A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo. A ação penal tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas alegações finais enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que Eduardo Bolsonaro agiu de forma “continuada” para intimidar ministros da corte e interferir no andamento das ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
Segundo Gonet, a estratégia do ex-deputado se estruturou em torno da ameaça de sanções estrangeiras, tanto contra ministros do STF individualmente quanto contra o Brasil. Parte dessas sanções, segundo a PGR, chegou a ser efetivamente aplicada após a mobilização de agentes norte-americanos com poder de impor restrições a cidadãos brasileiros.
“As condutas criminosas estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto para os ministros do Supremo Tribunal Federal como para o Brasil, algumas delas efetivamente aplicadas, após a mobilização de agentes norte-americanos com poder de impor gravames a cidadãos brasileiros”, afirmou Gonet no documento.
A acusação aponta, portanto, que Eduardo Bolsonaro teria usado sua atuação nos Estados Unidos, onde permanece desde o início das investigações sobre a tentativa de golpe, para articular pressões externas com o objetivo de interferir nas decisões do Supremo.
*Com informações da CNN.
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