9 de julho de 2026

Congresso cancela sessão e trava pautas prioritárias até as eleições

Sem consenso entre bancadas, pautas como PEC da Segurança, escala 6x1 e terras raras ficam sem previsão de votação
Arquivo Agência Brasil

▸ Sessão do Congresso para votar vetos foi cancelada por falta de acordo, travando pautas até as eleições.

▸ Recesso começa na próxima semana e atividades só retornam em 31 de julho, com rotina reduzida na campanha.

▸ Projetos prioritários, como PEC da Segurança Pública e indicação para STF, ficam sem votação prevista.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A sessão do Congresso Nacional prevista para esta quinta-feira (9), que deveria votar vetos presidenciais pendentes, foi cancelada por falta de acordo entre as bancadas. O anúncio, feito pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sela o travamento das principais pautas do Legislativo, que não deve votar mais nenhum projeto de relevância até o início das eleições.

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Com o recesso parlamentar de meio de ano marcado para começar na próxima semana, as atividades oficiais ficam suspensas até o dia 31 de julho. A partir de 13 de agosto, com o início oficial da campanha eleitoral, a rotina nas duas Casas será reduzida a semanas pontuais de esforço concentrado, período em que tradicionalmente não se deliberam temas complexos.

Projetos prioritários ficam na gaveta

O esvaziamento das sessões empurra para o final do ano, ou para a próxima legislatura, discussões consideradas prioritárias para o governo e para a oposição. Entre as matérias que ficam sem perspectiva de votação estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a PEC que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6×1.

Na área econômica e de infraestrutura, foram sobrestados o projeto de regulamentação da exploração de terras raras e a proposta que autoriza o uso de receitas extras do petróleo para mitigar impostos sobre combustíveis. A paralisia afeta também a indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga do ministro Luís Roberto Barroso, aberta desde a rejeição do nome de Jorge Messias pelo plenário do Senado.

O racha entre os Poderes

Os bastidores em Brasília apontam que o ritmo do Congresso recuou drasticamente após o rompimento político entre o presidente Lula (PT) e Davi Alcolumbre. O estopim do desentendimento ocorreu no final de abril, após a reprovação de Jorge Messias para a Suprema Corte.

Desde então, interlocutores do Palácio do Planalto tentam sem sucesso costurar uma audiência de reconciliação entre os dois líderes. O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), assumiu a interlocução e promete viabilizar o encontro ainda em julho para tentar normalizar as relações institucionais, embora reconheça que o calendário de votações deste semestre já está inviabilizado.

Com informações do G1

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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