A senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para compor como vice a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida à Presidência da República. A decisão foi comunicada diretamente ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em reunião realizada nesta terça-feira (21). A ex-ministra da Agricultura manifestou que seu objetivo político para o próximo ano é a disputa pela presidência do Senado Federal.
A definição da vice é considerada estratégica para a campanha do PL, que busca amortecer a rejeição de Flávio entre o eleitorado feminino. A indicação de Tereza Cristina era vista pela cúpula do partido como um nome capaz de agregar o setor do agronegócio e ampliar a interlocução política.
Com a recusa, a articulação volta o foco para outros nomes e legendas do Centrão. Entre as opções avaliadas estão as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE), além da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques.
Negociações e alianças de última hora
Apesar das dificuldades em selar o nome para a vice, a coordenação da campanha mantém a busca por coligações formais com siglas como União Brasil, PP e Republicanos.
“Não [houve acordo], ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a Presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, declarou Valdemar, em entrevista à CNN Brasil, após se reunir com a parlamentar.
O dirigente partidário ressaltou que a escolha final deve contar com a sinalização do ex-presidente Jair Bolsonaro. O coordenador do plano de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o grupo continuará em busca de entendimentos partidários até o limite do prazo legal.
Calendário eleitoral
A confirmação oficial da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência está prevista para o próximo sábado (25), durante a convenção nacional do partido, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
Em paralelo ao desenho do palanque nacional, os articuladores do PL buscam manter preservadas as alianças locais já consolidadas com partidos do bloco do Centrão nos estados, incluindo conversas regionais com Podemos, PSDB e Republicanos.
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