O deputado federal Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, anunciou que a legenda não terá candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão marca a retirada do parlamentar da corrida pelo Palácio do Planalto, em um momento em que ele aparecia sem força nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o dirigente, o cenário exige “ter os pés no chão“.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o líder tucano justificou o recuo apontando que o próximo pleito será prejudicado pela polarização. O partido, que já foi uma das principais forças políticas do país, agora projeta um planejamento de longo prazo, com os olhos voltados para 2030.
A desistência ocorre em meio a uma forte crise de representatividade da sigla. O PSDB, que no auge de sua trajetória chegou a bancar quase 100 deputados federais na Câmara, conta atualmente com uma bancada reduzida a 18 parlamentares.
Diante do encolhimento do tamanho do partido no Congresso Nacional, o foco da legenda passa a ser a sobrevivência e a reorganização de suas bases. Aéci evitou cravar se tentará retornar ao Senado por Minas Gerais, reforçando que sua prioridade imediata é a engenharia política para reestruturar os tucanos.
Neutralidade no segundo turno
Segundo Aécio, o PSDB deve adotar uma postura de distanciamento em relação aos favoritos na disputa. A tendência indicada pela cúpula partidária é de neutralidade em um eventual segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Para o parlamentar mineiro, a manutenção do atual cenário de Fla-Flu político prejudica o desenvolvimento institucional do país.
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