1 de julho de 2026

Procuradoria italiana impõe novo revés ao STF em processo contra Zambelli

Órgão pede rejeição da extradição da ex-deputada e reforça questionamentos sobre a imparcialidade do julgamento no Brasil
Foto: Agência Brasil

▸ A Procuradoria da Itália pediu à Corte de Cassação rejeitar extradição de Carla Zambelli por falta de imparcialidade do STF.

▸ Zambelli foi condenada a 5 anos e 3 meses por perseguição armada em São Paulo antes do 2º turno das eleições de 2022.

▸ Audiência na Corte italiana durou duas horas; decisão sobre extradição deve sair ainda nesta quarta-feira.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Procuradoria-Geral da Itália pediu à Corte de Cassação de Roma, nesta quarta-feira (1º), a rejeição do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O parecer do órgão atende aos argumentos da defesa da ex-parlamentar, que alega falta de imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento que a condenou por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

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O caso refere-se ao episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu um homem armada pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, após uma discussão política. Por esse fato, o STF a condenou a 5 anos e 3 meses de prisão.

A audiência na Suprema Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano, durou cerca de duas horas e o veredito do colegiado deve ser divulgado ainda nesta quarta-feira.

Questionamento à imparcialidade

Embora o relator do processo da perseguição armada no Brasil tenha sido o ministro Gilmar Mendes, a Procuradoria italiana validou a tese defensiva de que a atuação do ministro Alexandre de Moraes teria influenciado o resultado do julgamento.

Este é o segundo processo de extradição que Zambelli enfrenta no país europeu. Em maio, a Justiça da Itália já havia anulado o primeiro pedido de extradição enviado pelo governo brasileiro. Aquela solicitação baseava-se na condenação de Zambelli a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na ocasião, os magistrados de Roma entenderam que Moraes, relator daquela ação, não reunia condições de imparcialidade por ter sido simultaneamente vítima, investigador e julgador do crime.

Separação dos processos

O STF havia encaminhado à Itália um pedido unificado de extradição, mas as autoridades judiciais de Roma optaram por fatiar a análise dos crimes. Por essa razão, apesar de ter obtido decisão favorável no caso da invasão ao CNJ, a ex-deputada continuou sujeita à análise do segundo pedido.

No Brasil, a condenação de Zambelli pelo episódio dos Jardins ocorreu por 9 votos a 2 no crime de porte ilegal de arma e por 10 votos a 1 no de constrangimento ilegal.

Em manifestações enviadas à Justiça estrangeira, o entendimento do STF é que o “processo em questão tramitou de forma hígida e regular, sem qualquer vício ou nulidade no processo de conhecimento que impede a extradição de cidadã brasileira por crime cometido no país e para o qual se aplica, na sua integralidade, a lei brasileira”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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