22 de outubro de 2026

Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para quebra mútua de sigilos no TSE

Lula assinou pessoalmente o documento, enquanto Flávio foi representado por sua equipe jurídica, com a assinatura feita por procuração por sua advogada
Crédito: Ricardo Stuckert

Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira (22) um acordo para a quebra recíproca de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O documento também prevê a divulgação de informações de familiares dos dois presidenciáveis, com disponibilização pública dos dados até o fim do dia.

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O acordo foi formalizado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula assinou pessoalmente o documento, enquanto Flávio foi representado por sua equipe jurídica, com a assinatura feita por procuração por sua advogada.

Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a formalização atende à proposta apresentada pelo presidente durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18). Na ocasião, Lula desafiou o adversário a abrir os próprios sigilos em meio à troca de acusações sobre corrupção.

Inicialmente, Flávio não aceitou a proposta. Posteriormente, porém, o senador apresentou uma série de condições para concordar com a abertura dos dados, incluindo a divulgação de informações relacionadas a familiares de Lula, assessores presidenciais e integrantes do governo federal.

Entre as exigências do candidato do PL estão a quebra do sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, além da divulgação de despesas dos cartões corporativos da Presidência da República e de informações sobre a agenda institucional da primeira-dama Janja Lula da Silva.

Flávio também solicitou esclarecimentos sobre a relação do governo com a lobista Roberta Luchsinger, no contexto das investigações sobre irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e informações referentes a empresas ligadas a familiares do presidente.

A campanha petista afirmou aceitar as condições apresentadas pelo adversário e cobrou que ele também autorizasse a divulgação dos dados. Com a assinatura do acordo no TSE, as duas candidaturas formalizaram o compromisso de abertura dos sigilos na reta final da disputa presidencial, a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25).

*Com informações da Folha.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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