Bons tempos aqueles, não?, por Izaías Almada
No futebol éramos campeões mundiais e o fomos por cinco vezes. Nomes? Bastam dois: Garrincha e Pelé… Jogavam com o coração e a arte.
Agora somos hexas campeões em falta de títulos. Nomes? Apenas um: Neymar… Joga pensando em dinheiro e em si mesmo.
Na música popular éramos agraciados com o talento de centenas de cantores, compositores e instrumentistas de alta qualidade. O samba de breque, o samba canção, o baião, o chorinho… Criamos a bossa nova, que conquistou o mundo. Nomes? Centenas, mas vou citar três representantes de duas gerações insubstituíveis: Noel Rosa, Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque de Holanda;
Qual é a música popular brasileira dos dias atuais? Quais os nomes sonantes? Deixo a cargo dos leitores, pois sou completamente ignorante e desinformado a respeito.
Bom, deixemos isso para lá… Vamos aos dias de hoje. A Copa do Mundo está chegando ao fim… As investigações da Polícia Federal mostram cada vez mais o tamanho da corrupção em todo o país, onde o crime organizado está cada vez mais organizado.
O colunista não conhece o velho Brasil? Perguntarão os leitores. Conheço um pouquinho, arrisco responder, mas e o novo Brasil, pergunto eu aos mesmos leitores? Aí é que a porca torce o rabo. O novo é esse que irá surgir após as eleições de outubro, onde a extrema direita brasileira e o sociopata da “maior democracia do mundo ocidental” vão jogar sujo e de tudo fazer para reverter os avanços do país nos últimos quatro anos. Embora as pesquisas eleitorais mostrem uma significativa vantagem do presidente Lula sobre o seu provável adversário, o fascismo arregaça as mãos para criar confusão e chegar à velha malandragem dos truques para invalidar o resultado das urnas.
Prepare-se amigo leitor, a luta vai ser “braba”…
Quem viver verá!
Já houve outro Donald que nos quis levar na conversa. Vejam música abaixo.
Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.
O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.
“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: https://www.catarse.me/JORNALGGN “
Deixe um comentário