24 de julho de 2026

Israel prepara operação de grande escala na Cisjordânia após confronto deixar seis mortos

Após o confronto, o ministro das Finanças de Israel defendeu a evacuação e a destruição de vilarejos palestinos na região
Trecho do Muro da Cisjordânia - foto: Wikipedia

Confronto na Cisjordânia deixa 4 palestinos e 2 israelenses mortos, incluindo um soldado, após troca de tiros em vila de Tell.
Israel anuncia operação militar, toque de recolher e reforço para prender envolvidos; mortes israelenses são tratadas como atentado.
Após confronto, ataques de colonos em várias localidades causam feridos e danos em casas e plantações na Cisjordânia.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta sexta-feira (24) os preparativos para uma operação militar de grande porte na Cisjordânia ocupada após um confronto que resultou na morte de quatro palestinos e dois israelenses. O episódio elevou ainda mais a tensão na região e provocou novas declarações de integrantes do governo israelense defendendo medidas mais duras contra vilarejos palestinos.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o Exército israelense, um grupo de colonos entrou em uma área da Cisjordânia onde a presença de civis israelenses é proibida para realizar uma caminhada não autorizada. Ao se aproximarem da vila palestina de Tell, houve confronto com moradores locais, que evoluiu para uma troca de tiros.

Durante o incidente, morreram quatro palestinos e dois israelenses, um deles era soldado e também colono. De acordo com os militares, um palestino tomou a arma de um agente de segurança de um assentamento próximo, que acabou morto. Um segundo militar israelense também perdeu a vida. Já o Ministério da Saúde palestino afirmou que os quatro palestinos foram mortos por disparos de soldados israelenses.

Lideranças locais informaram que as vítimas palestinas pertenciam à mesma família, sendo dois irmãos e dois primos. Outras três pessoas ficaram feridas por tiros, segundo as autoridades palestinas.

Destruição de vilas

Após o confronto, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu a evacuação e a destruição de vilarejos palestinos na região, alegando que a medida seria necessária para eliminar estruturas ligadas ao terrorismo e restaurar a segurança.

Em outra frente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que os militares acelerem a criação de novos postos avançados de assentamentos e a regularização de estruturas já existentes na Cisjordânia.

Reforço militar

As FDI anunciaram toque de recolher nas aldeias palestinas de Tell e Bureij, além do assentamento israelense de Shiloh. O Exército também informou que cancelou licenças de soldados destacados para a região e enviará reforços para a operação.

Embora os militares tenham reconhecido que as mortes dos israelenses não foram resultado de um ataque previamente planejado, o episódio passou a ser tratado oficialmente como um atentado terrorista. A operação pretende localizar e prender dezenas de palestinos apontados como envolvidos no confronto.

Novos ataques

Horas após o incidente, moradores relataram novos ataques de colonos israelenses em diferentes localidades da Cisjordânia, como Faraata, Imatin, Jit, Iraq Burin e na região de Masafer Yatta, em Hebron.

Imagens registradas por residentes mostram casas, veículos e estabelecimentos comerciais incendiados. Também foram registrados atos de vandalismo, incluindo pichações com a palavra “vingança” e a destruição de plantações de oliveiras.

O Crescente Vermelho Palestino informou que pelo menos oito pessoas ficaram feridas durante os ataques em Faraata, seis delas atingidas por disparos e encaminhadas a hospitais.

Escalada da violência

O episódio ocorre em meio ao aumento da violência na Cisjordânia ocupada. Nos últimos dias, outros quatro palestinos morreram em ações envolvendo forças israelenses e colonos em diferentes localidades da região.

Os assentamentos israelenses na Cisjordânia são considerados ilegais pelo direito internacional e por grande parte da comunidade internacional, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU). Ainda assim, o governo israelense tem ampliado e regularizado novos postos de colonização nos últimos anos, intensificando as tensões entre israelenses e palestinos.

*Com informações da CNN.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados