Respondendo a uma provocação do Partido Novo, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. Mendonça alegou, entre outras razões, que Andrei tem poder para interferir no andamento de investigações que envolvem ministro da Corte na esteira do caso Master.
O afastamento foi confirmado em sessão virtual extraordinária da 2ª Turma do STF, com voto dos ministros Nunes Marques e Luiz Fux seguindo Mendonça. Além de afastar Andrei, Mendonça proibiu a produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência que citem a atuação funcional de magistrados, e afastou também o delegado Almada da Costa, diretor do setor de Inteligência da PF.
O ministro Gilmar Mendes, que está fora do país, pediu vistas do julgamento na 2ª Turma. Segundo informações do UOL, Gilmar deve submeter um pedido ao presidente do STF para que o caso seja levado ao plenário da Corte. Ainda segundo a apuração, a Advocacia-Geral da União deve recorrer do afastamento alegando que a decisão de Mendonça fere prerrogativas da Presidência da República.
Leia, abaixo, as 33 páginas da decisão de Mendonça que afasta Andrei Rodrigues do comando da PF, em meio a uma crise sem precedentes no STF.
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