
da Agência Brasil
Juiz autoriza laudo de sanidade mental sobre agressor de Bolsonaro
Por Jonas Valente
O juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal da Subseção Judiciária de Juiz de Fora (MG), autorizou a realização de um laudo de sanidade por um médico particular sobre Adélio Bispo de Oliveira, acusado por um atentado contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), no início do mês. Ele foi preso no dia do ataque e agora é objeto de investigação pela Polícia Federal. Bispo foi encaminhado a um presídio federal em Campo Grande (MS).
O laudo de sanidade mental preliminar foi solicitado pela defesa de Adélio Bispo de Oliveira. Os advogados pediram que o procedimento fosse realizado por médico da confiança deles e que houvesse suspensão do curso do processo. Também pleitearam que encontros ou conversas com o acusado tivessem a presença de algum dos advogados.
A defesa recorreu à possibilidade do laudo por médico particular depois que o juiz federal Bruno Savino negou a avaliação completa de saúde mental. O objetivo dos advogados é tentar justificar a necessidade do procedimento completo da saúde mental do acusado. Adélio Bispo assumiu o atentado. Em um dos depoimentos, afirmou que foi motivado por “Deus”.
Na decisão de hoje, o juiz federal Bruno Savino argumentou não ver “indícios da alegada insanidade”, citando como exemplo a lucidez demonstrada pelo acusado na audiência de custódia. Mas autorizou o laudo técnico “para subsidiar a decisão desse juízo acerca da instauração ou não de incidente de insanidade”. O juiz federal destacou que a medida é um procedimento preliminar, não sendo ainda a avaliação de saúde mental propriamente dita. Caso o juiz assim decida, abre-se de fato uma análise da condição médica do acusado. Neste caso, acusação e defesa serão chamadas a apresentar suas posições e indicar assistentes técnicos.
Bolsonaro foi atingido no dia 6 de setembro quando fazia campanha na cidade mineira. Em seguida, foi levado à Santa Casa do município, onde passou por cirurgia. Atualmente, Bolsonaro está em recuperação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O quadro do político é estável.
joel lima
19 de setembro de 2018 10:27 pmFiquemos atentos.
Fiquemos atentos. Provavelmente nesse momento não duvido que a investigação esteja preparando uma ligação entre Adélio e alguém do PT, no estilo “uma pessoa que ajudou Adélio é tio de um amigo do sobrinho que é casado com a mãe de um filiado do PT – logo, o PT é o mandante intelectual da facada contra Bolsonaro. Notícia apurada pela Veja e noticiada pelo macho Alfa Bonner no sábado véspera do primeiro turno.
Renato Lazzari
20 de setembro de 2018 12:51 amO oficial e o sentido
Quem serão esse advogados tão atentos? Quem tem interesse em que essa história reverta a favor de Bolsonaro? Será possível que apoiadores de Bolsonaro estejam pagando os advogados? E agora o tal médico particular que fará o laudo: quem é, quanto cobrará e de quem? Que apito toca essa turma toda? Com certeza apenas um arroubo de um louco sem recursos – a ponte de fazer bico como pião de obra – não parece ter sido, não. Se até a tal de facada esse sr. Adélio era um solitário, como tem tentado vender o consórcio hegemônico de firmas privadas de comunicação em massa, hoje tem à sua disposição – ou à disposição… de quem? – uma equipe bem grande, médicos, advogados… para completar o rol das profissões típicas da classe média, só falta um engenheiro da firma em que Bispo trabalhou para atestar algo que vise favorecer o candidato…
(***)
É que talvez haja quem vote nesse truculento candidato seja lá o que ele diga ou faça. Mas que uma pessoa sensata tendente a votar em Bolsonaro, vendo o vídeo gravado no hospital, terá grandes possibilidades de mudar seu voto, ah, isso tem, sim. Quem imagina aquele chororô rancoroso tendo a responsabilidade pela reconstrução da democracia num país em frangalhos como os golpistas estão fazendo? Fora os atos falhos: Bolsonaro diz que sentiu como se tivesse sido um soco na boca do estômago mas que, “quando o tempo foi passando vimos que era algo mais grave” (aprox 3m20s no vídeo original).
Ora, como assim “quando o tempo foi passando”? Que percepção do tempo tem alguém que estava naquela adrenalina? Quanto tempo se passou até que Bolsonaro percebesse que “era algo mais grave”? O suficiente para dizer “quando o tempo foi passando”? E mais: “vimos que era algo mais grave”. “Vimos” quem? Ele está falando de algo grave contra sua pessoa, uma vivência fortíssima e individual, ou de uma equipe?
Como falei, acho que uma pessoa que não esteja absolutamente entorpecida pela ideia de ter alguém como esse candidato eleito dificilmente, depois desse vídeo… ok, ok, o Jornal Nacional falou que é verdade então é verdade. Mas “ainda bem que o Jornal Nacional não vai estar comigo no momento em que eu apertar o botão, na urna de votação.”
Jorge Luis
20 de setembro de 2018 1:54 amDeviam aplicar esse exame aos
Deviam aplicar esse exame aos eleitores do Bozo.
Não é psiquiatra forense
20 de setembro de 2018 10:58 amLaudo
“De acordo com a análise feita, o autor imitou a atitude de alguns apoiadores do candidato que ele apunhalou. Ele não estava com camiseta amarela, um dado bastante importante.”
Richardson Fox
20 de setembro de 2018 2:22 pmDesanimador. Existisse
Desanimador. Existisse justiça nestas vastas terras invadidas por negros malandros e índios preguiçosos,pediriam,por questão de isonomia exame a ambos :autor e “vítima”.