O presidente Lula (PT) consolidou uma trajetória de recuperação e ampliou a liderança na disputa presidencial, aponta pesquisa do instituto Futura, em parceria com a consultoria Apex, divulgada nesta terça-feira (16). No principal cenário de primeiro turno, o petista aparece com 41,6% das intenções de voto, abrindo uma distância de 7,5 pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 34,1%.
O resultado marca uma inflexão a favor do atual mandatário, cuja vantagem agora supera o limite da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Atrás dos dois líderes da disputa, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pontua com 4,5%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 3,5%.
O pelotão é completado por Renan Santos (Missão), com 2,3%, Joaquim Barbosa (DC), com 2,1%, Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1,1%, e Augusto Cury (Avante), com 0,9%. Votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 6%, enquanto os indecisos representam 4%.
Consolidação no segundo turno
Nas simulações de segundo turno, a vantagem do atual presidente também se expandiu em relação aos levantamentos anteriores da série, quando o cenário mostrava empate técnico ou liderança numérica do candidato do PL.
No confronto direto entre os dois principais polos políticos, Lula alcança 48,1% das intenções de voto, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro. Os votos brancos e nulos totalizam 7,2%, e 1,8% dos entrevistados não souberam responder.
O presidente mantém margens ainda mais amplas quando testado contra outros nomes do campo da direita e da centro-direita:
- Contra Ronaldo Caiado: Lula vence por 45% a 36,3%.
- Contra Romeu Zema: O petista lidera por 48,5% diante de 34,9%.
- Contra Michelle Bolsonaro: A vantagem é de 48% a 42%.
Avaliação do governo reverte tendência
A melhora no desempenho eleitoral do presidente coincide com o anúncio recente de novos programas sociais e de linhas de financiamento pelo governo federal. Pela primeira vez desde 2024, a aprovação pessoal de Lula superou numericamente a desaprovação: 50% dos entrevistados aprovam a atuação do presidente, enquanto 48% desaprovam.
A avaliação positiva da gestão (ótimo ou bom) oscilou para cima e atingiu 39,8%, contra 37,5% medidos no mês anterior. Paralelamente, a rejeição ao governo (ruim ou péssimo) apresentou recuo significativo, caindo de 45,7% para 41,4%. Os que avaliam a administração como regular somam 18%.
O clima de menor tensionamento político também se estendeu aos demais Poderes da República. A aprovação do Supremo Tribunal Federal (STF) subiu de 33,9% para 38,3%, embora a desaprovação permaneça majoritária em 51,1%. O Congresso Nacional seguiu tendência similar, com o índice de aprovação avançando de 26,1% para 29,8%, e a desaprovação recuando para 58,8%.
A pesquisa Futura/Apex realizou 2.000 entrevistas telefônicas assistidas por computador com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 12 de junho. O levantamento possui nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01461/2026.
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