9 de julho de 2026

Aécio desiste da corrida ao Planalto e PSDB mira sobrevivência após crise

Sem competitividade nas pesquisas, tucanos abrem mão da disputa presidencial e voltam o foco para a reorganização da legenda
Crédito: Marina Ramos/ Agência Câmara

▸ Deputado Aécio Neves anuncia que PSDB não terá candidato à Presidência em 2026, citando cenário de polarização.

▸ PSDB enfrenta crise de representatividade, com bancada federal reduzida de quase 100 para 18 deputados.

▸ Partido deve adotar neutralidade no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, focando na reorganização interna.

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O deputado federal Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, anunciou que a legenda não terá candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão marca a retirada do parlamentar da corrida pelo Palácio do Planalto, em um momento em que ele aparecia sem força nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o dirigente, o cenário exige “ter os pés no chão“.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o líder tucano justificou o recuo apontando que o próximo pleito será prejudicado pela polarização. O partido, que já foi uma das principais forças políticas do país, agora projeta um planejamento de longo prazo, com os olhos voltados para 2030.

A desistência ocorre em meio a uma forte crise de representatividade da sigla. O PSDB, que no auge de sua trajetória chegou a bancar quase 100 deputados federais na Câmara, conta atualmente com uma bancada reduzida a 18 parlamentares.

Diante do encolhimento do tamanho do partido no Congresso Nacional, o foco da legenda passa a ser a sobrevivência e a reorganização de suas bases. Aéci evitou cravar se tentará retornar ao Senado por Minas Gerais, reforçando que sua prioridade imediata é a engenharia política para reestruturar os tucanos.

Neutralidade no segundo turno

Segundo Aécio, o PSDB deve adotar uma postura de distanciamento em relação aos favoritos na disputa. A tendência indicada pela cúpula partidária é de neutralidade em um eventual segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Para o parlamentar mineiro, a manutenção do atual cenário de Fla-Flu político prejudica o desenvolvimento institucional do país.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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