Um poema quase #Lula, por Romério Rômulo
Sem querer ser verdadeiro
Sem querer ser todo mundo
Eu digo que a pura e plena
Alma sempre está aqui
Mas sobre tanta verdade
Há um cheiro de bromélias
Tomadas como problema
E vistas como cisão
Os cães que daqui desviam
Os cavalos mais concretos
Os bois da minha contenda
Os ratos da servidão
São terríveis e não cabem
Neste corpo tão solene
Na missão sempre advinda
Deste solo abrasador
São pedras que estão aqui
Em relatos de batalha.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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