
Executive Intelligence Review
Putin dá um novo choque ‘Sputnik’: “Eles agora terão de nos ouvir!”
Por Helga-Zepp-LaRouche, fundadora do Instituto Schiller Internacional
Tradução de Rogério Mattos
Numa atmosfera transatlântica de histeria contra a Rússia e a China que somente pode ser entendida como propaganda pré-guerra, o presidente russo, Vladimir Putin, soltou uma verdadeira bomba em seu discurso anual ao país em primeiro de março, que redefiniu a balança de poder global.
Ele anunciou que as forças russas adquiriram armas baseadas em novos princípios físicos, incluindo um novo míssil balístico intercontinental, capaz de se mover 20 vezes mais rápido que a velocidade do som e com excelente capacidade de manobra. Assim, isso pode driblar todos os sistemas de defesa aérea e de defesa de mísseis, e torná-los obsoletos.
Esses novos sistemas, que incluem mísseis de cruzeiro com propulsão nuclear, rápidos drones submarinos e armas a laser, constituem a resposta da Rússia ao cancelamento unilateral do Tratado sobre Mísseis Antibalísticos (Tratado ABM) feito pelos EUA em 2002, e o lançamento do sistema global de defesa antimísseis por parte dos EUA. Desde então, em todas as negociações fizeram ouvidos moucos: “Eles não nos ouviram. Agora eles irão nos ouvir””, Putin enfatizou.
A resposta de estratos políticos e da mídia ocidental, foi desde tentativas de ridicularizar os novos arsenais de Putin como tecnologicamente impossíveis, um mero blefe pré-eleitoral, até preocupações a respeito de uma nova corrida armamentista; como se esta não estivesse já em progresso há muito tempo, graças à expansão oriental da OTAN.
Essas respostas refletem novamente o fato que os adeptos do dogma neoliberal só podem ver o mundo através de lentes côncavas, geopolíticas. Eles obviamente subestimam as capacidades da ciência militar russa, assim como subestimavam por anos a dinâmica da Nova Rota da Seda chinesa.
Ao contrário da opinião do jornal alemão Bild, que diz que Putin é um rato rangendo contra um leão, Putin parece mais um gato entre um ninho de ratos. Com a criação de novas variedades de armas baseadas em novos princípios físicos, fica estabelecido um nível muito diferente, por exemplo, dos cenários francamente lineares do recente relatório do think-tank estadunidense CSIS, segundo o qual a Rússia e a China supostamente estariam preparando ataques aos países bálticos ou no Mar da China Meridional. Em seus outros cenários, é debatido se a China irá atacar os EUA com mísseis de cruzeiro para forçar uma retirada por parte dos EUA do Pacífico ou aniquilar as lideranças americanas numa preparação para invasão de Taiwan.
A reação do jornal pró-partido chinês, Global Times, num artigo intitulado “EUA apavorados com sua própria imagem no espelho”, deixou bem evidente que os EUA caíram no erro apontado por um especialista do Office of Net Assessment, do Pentágono. Andrew Marshall (que, contudo, também é responsável por uma doutrina utópica de guerra aérea) alertou que um Estado não deve projetar em outros Estados suas próprias intenções. Por décadas os EUA vem buscando uma doutrina militar de guerra preventiva, enquanto a doutrina militar da China visa responder a um ataque com um contra-ataque. Igualmente, é prática comum dos americanos eliminar governos através de mudanças de regime, enquanto o Partido Comunista Chinês rejeita a ideia de assassinato de lideranças hostis ao governo desde a década de 1920. E, terceiro, é da política americana focar no desenvolvimento de seu arsenal nuclear para responder a ameaças convencionais e ataques cibernéticos, enquanto os chineses consideram imprudente ter tantas armas nucleares, preferindo ao invés ter somente o necessário para a dissuasão. Tirar conclusões de tais imagens especulares não tem relação alguma com o mundo real, e se os militares americanos seguirem esse estudo, ficarão mortos de medo com suas próprias sombras e falharão nos preparativos para um perigo real.
Um bem-informado analista conhecido sob o pseudônimo “Publius Tacitus”, que escreve para o site Sic Temper Tyrannis, do famoso analista de segurança Pat Lang, faz alusão às armadilhas das imagens especulares do mesmo tipo. Ele diz que a interferência dos EUA na Ucrânia eclipsa, de longe, qualquer coisa que se possa acusar a Rússia. Documentos da CIA publicados recentemente mostraram a cooperação estreita dos serviços de inteligência americanos com o partido pro-nazi de Stephan Bandera, OUN, desde 1946. Eles mostram uma história de colaboração, desde o trabalho com o ex-presidente Viktor Yushchenko, cuja esposa ocupava um alto cargo no Departamento de Estado americano e declarou que Bandera foi um herói nacional ucraniano, até a cooperação direta com os neo-nazistas no “Maidan II” e o golpe contra o presidente Yanukovych em fevereiro de 2014. De fato, dificilmente pode-se encontrar uma distorção maior do que a “narrativa” relacionada aos eventos na Ucrânia, que forneceu boa parte dos pretextos para se demonizar Putin e a Rússia.
A mesma falta de habilidade para reconhecer o novo paradigma – a política interna e externa do presidente chinês Xi Jinping, com sua campanha anti-corrupção, seu enfoque absoluto na inovação científica e tecnológica, e na cooperação ganha-ganha entre as nações na Iniciativa da Nova Rota da Seda – encontra sua expressão no órgão doméstico do Império Britânico, a The Economist. Sob a manchete “Como o Ocidente errou quanto a China”, a decisão do Comitê Central de estender o mandato de Xi Jinping se tornou a razão para o lamento: “Eles esperavam que a integração econômica encorajaria a China a evoluir para uma política de mercado e que, ao tornar-se mais rica, sua população iria ansiar pelas liberdades democráticas, por direitos e pelo império da lei”. Agora, parece, o ocidente julgou a China de forma completamente errada. Agora a China é mais rica do que qualquer um possa imaginar, mas ao invés de ansiar por copiar o ocidente, a China está oferecendo “a sabedoria chinesa e a abordagem chinesa para resolver os problemas que a humanidade enfrenta!”. Caramba! Londres perdeu sua aposta!
E a China reconhece que o sistema uni-partidário funciona melhor do que os conflitos partidários do ocidente, e a política chinesa é profundamente influenciada pela cultura chinesa tradicional.
O ocidente não fez seu dever-de-casa sobre a história e a cultura chinesas, e deve por fim se livrar de seus esteriótipos sobre a segunda maior economia, reconciliando sua visão com a realidade da China. No futuro, a China certamente irá surpreender o ocidente e tornar ainda mais claro que Pequim não será um discípulo de Washington.
E isso é bom! O desejo de Xi Jinping, de estender seu mandato, reflete o reconhecimento por parte das lideranças chinesas de que os próximos anos serão anos de mudança de toda a humanidade duma enorme importância. O presidente Putin disse em seu discurso: “Isso é uma mudança de rumos para o mundo todo; e aqueles que querem e estão aptos para as mudanças, aqueles que agem e avançam, tomarão a liderança”.
De fato, estamos experimentando atualmente uma mudança de era. O período de aproximadamente 600 anos desde a Renascença italiana e a emergência dos Estados-nação soberanos, nos quais as formas oligárquicas de governo e os governos comprometidos com o bem comum existiam lado a lado, está chegando ao fim. O novo paradigma, uma nova fase na evolução humana, já é visível. A mais estreita aproximação a isso é a visão de Xi Jinping de “uma comunidade de destino comum” – o conceito de que a ideia de “uma humanidade” está diante de todos as nações. O equivalente econômico dessa ideia é a Nova Rota da Seda, na qual todas as nações soberanas trabalham em conjunto baseadas na cooperação para o mútuo benefício.
O que estamos experimentando agora, com todas as acusações infundadas de “ataques de hackers russos” para “interferir nas eleições democráticas”, “hegemonia chinesa”, “ameaças ao sistema democrático ocidental e aos direitos humanos por sistemas autoritários”, etc., não é nada mais que o último suspiro de um decaído sistema oligárquico. O próximo colapso financeiro desse sistema – que aumentou a distância entre ricos e pobres, e cuja política de guerra perpétua nos trouxe tanto a crise de refugiados quanto uma epidemia de violência entre jovens e na chamada indústria do entretenimento – será pior do que a de 2008.
É tempo para as pessoas racionais refletirem. Devemos usar esse “choque Sputnik” e fazer o que Putin disse em seu discurso: “Vamos nos sentar numa mesa de negociação e trabalhar juntos para traçar um novo e relevante sistema de segurança internacional, e desenvolvimento sustentável para toda a civilização humana”.
A espécie humana é a única espécie criativa conhecida por nós. O que nos separa de todos os outros seres é a habilidade da mente humana de continuamente descobrir novos princípios qualitativos do universo físico e aplicá-los ao processo produtivo, para assim melhorar o sustento, a produtividade, e a expectativa de vida da humanidade. Nós chegamos num ponto da história onde podemos e devemos confirmar nossa identidade como uma espécie planetária, que é capaz, coletivamente, de garantir sua sobrevivência no longo prazo.
Nota do tradutor: A exclusão da Rússia dos tratados ABM (sobre a construção de mísseis anti-balísticos) em 2002, assim como a crescente presença da OTAN nas fronteiras russas (considerada uma “Crise dos mísseis” invertida”), principalmente depois do golpe de Estado na Ucrânia, fizeram com que a Rússia de Putin respondesse de maneira surpreendente às ameaças de guerra, fazendo lembrar os dias mais angustiosos da Guerra Fria.
De fato, a balança de poder durante as últimas décadas da Guerra Fria se baseou na doutrina chamada MAD (Mutual Assurance Destruction – Destruição Mútua Assegurada), por meio da qual nenhuma das duas potências poderia superar a outra em termos de inovações na indústria bélica, na produção de arsenais nucleares mais poderosos. O que poderia ocorrer era um adestruição mútua, em paridade de armas. Essa foi uma lógica “louca” (“mad”), mas que permitiu a continuação do diálogo entre as duas potências nucleares mesmo nos dias mais agudos da Guerra Fria.
O Tratado de Mísseis Anti-Balísticos era, a princípio, um acordo conjunto entre EUA e Rússia para impossibilitar, seja partindo de qual nação for, um ataque nuclear. É um prolongamento da proposta de Lyndon LaRouche, o SDI (Strategic Defense Initiative – Iniciativa de Defesa Estratégica), chamado por muitos, em tom depreciativo, de programa Star Wars. Hoje a Rússia conseguiu chegar ao parâmetros tecnológicos previstos no SDI, contudo, sem a parceria prevista ainda durante o governo de Donal Reagan.
O que levou a isso foi o abandono dos EUA da promessa feita de construir em conjunto com os russos o ABM, assim como o aproveitamento por parte dos yankees do desmantelamento da economia soviética nos anos 1990, para se tornar a única potência com capacidade nuclear sem par no mundo. Foram inúmeras as tentativas do presidente Putin de manter os acordos originais, mas foram esforços em vão. Agora, a Rússia responde num tom ainda mais alto e desafiador.
Dificilmente, contudo, se pode dizer que uma nova corrida armamentista virá. O Ocidente, por décadas preocupado com o desenvolvimento de uma economia altamente dependente do mercado financeiro, do setor terciário, e na dilapidação de suas estruturas industriais (um dos exemplos é o abandono desde a década de 1970 dos investimentos em energia de fusão), com pouquíssimos investimentos na área de alta tecnologia e assolado por uma crise financeira sem precedentes, talvez não tenha capacidade de entrar numa nova “arms race”. A ver.
Derivada do antigo MAD, , a Doutrina Utópica da Otan, segundo a qual poderia-se aniquilar o inimigo em poucos minutos, sem deixá-lo com capacidade de reagir – principal meio utilizado pelo “partido da guerra” ocidental contra o oriente para continuar com as ameaças de guerra – depois das declarações de Putin, praticamente caíram por terra. A expansão econômica da China com sua iniciativa Um Cinturão, Uma Rota (da qual faz parte a Rússia e fazia os BRICS antes da série de golpes de Estado que esses países e seus aliaos sofreram) teve um desenvolvimento similar, na área militar, com o anúncio de primeiro de março de 2018. Num contexto de neomacartismo nunca antes visto, onde o próprio presidente americano é acusado de ser um agente russo na Casa Branca (o chamado “Russiangate”), a Rússia toma para si o protagonismo da história em conjunto com a China.
Quando vemos em ação o chamado “perigo vermelho” também por aqui, principalmente no campo da esquerda, que sofre seus ataques, vemos que participamos de um enredo muito mais amplo e complexo – e perigoso. Qualquer semelhança com a década de 1960 não é coincidência. Ainda que não possamos mais cantar com Jim Morrison, ironicamente, “The West Is The Best”. Caso uma guerra de fato não ocorra, podemos contar com a vitória do multilateralismo chinês, com as propostas dos BRICS, com altos investimentos em ciência, tecnologia e infraestrutura nos próximos anos, através da parceria ganha-ganha, como exemplificado na Nova Rota da Seda, na liderança inconteste de Xi Jinping. De fato, vivemos uma “mududança de era”, como bem enfatizou Helga Zepp-LaRouche, e existe uma forte tendência para que não vivamos mais par a par com governos oligárquicos como ocorre desde a Renascença (algo que, contudo, com o estabelecimento dos Estados nacionais soberanos e das repúblicas italianas, foi uma evolução em comparação com os séculos anteriores, inclusive em comparação com a Antiguidade, cujas formas mais desenvolvidas de organização política conviviam com a escravidão (democracia grega) ou com o expansionismo militar (império romano).
Uma última nota: a resolução da Coreia do Norte de dialogar com os EUA de maneira franca é resultado imediato dos anúncios de Vladimir Putin. Precisamos saber, principalmente nesse ocidente tão desinformado, quem são atualmente os agentes da guerra, seja militar ou econômica (via austericídio econômico em toda zona transatlântica), ou por meio das políticas de “mudança de regime”, ocorridas via braço armado (Líbia e as tentavias na Síria) ou por “revoluções coloridas”, como na Ucrânia ou no Brasil a partir de junho 2013. Sem essas “jornadas”, dificilmente amadurecia a necessária histeria coletiva capaz de fazer notória uma operação espúria como a Java-Jato.
Os perigos de 1960 ainda não estão mitigados, e talvez a situação de hoje seja mais perigosa do que a anterior. Vivemos em pleno neomacartismo mundo afora. Porém, claras alternativas nos são oferecidas para ultrapssar essa situação. Ultrapassado esses transes mais profundos, as próximas décadas podem ser da vitória das forças políticas não-alinhadas com o ocidente, dos BRICS, da Unasul, e um novo salto histórico, como a Renascença, pode ocorrer. Que este drama que vivemos no Brasil e em praticamente todo Cone Sul, com o ataque dos bárbaros à civilização que se formava aqui desde as eleições de Chávez, Lula e Néstor Kirscher, passe logo. Os próximos anos, se não meses, serão decisivos.
Por Rogério Mattos: Professor e tradutor da revista Executive Intelligence Review. Formado em História, mestre em Letras pela UERJ e doutorando em Filosofia pela mesma faculdade. Mantém o site http://www.oabertinho.com.br, onde publica alguns de seus escritos.
Lâmpada de Diógenes
9 de março de 2018 3:15 pmBem-vindos esses novos tempos
Apenas esse tipo de perspectiva traz algum alento quanto ao futuro da humanidade. Que o protagonismo de China e Rússia coloque o mundo nos trilhos em direção a um outro futuro. Um futuro que não seja o desejado pelo império, com uma maioria de miseráveis confinados em guetos em meio a um planeta destruído.
WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA
9 de março de 2018 3:17 pmPor aqui deverá demorar; Os
Por aqui deverá demorar; Os nossos “estrategistas de buteco”, os nossos ENTREGUISTAS, ainda confiam ou se vendem aos americanos do norte. Podemos ainda estar aliados aos BRICS, removendo o ENTULHO autoritario e anti-democratico.
Qual o real pensamento dos novos generais brasileiros?
Será o mesmo entreguismo de sempre?
Espero que não.
AMORAIZA
9 de março de 2018 8:10 pmPelo andar
da carruagem parece mais é que nós somos o entulho dos BRICS.
Passamos de elo fraco a elo perdido.
Avulsos, só mudaremos de dono com a geopolítica que se redesenha.
Olha só, sem o B de Brasil o banco soa bem mais mais próspero: os RICS
Rui Ribeiro
9 de março de 2018 3:50 pmA minha vingança sará miligrina
Quando a classe operária russa tomou o poder dos Czares, os capitalistas do mundo inteiro, inclusive os capitalistas dos EUA, se uniram para esmagar os revolucionários que ameaçavam os privilégios dos parasitas sociais de todo o planeta, obrigando os Revolucionários Russos a investir em armamentos e em defesa, em vez de investirem na produção de riqueza material, a fim de não serem esmagados. Agora o feitiço se volta contra o feiticeiro. Os países capitalistas afundam cada vez mais na própria merda da recessão/depressão econômica, desemprego, empobrecimento da população. Com essas novas supostas armas da Rússia, em vez de investirem na produção de riqueza material para aliviarem a situação de suas populações, os países capitalistas terão de investir em mais armamentos a fim de fazerem frente à Rússia, e esse investimento em armamentos terá um custo de oportunidade: ele se dará em detrimento da produção de riqueza material.
Renato Lazzari
9 de março de 2018 3:56 pmO problema com essas derrotas
O problema com essas derrotas dos EUA no mundo é que esse país passa a adotar políticas mais agressivas de invasão e ataque contra o nosso país, jogando bombas em nós como a tal de “lawfare” e até aumentando suas presenças miltares no nosso território, tudo isso sob o beneplácito de traidores brasileiros como a turma do Judiciário (visível nas celebridades da TV como Moro, dallagnol, Santos et caterva) ajudando-os a destriur nossas indústrias e nossa democracia, como a gangue dos admiradores incondicionais dos poderosos impérios trucidando aos que eles chamam de colônia (mesmo que a colônia seja o próprio país), dando um jeito de enfiar esse país que nos trata como inimigos em toda e qualquer pauta e até em estadunidenses aparentemente comuns, moradores nas nossas cidades mas espalhando suas dementes lavagens cerebrais (“Os EUA são o melhor país do mundo.”) entre nós.
Até que consigamos introjetar profundamente na nossa cultura a ideia de que acertamos quando defendemos nossos próprios interesses nacionais, seria mais conveniente que esse país estrangeiro e inimigo se mantivesse ocupado com a Rússia, a China… com outros países longe da gente. Sei que é preciso cuidado: assim como ex-alcoólatras não podem nem passar perto de um copo de pinga – coisa que quem nunca foi dependente pode fazer tranquilamente – também nós precisamos ter cuidado quando pensamos em EUA sem considerar os enormes prejuízos que esse país tem nos causado, desde ’64 e através de “bondades” como USAID, irmã Dorothy Stang, destruição de plataforma P-36 de petróleo, “acidente” na nossa base de lançamento de foguetes até na participação desses “americanos” em nossas sociedades de bairo e coisas que tais.
Talvez tenhamos estado dormindo com o inimigo por muito tempo. Agora, porém, estamos acordados.
Mariano S Silva
9 de março de 2018 4:53 pmTá muito parecido com as três
Tá muito parecido com as três potências de Orwell. Acho que, infelizmente, os gringos cravarão as garras nas Américas como sobrevivência. Mas, se forem estúpidos de mais não tirarão o bom proveito da civilização latina e desaparecerão muito rapidamente…
Ruy Acquaviva
9 de março de 2018 4:35 pmcom a broxa na mão
Nos últimos meses os EUA tem acenado com um grande desenvolvimento na eficácia de sistemas anti-míssil focados na destruição de mísseis balísticos antes que os mesmos possam chegar ao alvo. Pesquisas bilionárias em lasers de alta potência, canhões eletromagnéticos, misseis interceptadores e principalmente um extraordinário desenvolvimento de sistemas de detecção insinuariam que o arsenal estratégico das nações não alinhadas aos EUA estaria neutralizado.
Porém com esse simples anúncio Putin desarticulou toda essa estratégia, apresentando armas qusão impossíveis de serem detectadas e neutralizadas,ao menos com a tecnologia atual. Alguns analistas militares argumentam que Putin fez apenas um anúncio e não apresentou provas concretas da existência dessas armas, porém são armas factíveis e a possibilidade concreta de que ele realmente tenha esse arsenal à disposição já neutraliza toda a estrtégia de escudos antimísseis que o ocidente estava veiculando.
Pode-se falar o que quiser de putin, eu mesmo não sou nem um pouco fã dele, mas foi uma jogada de mestre. O ocidente ficou com a broxa dos escudos anti-míssil na mão.
Mariano S Silva
9 de março de 2018 4:48 pmTambém ri muito Rui, apesar
Também ri muito Rui, apesar de nossas desgraças, mas foi um gostoso riso de PAZ enfim!
Renato Lazzari
9 de março de 2018 6:14 pmEu não diria “ocidente”. O
Eu não diria “ocidente”. O ocidente é muito maior e muito mais diverso do que o único país ocidental que está promovendo terrorismo contra todos os outros, ocidentais ou orientais: os EUA. Dá prar dizer “EUA” em lugar de “ocidente” tranquilamente.
E já não bastasse os EUA terem tido que enfiar o rabo entre as pernas quanto às ameaças à Coreia do Norte, ficarem sem ação ante a promessa da China de comprar petróleo árabe em yuan, dos dirigentes das dus coreias se confraternizando e de muitas, muitas outras expressões de perda, agora vem esse zoeiro do Putin (“Vai ser legal receber a Alemanha para disputar conosco no inverno.”) colocar os EUA a morder os dentes de raiva.
Ruy Acquaviva
10 de março de 2018 10:20 pmNo caso usei o termo
No caso usei o termo “Ocidente” referindo-me aos EUA e Europa ocidental como Japão a reboque. Se o termo foi inadequado valeu a correção mas não se engane, a Europa Ocidental, ou seja a União Européia ou mais adequadamente, os países que mandam na União Européia também estão fazendo parte desse jogo geopolítico. Mas com os EUA a frente, certamente.
Mariano S Silva
9 de março de 2018 5:00 pmSe os grandes maçons do
Se os grandes maçons do Império desistirem de sua vingança contra a humanidade e sentarem à mesa para negociar a união das nações em um verdadeiro Governo Mundial democrático e representativo da diversidade magnífica da cultura humana, aí poderemos partir para o verdadeiro projeto: bem estar global na Terra e a conquista do Universo!
Luís Henrique Donadio Baptista
9 de março de 2018 5:02 pmLaRouche?
Alguém ainda leva a sério a seita dos LaRouche?
Renato Lazzari
9 de março de 2018 6:17 pmMatar o mensageiro?
Acho arriscado não levar a Rússia a sério…
Luís Henrique Donadio Baptista
9 de março de 2018 7:34 pmUma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa
Eu levo a Rússia a sério. O que eu não levo a sério são os LaRouches.
Rogério Mattos
9 de março de 2018 7:52 pmLenga lenga
É o mesmo lenga-lenga do “me cheira mal”. É assim que se fala boa parte das asneiras hodiernas.
Orlando Soares Varêda
9 de março de 2018 6:25 pmComo é que pode o Império
Como é que pode o Império mais poderoso do mundo, tomar pela segunda vez, tamanha rasteira tecnológica? Onde já se viu uma coisa dessas? E logo da Russia! Que prejú em meuirmão?
Se bem que, para quem observa pelas frestas e fendas do noticiário padronizado, dá pra perceber que o líder comunista e revolucionário chinês Mao Tsé-Tung, estava coberto de razão, quando chamava a máquina-militarista norte-america de “Tigre de Papel.”
Orlando
Dogbert
9 de março de 2018 7:57 pmManutenção do MAD, ou o fim do petrodolar
A doutrina MAD depende da premissa de que ambos os lados possam retaliar caso atacados. Essa premissa foi ameaçada pelo escudo anti-mísseis americano, que colocaria a Rússia e a China em posição de reféns, sendo obrigados a aceitar todas as imposições dos EUA. As novas armas russa garantem a capacidade de retaliação em caso de ataque americano. Só com a manutenção do MAD a Rússia e a China conseguirão desafiar a imposição do petrodolar, comprando e vendendo petróleo sem usar a moeda americana. Se pudessem atacar sem ser retaliados, os americanos iriam ameaçar destruir os dois países pelo simples fato deles não aceitarem a imposição do dolar.
Rui Ribeiro
11 de março de 2018 8:46 amHas the Star of Revolution rose above the streets of Moscow?
Será que tinham razão aqueles que atribuíam à Rússia a “missão histórica” de estabelecer um contraponto ao processo de “decadência sociocultural do Ocidente’?
“The star of revolution will rise high above the streets of Moscow, from a sea of blood and fire, and turn into a lodestar to lead a liberated humanity”. Bakunin