22 de junho de 2026

Plano de Metas 5: Prefeito Empreendedor e Desenvolvimento Territorial

O fortalecimento da autonomia produtiva dos municípios, transformando as Prefeituras em indutoras do desenvolvimento local.

Programa Nacional Prefeito Empreendedor visa usar compras públicas para induzir desenvolvimento local e formar cadeias produtivas territoriais.
Governança em quatro níveis: municipal, regional, estadual e federal, com coordenação estratégica e apoio financeiro amplo.
Conselho Interministerial lidera metas e integração; bancos, Petrobras e Sistema S apoiam financiamento, qualificação e estruturação local.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presente texto insere-se no esforço conjunto de Luis Nassif e sua equipe, assessorados por um grupo de alto nível de especialistas e gestores públicos, de iniciar um grande debate e desenho de um Plano de Metas para o Governo Lula 4. Entenda mais aqui.

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PROGRAMA NACIONAL PREFEITO EMPREENDEDOR E DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL

1. Conceito

A proposta é criar um modelo em que a prefeitura atue como indutora do desenvolvimento local, usando seu poder de compra, sua capacidade de coordenação e sua articulação com União, estados, bancos públicos, cooperativas e grandes empresas para formar cadeias produtivas territoriais.

O ponto central é simples: o gasto público deixa de ser apenas despesa administrativa e passa a ser instrumento de desenvolvimento. Essa lógica conversa diretamente com a agenda federal recente que trata compras públicas como alavanca de inovação, competitividade e desenvolvimento produtivo. O Ministério da Gestão vem sustentando explicitamente esse uso estratégico do poder de compra do Estado, e o MDIC enquadra a política produtiva dentro da Nova Indústria Brasil, sob coordenação do CNDI. (Serviços e Informações do Brasil)

2. Objetivo geral

Instituir um Sistema Nacional de Desenvolvimento Produtivo Territorial, com execução municipal e regional, coordenação interfederativa e apoio federal, para:

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  • ampliar a participação de fornecedores locais e regionais nas compras públicas;
  • organizar arranjos produtivos locais e digitais;
  • fortalecer cooperativas, agricultura familiar, economia solidária e pequenas empresas;
  • integrar crédito, assistência técnica, inovação e acesso a mercados;
  • conectar economias locais às grandes cadeias nacionais, como energia, petróleo, alimentação, infraestrutura e serviços digitais.

3. Estrutura do Modelo

O programa teria quatro níveis de governança:

3.1. Nível 1 – Municipal

Onde ocorre a execução real:

  • planejamento das compras;
  • mapeamento da oferta local;
  • incubação de fornecedores;
  • operação dos editais;
  • acompanhamento de metas.

3.2. Nível 2 – Intermunicipal/Regional

Onde se ganha escala:

  • consórcios públicos;
  • associações de municípios;
  • plataformas regionais de compras;
  • centrais de logística;
  • escolas regionais de fornecedores.

3.3. Nível 3 – Estadual

Onde se dá a integração com:

  • bancos de desenvolvimento;
  • agências de fomento;
  • universidades estaduais;
  • secretarias estaduais de desenvolvimento;
  • compras estaduais articuladas com os municípios.

3.4. Nível 4 – Federal

Onde entram:

  • coordenação estratégica;
  • normatização;
  • funding;
  • plataformas nacionais;
  • integração com programas federais e grandes empresas públicas.

É aqui que o projeto deixa de ser “boa vontade municipal” e vira política de Estado.

4. Governança Federal

4.1. Instância Máxima: Conselho Interministerial de Desenvolvimento Territorial e Compras Públicas

A proposta é criar, por decreto ou lei, um Conselho Interministerial vinculado à Presidência da República ou à Casa Civil.

Composição

  • Casa Civil
  • Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
  • Ministério da Fazenda
  • Ministério do Trabalho e Emprego
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
  • Ministério da Educação
  • Ministério de Minas e Energia
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
  • Secretaria-Geral da Presidência, para participação social
  • BNDES
  • Banco do Brasil
  • Caixa
  • Banco do Nordeste
  • Banco da Amazônia
  • Petrobras
  • Sebrae Nacional
  • representantes do Sistema S
  • representação de cooperativas, agricultura familiar, MST, consórcios de municípios e associações municipalistas

Funções

  • definir metas nacionais;
  • selecionar cadeias prioritárias;
  • pactuar fontes de financiamento;
  • harmonizar regras de compras, crédito, assistência técnica e inovação;
  • coordenar União, estados e municípios;
  • monitorar resultados.

Na prática, ele seria o “cérebro” do programa.

4.2. Coordenação Executiva Federal

A coordenação executiva pode ser dividida assim:

Casa Civil

Faz a coordenação política central:

  • articula ministérios;
  • resolve conflitos entre áreas;
  • acompanha metas presidenciais;
  • integra o programa ao PAC, à NIB e às agendas territoriais.

MGI

Seria o órgão líder do eixo de compras públicas:

  • modelagem normativa;
  • integração com plataformas nacionais;
  • capacitação dos municípios para planejamento e contratação;
  • disseminação do uso do Contrata+Brasil, que já opera para aproximar órgãos públicos e fornecedores locais, inclusive pequenos negócios e agricultura familiar. (Serviços e Informações do Brasil)

Também cabe ao MGI conectar o programa com o PGC, o sistema federal de planejamento das contratações, para dar previsibilidade à demanda pública. (Serviços e Informações do Brasil)

MDIC

Seria o órgão líder do eixo produtivo e industrial:

  • definição de cadeias estratégicas;
  • integração com a Nova Indústria Brasil;
  • articulação com produtividade, digitalização e inovação;
  • conexão com o CNDI, que já funciona como colegiado da política industrial brasileira. (Serviços e Informações do Brasil)

MDA

Ficaria responsável por:

  • agricultura familiar;
  • cooperativas de produção alimentar;
  • agroindustrialização local;
  • integração com compras institucionais e abastecimento.

MIDR

Entraria com:

  • visão regional;
  • integração com fundos constitucionais;
  • política de desenvolvimento territorial;
  • apoio a APLs, especialmente em regiões com menor densidade econômica.

Os fundos constitucionais continuam prevendo apoio a empreendimentos inseridos em APLs, o que dá base concreta para essa conexão. (Serviços e Informações do Brasil)

MCTI

Responderia por:

  • digitalização;
  • laboratórios de inovação territorial;
  • apoio a APLs digitais;
  • tecnologias de rastreabilidade, marketplace, dados e governança digital.

MTE

Atuaria em:

  • qualificação do trabalho;
  • intermediação de mão de obra;
  • inclusão produtiva;
  • transição de informalidade para formalização.

MDS

Faria a ponte entre:

  • política social;
  • inclusão produtiva;
  • compras territoriais;
  • circuitos locais de renda e consumo.

Em bom português: o benefício social deixa de pegar ônibus para ir embora do município no primeiro ponto.

5. Papel das Instituições Federais Estratégicas

5.1. BNDES

O BNDES seria o principal braço financeiro estruturador.

Funções

  • criar linha nacional para APLs e APLs digitais;
  • financiar cooperativas, agroindústria, infraestrutura leve, armazenagem, beneficiamento, digitalização e centros logísticos;
  • apoiar fundos garantidores subnacionais;
  • apoiar plataformas tecnológicas de compras e inteligência territorial;
  • estruturar blended finance para municípios e consórcios.

O banco já se apresenta como apoiador de toda a cadeia, do agricultor familiar às grandes cooperativas, e mantém acordos de cooperação e instrumentos que podem servir de base à arquitetura proposta. (BNDES)

Instrumentos possíveis

  • crédito reembolsável;
  • fundo garantidor;
  • apoio não reembolsável em projetos estruturantes;
  • linhas para inovação e produtividade;
  • linhas para cooperativas e agroindústrias locais.

5.2. Banco do Brasil, Caixa, BNB e Basa

Esses bancos fariam a “capilaridade de chão de fábrica”.

Papel

  • capital de giro para fornecedores locais;
  • antecipação de recebíveis de contratos públicos;
  • microcrédito orientado;
  • crédito para máquinas, equipamentos e digitalização;
  • linhas para cooperativas;
  • apoio a agroindústrias e pequenos prestadores.

BNB, Basa e fundos constitucionais são especialmente relevantes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde a política territorial precisa ser mais muscular que o discurso.

5.3. Petrobras

A Petrobras seria a grande empresa âncora do sistema.

Papel

  • qualificar fornecedores locais;
  • abrir trilhas de contratação para pequenas e médias;
  • estimular APLs ligados a energia, óleo e gás, manutenção, metalmecânica, logística, alimentação industrial, uniformes, serviços técnicos e transição energética;
  • cofinanciar programas de capacitação territorial.

A parceria Petrobras-Sebrae para fortalecimento de fornecedores locais já existe e é um precedente direto para esse braço do projeto. (Serviços e Informações do Brasil)

Efeito sistêmico

A Petrobras pode funcionar como “trator de escala”: a prefeitura organiza a base; o Sistema S qualifica; o banco financia; a Petrobras ajuda a transformar fornecedor local em fornecedor de cadeia nacional.

5.4. Sistema S

O Sistema S seria a espinha dorsal da formação de capacidade.

Sebrae

  • formalização;
  • gestão;
  • produtividade;
  • compras públicas;
  • qualificação comercial.

Senai / Senac / Senar

  • formação técnica por cadeia;
  • certificação;
  • laboratórios móveis;
  • treinamento para padrões de qualidade e conformidade.

Sescoop

  • incubação e fortalecimento de cooperativas;
  • gestão cooperativa;
  • governança.

6. Ligação com a Política Industrial Federal

O programa deve ser encaixado formalmente na Nova Indústria Brasil, e não tratado como puxadinho simpático da prefeitura.

Isso porque a NIB já opera sob coordenação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e organiza instrumentos financeiros e não financeiros para desenvolvimento produtivo. Além disso, o MDIC vem tratando 2026–2027 como novo ciclo de implementação de medidas voltadas à competitividade. (Serviços e Informações do Brasil)

Como encaixar

O “Prefeito Empreendedor” seria o braço territorial da NIB em três frentes:

  • micro e pequenas empresas;
  • APLs e APLs digitais;
  • compras públicas territoriais.

Assim, a política industrial desce do PowerPoint de Brasília para a nota fiscal da merenda, que é onde o Brasil real costuma pedir comprovante.

7. Governança Operacional do Programa

7.1. Comitê Executivo Nacional

Subordinado ao Conselho Interministerial.

Composição

  • Casa Civil
  • MGI
  • MDIC
  • MDA
  • MIDR
  • MCTI
  • MTE
  • BNDES
  • Petrobras
  • Sebrae Nacional
  • representação dos municípios

Função

  • transformar diretriz em operação;
  • aprovar planos anuais;
  • definir critérios de seleção de municípios;
  • liberar apoio técnico e financeiro;
  • acompanhar indicadores.

7.2. Secretaria Executiva Nacional

Uma estrutura técnica permanente, preferencialmente no MGI ou em modelo compartilhado MGI-MDIC.

Atribuições

  • elaborar metodologia;
  • apoiar adesão dos municípios;
  • manter plataforma nacional;
  • produzir cadernos de compras por setor;
  • organizar banco de projetos;
  • monitorar metas e rankings;
  • publicar painéis públicos.

7.3. Fóruns Territoriais Federativos

Instâncias por região ou por estado, com participação de:

  • União;
  • governo estadual;
  • consórcios de municípios;
  • Sistema S;
  • bancos;
  • cooperativas;
  • universidades;
  • movimentos sociais e setor produtivo.

Função

  • territorializar metas;
  • selecionar cadeias prioritárias;
  • organizar logística e assistência técnica;
  • evitar desenho federal cego para realidades locais.

8. Governança Municipal Articulada ao Plano Federal

Cada município aderente criaria:

Conselho Municipal do Prefeito Empreendedor

Com:

  • prefeito;
  • secretarias;
  • câmara municipal;
  • Sebrae local/regional;
  • cooperativas;
  • agricultura familiar/MST;
  • associação comercial;
  • bancos públicos;
  • instituto federal/universidade;
  • trabalhadores.

Unidade Executiva Municipal

Responsável por:

  • mapear demanda;
  • preparar calendário de compras;
  • cadastrar fornecedores;
  • acionar qualificação;
  • rodar pilotos;
  • prestar contas ao sistema nacional.

Câmaras setoriais

Por cadeia:

  • agroalimentar;
  • construção;
  • confecção;
  • reciclagem;
  • tecnologia;
  • energia;
  • turismo e economia criativa.

9. Etapas de Implantação

Fase 1 — Formulação federal

Prazo: 90 a 120 dias

Entregas

  • decreto presidencial ou projeto de lei;
  • criação do Conselho Interministerial;
  • criação do Comitê Executivo;
  • regulamento de adesão dos municípios;
  • desenho das linhas de financiamento;
  • integração com Contrata+Brasil e planejamento de compras.

Fase 2 — Seleção de territórios-piloto

Prazo: 120 dias

Critérios:

  • diversidade regional;
  • porte municipal;
  • existência de base produtiva;
  • presença de consórcio intermunicipal;
  • potencial de compras locais;
  • presença de agricultura familiar, cooperativas ou cadeia industrial relevante.

Meta inicial:

  • 30 a 50 municípios-piloto;
  • 5 a 10 consórcios intermunicipais;
  • pelo menos um piloto por grande região.

Fase 3 — Diagnóstico e pactuação local

Prazo: 6 meses

Entregas

  • mapa do gasto público;
  • mapa da oferta local;
  • definição de cadeias prioritárias;
  • acordo local entre prefeitura, Sistema S, bancos e atores produtivos;
  • plano municipal de compras e desenvolvimento.

Fase 4 — Incubação de fornecedores

Prazo: 6 a 12 meses

Entregas

  • trilhas de qualificação;
  • regularização sanitária, fiscal e jurídica;
  • incubação de cooperativas;
  • assistência técnica;
  • crédito orientado;
  • digitalização comercial.

Fase 5 — Pilotos de contratação

Prazo: 12 meses

Começar por áreas de resposta rápida:

  • merenda;
  • alimentação hospitalar;
  • uniformes;
  • pequenas obras e manutenção;
  • mobiliário simples;
  • reciclagem;
  • suporte digital e serviços tecnológicos locais.

Fase 6 — Escala regional e setorial

Ano 2 em diante

Entregas

  • centrais regionais de compras;
  • logística compartilhada;
  • fundo garantidor regional;
  • integração com Petrobras e demais âncoras;
  • marketplace territorial;
  • selo nacional de fornecedor territorial.

10. Principais Atores e seus Papéis

União

Coordena, financia, regula, integra sistemas e mede resultados.

Municípios

Executam, compram, organizam a base produtiva e acompanham entregas.

Associações de municípios / consórcios

Dão escala, reduzem custo transacional, montam centrais técnicas e logísticas.

Sistema S

Forma, qualifica, certifica e ajuda a profissionalizar fornecedores.

Cooperativas

Organizam produção, serviços, logística e comercialização.

MST e agricultura familiar

Entram como base de oferta em alimentos, agroindustrialização, bioinsumos, sementes, beneficiamento e circuitos curtos de abastecimento.

Bancos públicos

Financiam capital de giro, investimento e garantias.

BNDES

Estrutura funding, fundo garantidor, infraestrutura leve e plataforma.

Petrobras

Funciona como compradora âncora e estruturadora de cadeias locais.

Ministérios

Cada um resolve um pedaço da engrenagem. Sem isso, a política vira coral sem maestro.

11. Indicadores Nacionais

O programa deve ter indicadores federais padronizados:

  • percentual de compras municipais feitas com fornecedores locais e regionais;
  • número de pequenos fornecedores habilitados;
  • número de cooperativas estruturadas;
  • valor de crédito desembolsado;
  • empregos gerados;
  • taxa de formalização;
  • participação de mulheres, jovens e população vulnerável;
  • valor agregado local retido;
  • número de municípios integrados ao Contrata+Brasil;
  • número de fornecedores conectados a cadeias da Petrobras e outras âncoras.

O Contrata+Brasil já vem sendo apresentado como instrumento para ampliar participação de pequenos empreendedores e aproximar o órgão público de prestadores no próprio município, o que o torna peça quase obrigatória nesse desenho. (Serviços e Informações do Brasil).

12. Riscos de Governança

Fragmentação ministerial

Antídoto: Casa Civil e Conselho Interministerial forte.

Política de compras sem oferta estruturada

Antídoto: Sistema S, cooperativas, crédito e incubação.

Crédito sem mercado

Antídoto: contratos públicos previsíveis e compradores âncora.

Captura local

Antídoto: transparência, painéis públicos, auditoria, controle social e critérios padronizados.

Programa social sem adensamento produtivo

Antídoto: ligar renda, compras, cooperativismo e produção local.

13. Síntese Política

O desenho completo é este:

  • o município organiza a demanda,
  • o território organiza a oferta,
  • o Sistema S qualifica,
  • os bancos financiam,
  • o BNDES estrutura,
  • a Petrobras ancora,
  • os ministérios coordenam,
  • a Casa Civil arbitra,
  • e o conselho nacional impede que cada órgão toque sua sanfona em tom diferente.

O resultado pretendido é criar uma política em que a prefeitura não seja apenas administradora da escassez, mas plataforma de desenvolvimento.

Leia os outros conteúdos deste especial:

O que Lula poderia aprender com JK

Plano de Metas 1: Minerais Críticos e Energia Verde

Plano de Metas 2: Data Centers como Motor de Reindustrialização Tecnológica

Plano de Metas 3: Amazônia e Economia da Floresta Produtiva

Plano de Metas 4: Transformando a Indústria da Defesa

Plano de Metas 5: Prefeito Empreendedor e Desenvolvimento Territorial

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
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