24 de junho de 2026

Justiça dos EUA nega revelia de Moraes e aceita AGU em ação

Tribunal da Flórida atende a pedido da AGU, suspende punição por falta de defesa e analisa extinção de processo de empresas de Trump

▸ Justiça dos EUA rejeita pedido de revelia contra ministro Moraes em ação de Rumble e Trump Media.

▸ Brasil foi autorizado a intervir no caso, alegando imunidade por atos institucionais de Moraes.

▸ Empresas têm 14 dias para responder à AGU antes do tribunal decidir sobre continuidade do processo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Justiça Federal dos Estados Unidos rejeitou, temporariamente, o pedido das empresas Rumble e Trump Media & Technology Group para declarar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em revelia. Na mesma decisão, proferida na terça-feira (23), a juíza Mary Scriven, do Tribunal Distrital do Distrito da Flórida, autorizou o ingresso formal do Estado brasileiro no caso e adiou a análise do pedido de extinção da ação.

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O litígio foi iniciado em fevereiro pelas duas companhias norte-americanas, que acusam o magistrado brasileiro de promover censura ilegal contra perfis de direita na internet, como o do influenciador Allan dos Santos. As empresas argumentam que as ordens de bloqueio de contas emitidas por Moraes violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão.

Embora a Trump Media — ligada ao presidente americano Donald Trump — não tenha sido alvo direto das decisões, ela alega depender da infraestrutura da Rumble para operar a rede social Truth Social.

Soberania e imunidade internacional

As plataformas haviam solicitado a decretação da revelia sob o argumento de que Moraes foi notificado por e-mail em maio e deixou transcorrer o prazo legal sem apresentar resposta ou pedido de prorrogação. A revelia ocorre quando uma das partes não se manifesta, permitindo o avanço do processo sem a sua defesa.

A Advocacia-Geral da União (AGU), acionada após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, solicitar providências para resguardar a independência do Judiciário e a soberania nacional, interveio no caso por meio de um escritório de advocacia nos EUA. A AGU sustenta que os atos questionados foram praticados por Moraes no estrito exercício de suas funções institucionais e que, pela legislação brasileira, ministros não podem ser responsabilizados pessoalmente por suas decisões.

A estratégia jurídica do governo brasileiro baseia-se no princípio da imunidade de jurisdição do Direito Internacional. Segundo essa norma, atos de um Estado soberano não estão sujeitos à revisão por tribunais estrangeiros. Em nota, a AGU informou o resultado da liminar:

“A juíza Mary Scriven acolheu integralmente o pedido de intervenção, reconhecendo o Brasil como real interessado na causa, e determinou a suspensão de qualquer decretação de revelia até a resolução do pedido de extinção do processo, já apresentado pelo Brasil.”

Próximos passos do litígio

A decisão da juíza Mary Scriven extinguiu o pedido de revelia “sem prejuízo”, o que significa que as empresas autoras poderão reapresentar a solicitação no futuro caso a preliminar do governo brasileiro seja rejeitada.

Antes de avaliar o mérito das acusações de censura ou a conduta do magistrado, a Corte norte-americana determinou que a Rumble e a Trump Media apresentem, no prazo de 14 dias, uma resposta formal aos argumentos de extinção da ação apresentados pela AGU. Somente após essa manifestação o tribunal decidirá se arquiva o processo ou se dará continuidade à tramitação em território americano.

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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