29 de outubro de 2026

Novo tempo, por Celso P. de Melo

A mobilização que tornou possível a vitória não perdeu sua razão de existir. Precisa agora mudar de natureza: da resistência à construção.
Imagem gerada por IA

Lula venceu eleição com mais de 10 milhões de votos no 2º turno, mostrando força da ação coletiva no Brasil.
Mobilização democrática deve evoluir da resistência à construção de soluções para saúde, energia e educação.
Brasil precisa articular conhecimento, juventude e experiência para acelerar desenvolvimento e soberania nacional.

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A eleição mostrou que uma sociedade pode surpreender quando volta a acreditar na força da ação coletiva. O desafio agora é transformar a energia da resistência democrática em capacidade para construir o futuro

por Celso P. de Melo

“O mundo não é. O mundo está sendo.”
Paulo Freire.

Quando o improvável acontece

Há poucas semanas, o Brasil parecia caminhar em outra direção.

O resultado do primeiro turno produzira desalento. As pesquisas, a composição do novo Congresso e o ambiente político pareciam indicar uma corrente difícil de reverter. Então alguma coisa começou a mudar.

Estudantes foram às ruas. As redes se reorganizaram, manifestações cresceram em diferentes cidades e pessoas que haviam acompanhado a eleição à distância começaram a conversar, convencer, participar. O desalento começou a ceder lugar à esperança; uma campanha que parecera acuada ganhou outra energia.

No domingo, 25 de outubro, aconteceu o improvável. Luiz Inácio Lula da Silva, que terminara o primeiro turno atrás, acrescentou mais de dez milhões de votos à sua votação e venceu a eleição.

Talvez, porém, a principal novidade não esteja apenas nos números. Uma parte do Brasil descobriu novamente que a ação coletiva pode mudar o curso das coisas. E, sobretudo entre os jovens, reapareceu algo que nenhuma política pública consegue simplesmente decretar: a percepção de que participar pode fazer diferença.

E agora?

Há um cuidado indispensável. A esperança não pode transformar-se em soberba. Uma eleição foi vencida; o futuro, não. Nada está garantido – nem mesmo a democracia que acabamos de defender. A história recente deveria ter nos ensinado que direitos conquistados podem ser perdidos, instituições podem ser enfraquecidas e sociedades podem voltar a caminhar para trás. A mobilização que tornou possível a vitória, portanto, não perdeu sua razão de existir. Precisa agora mudar de natureza: da resistência à construção.

Depois da resistência

Toda mobilização produz energia social. Ela pode dissipar-se quando desaparece a ameaça que a provocou ou transformar-se em vínculos, organização, participação e capacidade de realização coletiva.

A pergunta que se coloca depois desta eleição é qual desses caminhos seguiremos.

A mobilização que ajudou a defender a democracia não precisa transformar-se em campanha eleitoral ou partidária permanente. A democracia exige justamente que, terminada a disputa, adversários voltem a reconhecer-se como cidadãos de um mesmo país.

Mas seria um desperdício extraordinário imaginar que a criatividade, a disposição de participar e, especialmente, a energia dos jovens devam simplesmente recolher-se até a próxima eleição.

A transição a fazer é justamente esta: da resistência para a construção.

Os estudantes que ocuparam ruas e redes não precisam agora ser convocados a combater outro adversário. Há desafios mais duradouros esperando por sua energia: a fila do SUS, a escola sem laboratório, a dependência tecnológica, a energia renovável que ainda não conseguimos armazenar, o minério que deixa o país antes de se transformar em material, a desigualdade que separa crianças não apenas pela renda, mas também pelas oportunidades de conhecer, experimentar e criar.

Defender a democracia foi indispensável. Dar-lhe conteúdo é o passo seguinte.

Talvez tenha chegado a hora de trocar uma pergunta por outra: não mais apenas o que precisamos impedir, mas o que somos capazes de construir juntos?

O Brasil que sabe fazer

Temos o hábito curioso de tratar cada grande realização brasileira como uma exceção.

A Petrobras tornou-se referência mundial na exploração em águas profundas; a Embraer aprendeu a projetar e integrar alguns dos sistemas tecnológicos mais complexos da indústria contemporânea; a Embrapa ajudou a criar uma agricultura tropical que não poderia simplesmente ter sido importada das regiões temperadas.

O Brasil dominou tecnologias sensíveis do ciclo do combustível nuclear e desenvolve um submarino de propulsão nuclear. Construiu o Sirius, uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo, mobilizando universidades, engenheiros e centenas de empresas brasileiras. CBMM, WEG, Moura e outras empresas mostram, por sua vez, que existe uma base industrial capaz de avançar na eletrificação, no armazenamento de energia e em novos sistemas tecnológicos.

Quantas exceções são necessárias antes de admitirmos que talvez revelem uma regra?

Existe um Brasil que sabe fazer.

Essas realizações são diferentes, mas compartilham algo essencial. Nenhuma surgiu instantaneamente. Todas exigiram conhecimento acumulado, formação de pessoas, instituições, continuidade, capacidade de absorver tecnologia e, em momentos decisivos, coordenação em torno de um problema concreto.

Seu produto mais importante, portanto, não é apenas a plataforma de petróleo, o avião, a nova variedade agrícola, a ultracentrífuga ou a fonte de luz síncrotron. É o conhecimento que permanece depois que o projeto termina e permite enfrentar o problema seguinte.

O verdadeiro patrimônio não é apenas o objeto produzido. É a capacidade de produzir o próximo.

É também nesse sentido que ciência e tecnologia se relacionam com soberania nacional. Soberania, no século XXI, não significa fazer tudo sozinho nem se fechar ao mundo. Significa possuir conhecimento e capacidade suficientes para escolher parceiros, negociar interesses, absorver tecnologias e decidir caminhos sem depender sempre de decisões tomadas em outros lugares.

O problema brasileiro é que essas competências permanecem frequentemente organizadas como um arquipélago: ilhas de excelência científica, tecnológica, empresarial e institucional que nem sempre conseguimos conectar em torno de objetivos comuns.

Antes de inventar tudo aquilo que nos falta, talvez precisemos aprender a articular melhor aquilo que já temos.

Alcançar ou saltar?

Durante grande parte do século XX, desenvolvimento significava alcançar os países que haviam chegado antes: industrializar, construir infraestrutura, formar engenheiros, dominar tecnologias, aumentar a produtividade e subir gradualmente os degraus percorridos pelas economias desenvolvidas.

Essa tarefa não desapareceu. Em muitas áreas, ainda temos atrasos a recuperar.

A mudança tecnológica, entretanto, abriu outra possibilidade. Quem chega depois nem sempre precisa percorrer exatamente o mesmo caminho. Países com redes telefônicas fixas pouco desenvolvidas avançaram diretamente para a telefonia móvel. Novas matrizes energéticas permitem evitar algumas etapas percorridas durante mais de um século pelas economias baseadas no carvão. Tecnologias digitais tornam possível reorganizar serviços que antes dependiam de grandes infraestruturas físicas.

É o que se costuma chamar de leapfrogging: saltar uma etapa.

Mas há uma condição decisiva: pode-se saltar uma geração tecnológica; não se pode saltar a construção de capacidades.

Nenhum país avança simplesmente porque decidiu avançar. O salto ocorre quando uma janela tecnológica encontra conhecimento acumulado, pessoas preparadas, empresas, instituições, infraestrutura e escala.

É justamente aí que o tamanho do Brasil, tantas vezes descrito apenas como dificuldade, pode tornar-se vantagem. Temos um sistema elétrico continental e uma extraordinária base de energia renovável; um sistema público de saúde que alcança mais de duzentos milhões de pessoas; agricultura tropical em enorme escala; biodiversidade, minerais, universidades, Institutos Federais, empresas e centros de pesquisa espalhados pelo território.

Talvez, portanto, a pergunta não seja simplesmente como alcançar os países desenvolvidos.

Em algumas áreas, deveríamos perguntar: onde podemos encontrá-los mais adiante?

Aprender, saltar, liderar

Não existe uma única estratégia tecnológica para o Brasil.

Há áreas em que teremos de aprender depressa porque estamos atrás; outras nas quais poderemos saltar etapas porque já reunimos conhecimentos e condições para isso; e algumas em que devemos liderar porque aprendemos, ao longo de décadas, a fazer muito bem.

O armazenamento de energia oferece um exemplo. O Brasil reúne sol, vento, engenharia elétrica, empresas e um enorme sistema interligado. Não precisamos dominar imediatamente todos os elos da cadeia mundial de baterias para avançar na integração entre armazenamento, geração renovável e redes elétricas em grande escala.

O SUS oferece outro. Sua dimensão continental é um desafio, mas pode transformar-se em vantagem. Telessaúde, prontuários interoperáveis, diagnóstico remoto, inteligência artificial e uma indústria nacional da saúde poderiam converter a escala do sistema em plataforma de inovação.

Nos minerais críticos, a questão relevante não é quantos minérios conseguimos retirar do solo, mas em quais cadeias temos condições de avançar da mina ao processamento, aos materiais e aos componentes.

Na bioeconomia, talvez possamos fazer com a biodiversidade e a biotecnologia tropical algo semelhante ao que a Embrapa ajudou a realizar na agricultura: em vez de importar soluções concebidas para outras condições, produzir conhecimento a partir das nossas.

Não precisamos escolher entre alcançar, saltar ou liderar. Precisamos saber onde fazer cada coisa e como transformar cada avanço em capacidade para o seguinte.

Essa é também uma questão de soberania: não a soberania de produzir tudo, mas a de saber o suficiente para escolher o que não podemos deixar de saber fazer.

Cinquenta anos em cinco?

Juscelino Kubitschek condensou numa frase uma ambição que marcou sua época: cinquenta anos em cinco.

Não faria sentido ressuscitar o slogan como promessa literal, muito menos reproduzir as condições econômicas e políticas dos anos 1950. Há, contudo, algo naquele período que merece ser recuperado: a convicção de que o tempo histórico pode ser acelerado quando uma sociedade combina ambição, capacidade e organização.

JK não dispunha de todas as fábricas, engenheiros ou tecnologias de que o país necessitava. Seu governo procurou identificar gargalos, estabelecer metas e criar mecanismos capazes de colocar órgãos públicos, financiamento e empresas trabalhando na mesma direção. Os grupos executivos fizeram parte dessa tecnologia de governo.

Hoje, os desafios são diferentes e mais complexos. Energia atravessa indústria, ciência, meio ambiente, mineração, infraestrutura e relações exteriores; saúde envolve medicina, dados, telecomunicações, biotecnologia e indústria; inteligência artificial começa a penetrar praticamente todas as atividades.

Organizamos o Estado em ministérios verticais, enquanto os problemas reais são cada vez mais horizontais. É nesse desencontro que muitas políticas perdem força.

Do arquipélago ao sistema

A experiência que começamos a construir em torno dos minerais críticos oferece uma pista.

O desafio não consiste em criar mais uma instituição encarregada de determinado mineral, mas em articular geologia, mineração, processamento, ciência dos materiais, indústria, financiamento, formação de pessoas e geopolítica em torno de objetivos claramente definidos.

A mesma lógica pode orientar outros desafios: poucas missões nacionais e, dentro delas, projetos mobilizadores suficientemente concretos para que qualquer cidadão compreenda o que o país pretende realizar.

Armazenar o sol e o vento do Brasil. Construir um SUS sem distância. Transformar minerais em materiais. Levar ciência a todas as escolas. Usar inteligência artificial para resolver problemas brasileiros.

Uma missão mobilizadora precisa fazer mais do que distribuir recursos ou anunciar programas. Deve criar uma direção comum para capacidades que já existem dispersas pela sociedade. Universidades, Institutos Federais, empresas, escolas, pesquisadores, engenheiros, trabalhadores, estudantes, estados e municípios precisam reconhecer não apenas o que o país pretende realizar, mas também onde podem participar.

Cada projeto teria metas, prazos, responsáveis, financiamento e indicadores públicos, além de alguma instância com autoridade suficiente para atravessar fronteiras administrativas e perguntar continuamente onde está o gargalo, quem precisa decidir, onde existe conhecimento capaz de resolvê-lo e quem ainda deveria estar à mesa.

Não se trata de criar um superministério. Trata-se de aprender a coordenar – e de compreender que mobilizar uma sociedade é diferente de simplesmente administrar suas instituições.

O Brasil que quer fazer

E aqui voltamos aos estudantes.

Há poucas semanas, milhares de jovens descobriram que não precisavam permanecer espectadores de uma história escrita por outros. Foram às ruas, ocuparam as redes, conversaram, convenceram, organizaram-se. Mais importante do que qualquer preferência eleitoral específica, experimentaram algo que uma democracia precisa continuamente renovar: a sensação de pertencimento à construção do destino coletivo.

Seria um enorme desperdício se, encerrada a eleição, nossa única mensagem para eles fosse: obrigado, até daqui a quatro anos.

Uma sociedade envelhece não apenas quando aumenta a idade média de sua população, mas quando deixa de oferecer à juventude grandes coisas para fazer.

E o Brasil tem grandes coisas para fazer.

Por que uma escola de tempo integral não pode ter um clube de ciência? Por que estudantes universitários não poderiam ajudar a conectá-lo a uma universidade ou Instituto Federal próximo? Por que pesquisadores, engenheiros e professores não poderiam integrar uma grande rede nacional que oferecesse a milhões de crianças a oportunidade de entrar num laboratório, montar um circuito, observar uma célula, programar um robô ou olhar Saturno através de um telescópio?

Aprendemos que esporte e cultura são direitos. Talvez esteja na hora de acrescentar outra ideia: ciência também é cultura. E deveria ser um direito.

Mas os jovens não foram os únicos a produzir algumas das imagens mais emocionantes desta eleição. Vimos pessoas muito idosas chegando às seções eleitorais amparadas pelos filhos, pelos netos, por parentes e amigos. Algumas caminhavam com dificuldade; outras precisaram ser conduzidas. Ainda assim, estavam ali. Também ajudaram a mudar o curso da eleição.

Essas cenas nos lembram de algo que vai muito além do voto. Uma sociedade não pode olhar para seus idosos apenas pelo prisma das limitações que a idade inevitavelmente traz. Entre aposentados, professores, cientistas, engenheiros, médicos, técnicos, artesãos e profissionais de tantas áreas existe um extraordinário patrimônio de experiência e conhecimento acumulado que o país quase nunca se preocupa em mobilizar.

Aposentar-se de uma profissão não deveria significar aposentar o conhecimento.

Por que um professor aposentado não poderia ajudar um clube de ciência de uma escola próxima? Por que um engenheiro, uma médica, um técnico ou uma pesquisadora que deixou a atividade regular não poderia orientar jovens, participar de oficinas, contar como resolveu problemas e transmitir aquilo que décadas de trabalho ensinaram e nenhum manual consegue registrar por inteiro?

Uma sociedade envelhece quando deixa de oferecer à juventude grandes coisas para fazer. Mas envelhece também quando deixa de perguntar aos mais velhos o que ainda têm para ensinar e construir.

Talvez uma das imagens mais bonitas de um novo tempo seja justamente esta: a experiência de quem já percorreu uma longa estrada ajudando a abrir caminhos para quem está começando a percorrê-la.

Mas seria pouco imaginar a juventude apenas como destinatária dessa transformação. Ela pode ser uma de suas protagonistas. Um país que pretenda realizar grandes missões precisa abrir espaço para que estudantes ajudem a mapear problemas, desenvolver soluções, criar empresas, trabalhar em laboratórios, participar de projetos de extensão e descobrir, talvez pela primeira vez, que aquilo que aprendem pode transformar o lugar onde vivem.

O Brasil não possui apenas recursos naturais, infraestrutura ou capacidade científica. Possui também, nas duas pontas da vida, patrimônios que não pode desperdiçar: milhões de jovens com imaginação, energia e vontade de participar e milhões de brasileiros mais velhos que carregam experiência, memória e conhecimento acumulados ao longo de uma vida.

Existe um Brasil que sabe fazer.

Existe um Brasil que quer fazer.

O desafio agora é fazer com que esses dois Brasis se encontrem.

Conhecimento sem mobilização pode permanecer isolado; mobilização sem projeto corre o risco de dissipar-se. Quando conhecimento, juventude, participação e projeto se encontram, porém, uma sociedade pode aprender mais depressa, ampliar o que julgava possível e começar a encurtar a distância entre o país que existe e aquele que poderia existir.

Talvez aí esteja o sentido contemporâneo de “cinquenta anos em cinco”: não fazer em cinco anos aquilo que, mecanicamente, levaria cinquenta, mas acelerar a aprendizagem, conectar capacidades antes dispersas e aproveitar as janelas da história quando se abrem.

Uma dessas frestas talvez esteja aberta agora.

No domingo passado, milhões de brasileiros descobriram que sua ação podia alterar o curso das coisas. Entre eles estavam jovens que talvez nem imaginassem a força que teriam quando começassem a agir juntos – e pessoas mais velhas que, mesmo enfrentando as limitações da idade, fizeram questão de participar.

Essa energia não pode se dissipar. E essa experiência não pode ser desperdiçada.

O Brasil precisa das duas.

Um SUS para reinventar. Uma transição energética para realizar. Minerais que precisam virar materiais e conhecimento. Uma biodiversidade que ainda conhecemos pouco. Escolas que precisam descobrir a ciência. Tecnologias que precisamos aprender. Outras que já sabemos fazer. E uma soberania que, no século XXI, dependerá cada vez mais daquilo que formos capazes de conhecer, escolher e realizar por nós mesmos.

A eleição mobilizou votos.

Agora é preciso mobilizar inteligências, talentos, conhecimentos e imaginação – e transformar essa extraordinária reserva de energia e experiência em capacidade de realização coletiva.

A resistência democrática mostrou que ainda somos capazes de nos mover quando percebemos que alguma coisa essencial está em jogo.

Pois continua em jogo.

Desta vez, não apenas a democracia que precisamos continuar defendendo.

Mas o país que podemos construir.

Paulo Freire tinha razão: o mundo não é. O mundo está sendo.

O mesmo vale para o Brasil.

O novo tempo não é o tempo que chega.

É o tempo que decidimos construir.


Celso Pinto de Melo – Professor Titular Aposentado da UFPE, Pesquisador 1A do CNPq e membro da Academia Brasileira de Ciências.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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Celso Pinto de Melo

Doutor em Física (UCSB, 1980), mestre em Física (1975) e engenheiro químico (1973) pela UFPE, é Professor Titular aposentado da UFPE e Pesquisador 1-A do CNPq. Atuou como Fulbright Senior Scholar no MIT (1986–1987). Lidera pesquisas em polímeros condutores, transporte em filmes finos e nanocompósitos aplicados à interface com sistemas biológicos e sensores. É autor de mais de 160 artigos e diversas patentes nacionais e internacionais, e orientou mais de 60 alunos de pós-graduação. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Física (2009–2013), vice-presidente e conselheiro da SBPC, além de diretor do CNPq e pró-reitor da UFPE. Membro titular da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Pernambucana de Ciências. Recebeu a Comenda (2002) e a Grã-Cruz (2009) da Ordem Nacional do Mérito Científico, além da Ordem de Rio Branco (2007), por suas contribuições às ciências físicas no Brasil.

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