20 de outubro de 2026

AGU aciona Justiça para recuperar R$ 190 milhões ligados ao crime organizado

Quatro ações judiciais buscam confiscar patrimônio de origem ilícita relacionado a contrabando, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com base na Lei Antifacção
Crédito: Reprodução

AGU ajuizou quatro ações para recuperar R$ 190,3 mi em bens ligados ao PCC e Comando Vermelho, com base na Lei Antifacção.
Três ações envolvem 87 réus em esquemas de contrabando e venda de agrotóxicos proibidos, investigados nas operações Marola, Delivery e Contaminatus.
Quarta ação decorre da Operação Hinterland, que apurou tráfico internacional de cocaína, lavagem de dinheiro e bens de luxo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou, nesta terça-feira (20), quatro ações civis para recuperar R$ 190,3 milhões em bens e patrimônio ligados a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). As medidas têm como objetivo atingir recursos provenientes de atividades criminosas e foram fundamentadas na Lei Antifacção, sancionada em 2026.

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A Lei nº 15.358 permite o perdimento civil de bens de origem ilícita independentemente de condenação criminal prévia. Segundo o governo federal, a iniciativa amplia os mecanismos de combate ao crime organizado ao permitir a identificação, o bloqueio e a recuperação de patrimônio associado às organizações criminosas.

Três das ações envolvem 87 réus e estão relacionadas a investigações sobre grupos ligados ao PCC, especialmente em esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e comercialização de agrotóxicos proibidos. Os casos foram investigados no âmbito das operações Marola, Delivery e Contaminatus.

A quarta ação é decorrente da Operação Hinterland, que apurou atividades relacionadas ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de dinheiro. As investigações identificaram movimentações financeiras de grande volume, além de transações envolvendo aeronaves, veículos de luxo, empresas e pedras preciosas.

Estratégia

De acordo com a AGU, as medidas judiciais não se limitam aos responsáveis diretos pelos crimes. A estratégia também busca alcançar financiadores, beneficiários econômicos, empresas de fachada, familiares e terceiros que possam ter sido utilizados para ocultar bens de origem ilícita.

Para isso, o órgão atua no rastreamento de ativos e na identificação dos verdadeiros beneficiários do patrimônio investigado, com o objetivo de dificultar que organizações criminosas mantenham recursos obtidos ilegalmente.

As ações foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da União, vinculada à AGU, em varas da Justiça Federal nos estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os valores e bens que forem recuperados ou confiscados deverão ser destinados principalmente ao fortalecimento da segurança pública, por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública ou dos fundos estaduais da área.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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