24 de julho de 2026

ONU pede financiamento adicional para manter ajuda à Gaza

Sem financiamento adicional de US$ 420 milhões até o fim do ano, o programa de assistência que atende 70% dos palestinos terá cortes; 220 mil famílias já tiveram a assistência alimentar reduzida pela metade
Fome em Gaza - foto de Mahmoud Issa - Reuters

ONU alerta que cortes de US$ 420 mi em ajuda a Gaza ameaçam assistência a 70% dos palestinos até fim do ano.
Sem financiamento, mais de dois terços da população podem enfrentar fome aguda após dois anos de conflito.
Redução de doações decorre do aumento de custos por guerra no Irã e do cansaço dos doadores por outras crises.

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Líderes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram um alerta nesta sexta-feira (24) a respeito dos cortes de recursos destinados à ajuda humanitária a Gaza.

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Sem financiamento adicional de US$ 420 milhões até o fim do ano, o programa de assistência que atende 70% dos palestinos ficará comprometido, uma vez que a instituição será obrigada a fazer cortes.

Neste caso, mais de dois terços da população estará sujeita a enfrentar fome aguda até o final do ano, depois de suportar dois anos de guerra entre Hamas e Israel.

O anúncio, aliás, representa um retrocesso em relação ao programa, uma vez que entre abril e junho, 1,2 milhão de palestinos deixaram de enfrentar a fome aguda.

Em contrapartida, a restrição de recursos pode levar novamente 1,4 milhão de pessoas à condição, já emblemática tendo em vista a destruição de praticamente todo o país, assim como a estrutura de saúde e educação.

Atualmente, grande parte dos palestinos vivem em tendas, expostos a surtos de doenças como a catapora, convivem com ratos e condições de higiene precária, além do restrito acesso à água potável.

À imprensa, a ONU atribui a redução de doações ao aumento dos custos operacionais relacionados à guerra no Irã, que resultou globalmente no aumento dos preços do petróleo e interrupções na cadeia de abastecimento.

Mas o principal fator que influencia a queda das doações seria o cansado dos doadores, agora voltados para outras questões humanitárias.

Consequentemente, 220 mil famílias viram a assistência alimentar ser reduzida pela metade – quadro que tende a piorar sem a assistência de doadores.

*Com informações da Reuters.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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