O desemprego no Brasil chegou ao menor patamar já registrado para o período entre fevereiro e abril desde que o IBGE passou a medir a série histórica, em 2012. A taxa ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril deste ano, a primeira vez que o índice caiu abaixo de 6% para esse intervalo. Os dados são da PNAD Contínua Mensal, divulgada nesta quinta-feira (28).
O resultado representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando a desocupação era de 6,6%, que era, até então, o próprio recorde histórico para o período. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior (janeiro-fevereiro-março de 2026), a redução foi de 0,3 ponto percentual.
O número de pessoas ocupadas no país também cresceu. No trimestre de fevereiro a abril de 2025, o Brasil contava com 101,2 milhões de trabalhadores com 14 anos ou mais. No mesmo período deste ano, esse total subiu para 102,3 milhões. A taxa de ocupação acompanhou o movimento, passando de 58,2% para 58,4% na mesma comparação anual.
Massa salarial em alta
O rendimento médio real dos trabalhadores também subiu. Em 2025, a remuneração mensal média ficou em R$ 3.542. Neste ano, avançou para R$ 3.732, um aumento de cerca de R$ 190 por trabalhador.
O efeito combinado de mais pessoas empregadas e salários mais altos se reflete na massa de rendimentos, que representa o total de dinheiro recebido mensalmente por todos os ocupados no país. O valor chegou a R$ 377 bilhões no trimestre encerrado em abril de 2026, contra R$ 354,1 bilhões no mesmo período do ano passado, um acréscimo de R$ 22,8 bilhões em circulação na economia.
Os dados são coletados trimestralmente pela PNAD Contínua, principal pesquisa sobre o mercado de trabalho brasileiro, que abrange 211 mil domicílios em 3.500 municípios de todo o país.
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