5 de junho de 2026

Sergio Moro perde força por proximidade com Flávio Bolsonaro, diz Esmael Morais

Esmael Morais analisa o derretimento de Sergio Moro como candidato ao Governo do Paraná
Deltan Dallgnol, Sergio Moro, Flávio Bolsonaro e Filipe Barros (Foto: Reprodução/X/@SF_Moro)

Jornalista Esmael Morais critica aliança entre Moro, Dallagnol e Flávio Bolsonaro no Paraná, destacando instabilidade política e econômica.
Morais cita fragilidades da aliança, incluindo investigações contra Flávio e desconforto político com Dallagnol e partido Novo.
Derretimento político de Moro é apontado, com queda nas intenções de voto e risco para candidaturas da direita ligada à família Bolsonaro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Em entrevista à TV GGN, o jornalista Esmael Morais analisou a recente articulação política no Paraná, destacando as contradições da aliança entre Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Flávio Bolsonaro. Morais alertou que o discurso adotado pelo grupo gera instabilidade política e econômica, o que pode prejudicar setores importantes da economia paranaense e relações comerciais do estado com os Estados Unidos.

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Um dos pontos centrais da análise é a fragilidade da aliança. Segundo Morais, chama a atenção o fato de Moro, que construiu sua imagem pública no combate à corrupção, dividir o palco com Flávio Bolsonaro, alvo de investigações relacionadas ao caso das rachadinhas e à suspeita de lavagem de dinheiro. O jornalista também citou as recentes revelações envolvendo a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em operação da Polícia Federal. Reportagem do Intercept Brasil divulgou mensagens nas quais o senador cobraria recursos de Vorcaro, supostamente destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, homenagem a seu pai, Jair Bolsonaro.

Além disso, a presença de Deltan Dallagnol gera desconforto político, já que o partido Novo, ao qual é ligado, possui outro nome colocado para a disputa presidencial: o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Esse cenário de incertezas teria afastado aliados estratégicos. Segundo Morais, o governador do Paraná, Ratinho Junior, já havia se distanciado de Flávio Bolsonaro antes mesmo do surgimento das novas polêmicas envolvendo Vorcaro. Embora tenha deixado o governo estadual para se dedicar ao projeto presidencial, seu partido, o PSD, acabou optando por apoiar a candidatura de Ronaldo Caiado. Ratinho Junior é um nome cotado para a disputa ao senado federal.

Para Morais, a retórica adotada por esse grupo não produz apenas efeitos políticos, mas também econômicos. A defesa da ala bolsonarista as sanções econômicas adotadas por Trump é vista como um ataque direto à economia paranaense.

Cadeias produtivas fundamentais para o estado, como as de madeira, carnes e ouro, podem ser afetadas por um ambiente de imprevisibilidade e instabilidade. Segundo o jornalista, a percepção de insegurança jurídica e institucional afasta investidores e pode resultar na redução de investimentos e na perda de empregos, já que contratos internacionais dependem de estabilidade para serem firmados.

O “derretimento” de Sergio Moro

O impacto eleitoral dessa estratégia já começaria a aparecer em levantamentos internos. Segundo Esmael Morais, Sergio Moro, como pré-candidato a Governador do Paraná chegou a registrar índices próximos de 60%, neste momento estaria passando por um processo de “derretimento” político. As intenções de voto teriam recuado para a faixa dos 30%, refletindo o desgaste provocado pela associação com figuras controversas e pela ausência de uma agenda propositiva.

Ainda de acordo com Morais, a situação pode se agravar caso avancem as investigações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao financiamento do filme “Dark Horse”, o que poderia afetar candidaturas regionais da direita associadas à família Bolsonaro.

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