29 de junho de 2026

Mortes por terremotos na Venezuela sobem para 1.719

Novo balanço aponta mais de 22 mil pessoas afetadas pelos terremotos; governo brasileiro envia quarto voo com bombeiros
Foto RS/Via Fotos Publicas

Terremotos na Venezuela causaram 1.719 mortes, 5.034 feridos e 15.866 desabrigados, com 609 réplicas registradas.
Mais de 75 mil famílias receberam ajuda; 855 edifícios sofreram danos, e 65 abrigos temporários foram instalados.
Mais de 3.680 socorristas de 30 países atuam no resgate; Brasil enviou bombeiros e Cuba intensificou apoio médico.

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O número de mortos provocados pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.719, segundo balanço atualizado divulgado nesta segunda-feira (29) pelas autoridades venezuelanas.

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Ao todo, 22.619 pessoas foram diretamente afetadas pela tragédia, entre elas 5.034 feridos e 15.866 desabrigados, enquanto as equipes de resgate seguem atuando nas áreas mais devastadas.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que mais de 75 mil famílias já receberam algum tipo de assistência humanitária. Desde os abalos sísmicos, foram registradas 609 réplicas, incluindo um tremor de magnitude 4,2 nesta segunda-feira, sem relatos de novos danos significativos.

Os terremotos provocaram graves danos à infraestrutura. Segundo o governo venezuelano, 855 edifícios foram atingidos, sendo 189 totalmente destruídos e outros 666 com danos estruturais severos.

Diante da dimensão da tragédia, a presidente interina, Delcy Rodríguez, criou duas comissões para avaliar a segurança das edificações e coordenar a instalação de abrigos temporários destinados às famílias desalojadas.

A região de La Guaira, uma das mais afetadas, já teve cerca de 90% do fornecimento de energia elétrica restabelecido. O governo também informou a instalação de 15 abrigos no estado e outros 50 acampamentos temporários distribuídos entre a Grande Caracas e o estado de Miranda, oferecendo alimentação, transporte e atendimento à população.

A resposta internacional à emergência continua sendo ampliada. De acordo com as autoridades venezuelanas, mais de 3.680 socorristas de aproximadamente 30 países participam das operações, apoiados por mais de mil toneladas de suprimentos, veículos especializados e cães farejadores.

O Brasil reforçou sua participação no esforço humanitário com o envio de um quarto voo à Venezuela. A aeronave transportou 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais, que se juntaram às equipes brasileiras já mobilizadas em La Guaira.

Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, a missão conta ainda com profissionais da Defesa Civil Nacional, especialistas da Anatel, hospital de campanha, medicamentos, purificadores de água e equipes de busca e salvamento.

Desde o início da operação, os bombeiros brasileiros conseguiram resgatar duas pessoas com vida e seguem trabalhando para localizar sobreviventes entre os escombros.

Cuba também intensificou sua atuação na resposta ao desastre. Uma brigada de busca e resgate enviada pelo governo cubano chegou à Venezuela no domingo (28) e passou a atuar imediatamente nas regiões atingidas. Segundo o presidente Miguel Díaz-Canel, profissionais de saúde cubanos já prestavam atendimento aos feridos desde as primeiras horas após os terremotos.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba confirmou ainda a morte de um cidadão cubano em consequência dos abalos sísmicos e informou que continua buscando informações sobre possíveis desaparecidos entre seus nacionais que vivem ou trabalham na Venezuela.

Enquanto as buscas prosseguem, as autoridades venezuelanas alertam que o número de vítimas poderá continuar aumentando à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de resgate.

(Com informações da Telesur)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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