A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá, na região da Margem Equatorial. O poço está situado a cerca de 175 quilômetros do litoral de Oiapoque, em uma área onde a profundidade do mar chega a aproximadamente 2,9 quilômetros.
A companhia já havia identificado petróleo no mesmo poço em agosto. Desta vez, a presença de hidrocarbonetos foi constatada em uma zona mais profunda, durante o avanço da perfuração.
Segundo a Petrobras, análises de amostras de rochas e fluidos coletadas durante os trabalhos confirmaram a nova descoberta. A empresa ainda realizará estudos laboratoriais para estimar o volume de petróleo existente e avaliar se a área apresenta condições para exploração comercial.
Em comunicado, a companhia afirmou que o novo achado amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da região e poderá fornecer informações para a avaliação dos sistemas petrolíferos e dos recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.
A descoberta faz parte dos esforços da Petrobras para ampliar suas reservas de petróleo e gás e repor a produção futura. A estratégia ganha importância diante da expectativa de que a produção do pré-sal atinja seu pico entre 2034 e 2035 e passe a declinar posteriormente.
Licenciamento ambiental
Apesar da nova descoberta, a confirmação de petróleo não significa que a produção comercial poderá começar. A Petrobras ainda precisa concluir os estudos sobre o potencial da área e obter as autorizações ambientais necessárias para avançar na exploração.
A empresa solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorização para perfurar novos poços na Margem Equatorial. No bloco FZA-M-59, o planejamento prevê um poço principal e três contingentes. A licença concedida em outubro de 2025 autorizou a perfuração do Morpho, enquanto os demais dependem de análise do órgão ambiental.
A exploração de petróleo na região é alvo de debate entre governo, setor produtivo, pesquisadores e organizações ambientais. Críticos da atividade apontam possíveis impactos sobre ecossistemas, como recifes e manguezais, além de riscos para a pesca artesanal e comunidades tradicionais.
Também há discussões sobre a expansão da produção de petróleo diante dos compromissos relacionados à transição energética e à redução das emissões de carbono.
Com a nova descoberta, a Petrobras amplia os dados disponíveis sobre o potencial petrolífero da Foz do Amazonas, mas a definição sobre uma eventual exploração comercial dependerá dos estudos técnicos e do cumprimento das exigências ambientais.
*Com informações do g1.
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