10 de junho de 2026

Governo destina quase R$ 600 mi para prevenir incêndios por risco de El Niño

Plano prevê reforço de brigadistas, repasses a estados e monitoramento climático para reduzir impactos na Amazônia, Cerrado e Pantanal
Áreas de vegetação de cerrado atingidas por queimadas nos Gerais de Balsas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Governo federal destina quase R$ 600 milhões para prevenção e combate a incêndios na Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Mais de 4.630 profissionais atuarão em vigilância e combate ao fogo, com reforço em áreas de maior risco.
El Niño pode causar secas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, elevando risco de queimadas; Sul pode ter chuvas intensas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo federal está ampliando as medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais diante da expectativa de um novo episódio do fenômeno climático El Niño nos próximos meses. Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, quase R$ 600 milhões foram destinados aos corpos de bombeiros e às estruturas de resposta que atuarão nas regiões mais vulneráveis às queimadas, especialmente Amazônia, Cerrado e Pantanal.

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Em entrevista ao programa Voz do Brasil nesta terça-feira (9), Capobianco afirmou que o governo já iniciou uma operação de monitoramento climático e preparação operacional para enfrentar os impactos previstos para o segundo semestre do ano.

De acordo com o ministro, mais de 4.630 profissionais federais estarão envolvidos em ações de vigilância, prevenção e combate ao fogo. Além do reforço no efetivo, os recursos financeiros foram direcionados para fortalecer a capacidade de resposta dos estados localizados em áreas consideradas de maior risco.

“O maior número de brigadistas da história estará atuando no enfrentamento dos incêndios florestais”, afirmou Capobianco durante a entrevista.

Além do reforço operacional, o governo pretende intensificar campanhas de conscientização para reduzir focos de incêndio provocados por atividades humanas.

Capobianco alertou que práticas como a queima de lixo, a limpeza de terrenos com fogo e a renovação de pastagens representam riscos ainda maiores em períodos de estiagem severa.

Segundo o ministro, impedir o surgimento dos focos continua sendo a estratégia mais eficiente. Quando os incêndios são identificados logo no início, as equipes conseguem agir rapidamente e evitar que as chamas atinjam grandes proporções.

“Não use fogo a partir de agora de junho”, recomendou o ministro, ao defender maior participação da população nas ações de prevenção.

El Niño pode intensificar secas e aumentar risco de queimadas

As projeções climáticas acompanhadas pelo governo indicam a possibilidade de um El Niño de forte intensidade. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e costuma provocar alterações significativas no regime de chuvas em diferentes regiões do Brasil.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os efeitos mais severos devem ser sentidos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há previsão de secas mais prolongadas e temperaturas elevadas, fatores que favorecem a propagação de incêndios florestais.

Ao mesmo tempo, a Região Sul pode enfrentar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e outros eventos climáticos extremos, cenário semelhante ao observado nos últimos anos em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O monitoramento das condições climáticas começou em janeiro e reúne especialistas e meteorologistas que acompanham mensalmente a evolução dos indicadores atmosféricos para orientar as ações preventivas do governo.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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