23 de julho de 2026

Trump ameaça ampliar ofensiva contra o Irã após repatriação de soldados americanos mortos

Segundo o republicano, a decisão ainda não foi tomada, mas os preparativos para uma nova ação já estariam concluídos
Donald Trump por Gage Skidmore - Flickr

Donald Trump avalia ampliar ofensiva militar contra Irã, com ataques mais intensos que Operação Epic Fury.
Israel participaria de nova ofensiva contra Irã, mas EUA podem agir sozinhos; risco de reação iraniana é reconhecido.
Houthis retomaram ataques no Mar Vermelho; Trump ameaça Irã com punição militar por ofensivas do grupo.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que avalia ampliar a ofensiva militar contra o Irã, com ataques de maior intensidade do que os realizados durante a Operação Epic Fury. A declaração foi dada em entrevista ao site Axios.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o republicano, a decisão ainda não foi tomada, mas os preparativos para uma nova ação já estariam concluídos.

“Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço, maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto”, afirmou.

Lançada em 28 de fevereiro, a Operação Epic Fury foi conduzida pelos Estados Unidos em conjunto com Israel e teve como alvo instalações militares iranianas, incluindo bases de mísseis, ativos da marinha e estruturas ligadas ao programa nuclear do país. A campanha foi encerrada em abril após um cessar-fogo.

Trump também afirmou que Israel participaria de uma eventual nova ofensiva “em dois minutos”, caso fosse solicitado, embora tenha ressaltado que os Estados Unidos teriam capacidade de agir sozinhos. O presidente reconheceu, no entanto, que a participação israelense poderia provocar uma reação militar do Irã.

O líder americano voltou a dizer que Teerã demonstra interesse em negociar, mas afirmou que o governo iraniano ainda não aceita os termos propostos por Washington.

As declarações ocorreram um dia após Trump participar da cerimônia de repatriação dos corpos de militares americanos mortos no conflito. Desde a retomada dos combates, a guerra já provocou a morte de 18 soldados dos Estados Unidos, deixou mais de 450 feridos e gerou custos estimados em pelo menos US$ 37,5 bilhões para o governo americano.

Na última segunda-feira (20), Trump já havia endurecido o discurso ao prometer que o Irã pagaria “muitas vezes mais” por qualquer ataque contra tropas dos EUA.

Os confrontos se intensificaram nos últimos dias. Desde o fim do cessar-fogo, há cerca de duas semanas, a escalada militar elevou a tensão no Oriente Médio e impulsionou o preço do petróleo para acima de US$ 100 por barril.

Houthis

A crise também ganhou um novo capítulo com a retomada dos ataques dos Houthis no Mar Vermelho. Na quarta-feira (22), o grupo atacou dois navios comerciais sauditas, reabrindo uma frente de conflito em uma das principais rotas marítimas do mundo.

Em resposta, Trump ameaçou responsabilizar diretamente o Irã por novas ofensivas do grupo extremista e prometeu uma resposta militar.

“Se isso acontecer novamente, os Estados Unidos responsabilizarão o Irã, e uma punição militar severa será imposta a Teerã e, naturalmente, aos próprios Houthis”, escreveu o presidente nas redes sociais.

Na segunda-feira, os Houthis anunciaram um embargo marítimo contra a Arábia Saudita e voltaram a ameaçar fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio.

Apoiado pelo Irã, o grupo controla parte do território do Iêmen desde 2014 e, desde o início da guerra entre Israel e Hamas, intensificou ataques contra embarcações no Mar Vermelho e lançou mísseis e drones contra Israel, alegando atuar em apoio aos palestinos.

*Com informações do g1.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados