5 de junho de 2026

Lista de Livros: Minha vida – Robert Crumb, por Doney

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Lista de Livros: Minha vida – Robert Crumb

Editora: Conrad

ISBN: 978-85-7616-434-0

Opinião: regular

Páginas: 144

       “E o que é o sucesso da América? Uma vitória vazia, no máximo… eu – eu não sou um homem feliz… no fim das contas, o que de fato alcancei? (…) Nada foi resolvido… por dentro ainda sou…”

*

        “Olhando para trás do mirante elevado de meus cinquenta anos sobre a terra, fica bem claro que na minha juventude fui um tonto. Sim, um tonto… apesar disso, como todo jovem, achava que sabia tudo o que importa e um pouco mais. Eu era convencido, arrogante, e com uma ideia exagerada da minha própria importância.”

*

        “Desprezo todos os governos, religiões organizadas, grandes corporações, cultos new age, mídias de massa, partidos políticos, qualquer tipo de hierarquia com líderes e seguidores… hm… talvez por isso me sinta tão sozinho…”

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        “Cê sabe, pros nossos pais era a segunda guerra mundial, “a maior de todas”… pra gente era o LSD e outras poderosas substâncias alteradoras de consciência… nossos pais contam histórias de guerra… nós contamos histórias de LSD (os caras que foram pro Vietnã contam as duas!)!!!”

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        “Como Mark Twain já disse sobre a América: É uma civilização que destruiu a simplicidade e o sossego da vida, substituiu seu contentamento, sua poesia, seus sonhos e visões suaves e românticos pela febre do dinheiro, ideais sórdidos, ambições vulgares e o sono que não revigora…”

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        “Todo mundo acha que é superior aos outros por algum motivo, mas eu sou mesmo.”

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        “É o sistema daqui que nos deixa do jeito que somos neste país… agressivos, famintos por dinheiro, autoafirmativos, conspiradores, furtivos, sujos, imprestáveis…”

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        “Cito o grande Jonathan Swift. Ele diz: ‘sempre detestei todas as nações, profissões e comunidades, só posso amar indivíduos’.”

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        “O mais repulsivo, entretanto, é aquele cara no espelho.”

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        “Tive uma educação católica na América dos anos 1950, que era muito, muito careta, então boa parte do que aconteceu nos anos de 1960 foi uma quebra disso, para ver o que havia por trás e tentar entender para onde ir dali para a frente. E depois? A civilização tem que continuar! Ninguém aqui quer virar bárbaro! Resolver tudo isso é complicado.

       Tratando de artes visuais, é preciso revelar algo da realidade que não pode ser colocado em palavras. Qualquer artista que possa explicar seu trabalho em palavras não está no rumo certo. É difícil. Você está sempre tateando no escuro e revelando coisas a si mesmo enquanto cria sua arte. Tem gente que usa fórmulas ou investe seu talento todo no dinheiro – não sei como este povo aguenta. A coisa deve ficar entediante, creio eu…”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. anarquista sério

    8 de julho de 2018 10:16 am

    Nassa, seu relógio está

    Nassa, seu relógio está adiantado 6 minutos.

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