. O partido de extrema-direita Mi Hazánk aparece com 3,9%.

Em cadeiras, a estimativa projeta entre 131 e 139 assentos para o Tisza, próximo de uma maioria de dois terços, e entre 59 e 67 para o Fidesz, no Parlamento de 199 membros.

Os dados não são resultado de boca de urna tradicional, mas de pesquisa de grande amostra realizada nos três dias anteriores ao pleito e divulgada apenas após o encerramento da votação. Levantamentos com essa metodologia tiveram bom histórico de acerto em eleições húngaras anteriores.

Fim de uma era?

Orbán, de 62 anos, governa a Hungria há 16 anos e é um dos líderes mais longevos da União Europeia. Ao votar em Budapeste neste domingo, quase no mesmo horário que seu adversário, ele declarou: “Estou aqui para vencer”, classificando a campanha como “um grande momento nacional”.

Magyar, seu opositor, percorreu o caminho inverso. Foi aliado de Orbán antes de romper com o governo e construir uma plataforma conservadora pró-europeia que conquistou parte do eleitorado que antes sustentava o Fidesz.

A eleição acontece em meio a um longo atrito entre Budapeste e Bruxelas. O governo Orbán é visto como um dos principais antagonistas da União Europeia, e o premiê acumula críticas pela aproximação com a Rússia, trajetória que o levou do liberalismo antissoviético de seus primeiros anos políticos ao nacionalismo de direita que o tornou figura admirada internacionalmente por movimentos conservadores, incluindo o do presidente americano Donald Trump.

*Com informações do Estadão.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    13 de abril de 2026 12:19 pm

    Fim do Orbanismo, mesmo com o apoio do Trump/Vance. A extrema direita bateu o rabo na cerca. Trump plantou ventos e agora colhe tempestades.

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