
Jornal GGN – O Senado Federal aprovou, em segundo turno e votação final, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que congela por 20 anos os gastos da União, interferindo em investimentos na saúde e educação. Com protestos por todo o país, a matéria foi aceita por 53 senadores, e apenas 16 contra de um plenário de 69 parlamentares.
A PEC do Teto dos Gastos era uma das prioridades do governo de Michele Temer para reagir frente à crise econômica. Ainda precisando ser decididos dois destaques, o projeto deve ser promulgado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta quinta-feira (15).
Entre os pontos, o Senado manteve o texto original sobre o salário mínimo, que será reajustado à inflação apenas e somente se o governo federal não conseguir cumprir o teto do ano anterior. Na prática, o salário mínimo não deverá ser acima da inflação e com base no percentual de crescimento econômico, como ocorria até hoje.
Além disso, a PEC que congelará os gastos públicos por 20 anos manterá o poder de compra do Orçamento, entre produtos e serviços. O objetivo seria conter o avanço da dívida pública, que chega a 66,2% do PIB, mais de 10 pontos percentuais em relação a 2006, ao passo que os gastos do governo aumentaram pouco mais de 3 pontos percentuais nesses 10 anos.
A medida é importante para o governo Temer como sinal verde ao mercado, uma tentativa de reconquistar a credibilidade, atraindo investimentos para o Brasil. A PEC também interfere na Constituição ao indicar que a medida não poderá ser alterada pelos próximos 10 anos, desde a sua vigência.
Tanto na saúde, quanto na educação, a PEC mantém o mínimo de 18% dos impostos para a educação e 15% para a saúde somente no ano de 2017, sendo alterado em 2018, com o piso reajustado pela inflação do ano anterior, novamente não superior.
Estudo recente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que a saúde pode perder até R$ 743 bilhões nos 20 anos de vigência da PEC. A educação perderá até R$ 25,5 bilhões por ano, segundo cálculos técnicos da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados.

Inclusive o relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Philip Alson, criticou a PEC 55, afirmando que ela poderá aprofundar os níveis de desigualdade social no Brasil, colocando o país “em uma categoria única em matéria de retrocesso social”.
Nesta quinta-feira (15), dois destaques serão apresentados pelos deputados da oposição e serão votados separadamente. Após a decisão, a proposta poderá ser promulgada pelo Senado.
Sergio Saraiva
13 de dezembro de 2016 5:14 pmResultado já esperado
Quando o STF enfiou o rabo entre as pernas e engoliu Renan, já estav claro a aprovação da PEC.
Não é Temer ou o Congresso ou o STF quem manda no Brasil. O rentismo é o senhor.
Rogério Bezerra
13 de dezembro de 2016 5:21 pmPEC 55 já fez estrago!
Depois
PEC 55 já fez estrago!
Depois de 3 anos o posto de saúde do bairro está sem médico. Dr. Ramon retornou para Cuba.
Como minha esposa ficou tetraplégica por incompetência de fdp anestesista e neurocirugiões eu não dou um tostão para a máfia de branco.
Se os 99% de mérdicos racistas, traíras e desumanos que combateram o Programa Mais Médicos esperam que eu os procure, se ferraram. Pego uma avião e vou a Cuba, mas não entrarei em consultório de nenhum deles.
P.S.:
Sr. Nassif! Conta prá nós quem bancava pela coluna terrorista de dólar e bolsa que depois do golpe sumiu do ggn.
Álvaro Noites
13 de dezembro de 2016 5:54 pmE o tal do Empiricus né?
Pois
E o tal do Empiricus né?
Pois é, desapareceram.
jvicente
13 de dezembro de 2016 5:56 pmNão entendi o P.S.
Prezado Não entendi o P.S.
Favor explicitar
Veri
13 de dezembro de 2016 5:22 pmVamos ver se o Rodrigo Janot vai continuar inerte
De acordo com o MPF, ‘a PEC 241 instituiu “Novo Regimes Fiscal” pelos próximos vinte anos, tempo longo o suficiente para limitar, prejudicar, enfraquecer o Poder Judiciário e demais Instituições do Sistema de Justiça e, nesse alcançce, diminuir a atuação estatal no combate às demandas de que necessida a sociedade, entre as quais: combate à corrupção, combate ao crime, a atuação na tutela coletiva, a defesa do interesse público’.
http://www.mpf.mp.br/mwg-internal/de5fs23hu73ds/progress?id=l59jTO_KZcEcGYvNGI9-UOC_o10SBS7KfLLPSrnBv20,&dl
Se é assim, o MPF vai defender o interesse público em face dessa inconstitucionalidade ou vai ficar inerte?
Fábio Di Natale
13 de dezembro de 2016 5:32 pmPara a Rua!
A saída é a rua! Não, não, não!!! Temos de protestar, temos de impedir essa emenda. Não poderíamos concordar com isso em hipótese alguma, muito menos diante de tantos descalabros, falcatruas e prepotências. Pagaremos os rentistas e deixaremos nossos doentes morrerem e nossas crianças e jovens ficarem sem uma educação laica e digna? Não, não e não!!!
Gabriel Moreno
13 de dezembro de 2016 5:33 pmVitória do rentismo, do 0,1%
Vitória do rentismo, do 0,1% da população contra os restantes 99,9%. Agora é o povo lutar para tomar tudo de novo, com Lula na liderança. Não existe outra opção.
Serjão
13 de dezembro de 2016 7:47 pmLULA
Já foi LULALÁ.
Agora é LULAJÁ!
Ou é todo mundo na rua, ou não é nada!
É o FIM do Brasil.
Miséria absoluta no país que retornará a ser o grande exportador de bananas.
Não só a fruta!
Cada um na rua é um soldado e cada celular é uma câmera.
Sejamos todos a Mídia
J.J. Lopez
13 de dezembro de 2016 6:03 pmParabéns Michel Temer
Devemos nos orgulhar de um governo e um presidente que trabalham unidos e atingem seus objetivos. A classe média brasileira incompetente e frouxa, mainipulada pela Gobo e alfabetizada pelo Luciano Huck, Ana Maria Braga, Faustão, Altas Horas e Willian Bonner entre outros prefere a fofoca fácil do facebook a lutar pelos seus direitos e dos seus filhos. Aliás esses covardes não sabem sequer o significado da palavra família. Contentes em comer pizza no final de semana regada a muita cerveja gelada acham que o país llimita-se ao seu mundinho impregnado de preconceito.
Adoradores de salvadores da Pátria tem na Avenida Paulista a passarela dos seus sonhos onde a pretexto de exercitarem a cidadania querem mesmo é desfilar o seu narcisismo burro, inconsequente e preconceituoso. Com uma classe média dessas Michel Temer precisa urgentemente ao invés de ser criticado ser canonizado. Uma geração inteira irá pagar o pato amarelo dado de propina a esses aculturados exóticos. O Brasil não merece uns canalhas desse nível.
Fernando J.
13 de dezembro de 2016 6:15 pmO provedor da Santa Casa de SP (e herdeiro do Itaú) e a PEC 55
O provedor da Santa Casa de SP (e herdeiro do Itaú) e a PEC 55
A revista Brasileiros que está nas bancas traz a matéria SANTO CAOS – Em entrevista à Brasileiros, o pediatra José Luiz Setúbal, 60 anos, um dos herdeiros do Banco Itaú, faz um balanço de seus 18 meses de gestão à frente da Santa Casa de São Paulo.
Dados da reportagem – a gestão (criminosa) anterior de Kalil Abdala, afastado e sob investigação do MP, deixou uma dívida de R$ 878 milhões, cujo serviço (juros) custam entre R$ 9 e 10 milhões/mês. Está sendo financiada pelos credores (Receita Federal, fornecedores e funcionários), dívidas trabalhistas e tributárias suspensas. Enxugamento – Desde a posse, o novo gestor demitiu 1.397 pessoas, também conhecidas por seres humanos. Havia 39 unidades de saúde, restaram 6.
Diz o médico herdeiro do Itaú: “Somos um hospital filantrópico e atendemos 100% SUS. (…) com essa crise enorme que está no País, estamos funcionando abaixo do que deveríamos porque não há insumos. (…) Como precisamos cobrir o buraco do subfinanciamento do SUS (responsável por mais de 90% dos recursos da Santa Casa), decidimos informatizar primeiro o Hospital Santa Isabel, que também pertence à Irmandade e gera recursos, o que melhorou os resultados.”
Quer dizer, o administrador está lá dentro há 18 meses, um hospital filantrópico, 100% SUS, mais de 90% da receita oriunda do SUS, portanto ele tem perfeita noção da situação e dos impactos (tragédia) que a PEC 55 causará ao longo dos anos a uma instituição com esse perfil. No entanto, quando perguntado, disse responder como médico. Lamento discordar, mas o Banco Itaú está alinhado com o desmonte do Estado Social, portanto a resposta não foi do médico, mas do herdeiro do Itaú:
Como a aprovação da medida que congela o teto dos gastos públicos, a PEC 55, interferirá na crise da Santa Casa?
Sempre respondo como médico. O Brasil é um paciente crítico. Os remédios para o paciente crítico são duros, mas devem ser tomados. Fazer quimioterapia é um remédio ruim para a pessoa, porque cai o cabelo, a pessoa fica propensa a ter outras infecções, fica fraca, mas é necessário para curar o câncer. É um pouco isso o que penso da PEC 55. O Brasil precisa tomar essas atitudes, ter coragem para enfrentar seus problemas e não varrer para debaixo do tapete. Tenho estudado o sistema de saúde do Brasil e não pode ficar como está. Minha vida profissional se deu na medicina suplementar e não sou especialista na área pública, mas acho que a governança do nosso sistema de saúde é ruim como um todo, e na área pública é ainda pior. Há um grupo liderado pelo Claudio Lottenberg, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, chamado Conexão Saúde, que tem estudado o assunto.
[email protected]
13 de dezembro de 2016 6:17 pmE agora? Quais os próximos
E agora? Quais os próximos passos na continuidade da luta contra essa barbárie?
Roberto S
13 de dezembro de 2016 6:33 pm20 anos
uma geração interia!
Bovino
13 de dezembro de 2016 7:29 pmcongresso sequestrado pelo
congresso sequestrado pelo judiciário, judiciário sequestrado pela velha mídia, velha mídia sequestrada por Wall Street.
Detalhe da votação, sempre bom ressaltar: PDT unânime no SIM.
Serjão
13 de dezembro de 2016 7:49 pmO gogó de ouro
Não é este o partido do Ciro?
O que quer ser Presidente?
LULAJÁ!
Fábio de Oliveira Ribeiro
13 de dezembro de 2016 7:49 pmAgora é oficial.O Senado
Agora é oficial.
O Senado declarou GUERRA à maioria da população brasileira.
Será necessário aceitar a guerra, conjurar aliados e arrumar armamentos pesados.
@SenadoFederal declared WAR against the majority of the Brazilian population. Please @PutinRF send fighters, submarines, tanks and missiles. https://t.co/nZ1vMJ0BYT
Marcos RTI
13 de dezembro de 2016 7:52 pmONU: infraestrutura, saúde e educação? Esqueça!!!
“A longo prazo, as implicações serão de que os gastos públicos em proporção do PIB, Produto Interno Bruto, irão decair cada vez mais a cada ano em termos reais. Isso, naturalmente, vai afetar a capacidade de se investir em infraestruturas econômicas e atender demandas sociais, como investimentos em programas de bem-estar social, saúde e educação.”
O FMI em 2013 revisou políticas de ajuste fiscal executadas durante os últimos 30 anos por países desenvolvidos e em desenvolvimento. A conclusão foi de que o primeiro reflexo de cortes nos gastos públicos é um aumento do desemprego e consequente aumento da desigualdade social.
Da BBC Brasil
PEC do teto é radical e compromete investimentos em infraestrutura, saúde e educação, diz órgão da ONU para desenvolvimento
Marina Wentzel De Basileia (Suíça) para a BBC Brasil
Em meio à aprovação definitiva do Projeto de Emenda Constitucional que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, organizações internacionais se pronunciaram contra a mudança na base da legislação brasileira e afirmam que ela resultará em atraso no desenvolvimento econômico do país, aumentando a desigualdade social.
A chamada PEC 55, aprovada em 2º turno no Senado nesta terça – por 53 votos a 16 -, determina que os gastos com políticas sociais, em especial educação e saúde, sejam apenas corrigidos pela inflação do ano anterior dentro das próximas duas décadas, não recebendo aumento conforme previsto no texto de 1988.
Como já havia recebido aval da Câmara, a PEC entra imediatamente em vigor.
Em entrevista à BBC Brasil na véspera da aprovação final, um especialista da UNCTAD, agência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento, disse que a emenda é “radical” e seria uma “camisa de força”, que comprometeria a flexibilidade necessária para responder às mudanças que mercados enfrentam.
O economista e pesquisador da organização, Ricardo Gottschalk, reconhece que é necessário se aplicar um controle às contas públicas, mas questiona se a desigualdade social gerada pela medida fará sentido.
“O objetivo da PEC 55 é sinalizar aos mercados que o Brasil está levando a sério a austeridade fiscal e que a dívida nacional não vai ficar fora de controle nos próximos anos. Entretanto, aprovar uma medida que congela os gastos públicos em termos reais pelos próximos 20 anos é bastante radical”, afirmou Gottschalk.
“Isso vai retirar a flexibilidade das políticas econômicas. Os gastos fiscais estarão amarrados por uma camisa de força, o que a UNCTAD não acredita que seja o melhor para qualquer país, seja ele desenvolvido ou em desenvolvimento. A política fiscal precisa ser flexível e ser aplicada de forma anticíclica, especialmente em tempos de recessão”, explica o especialista.
Longo Prazo
Gottschalk argumenta que o problema está no longo prazo, pois a PEC 55 “afetará uma geração inteira de brasileiros, com consequências cada vez mais negativas à medida que os anos passam”.
“A longo prazo, as implicações serão de que os gastos públicos em proporção do PIB, Produto Interno Bruto, irão decair cada vez mais a cada ano em termos reais. Isso, naturalmente, vai afetar a capacidade de se investir em infraestruturas econômicas e atender demandas sociais, como investimentos em programas de bem-estar social, saúde e educação.”
O engessamento do Brasil nesse rumo, sem a possibilidade de reavaliação de rota, é uma escolha com impactos estratégicos que preocupa Gottschalk, pois afetará toda a dinâmica da estrutura de investimento do governo e a capacidade da sociedade se desenvolver.
“Haverá implicações enormes para a composição do gasto público total”, prevê. Segundo o economista, a alocação dos recursos públicos se dará pela manipulação da influência do lobby, de modo que setores frágeis, como o das políticas sociais, sairão perdendo.
O governo contra-argumenta com a previsão de que somente com a implementação da PEC 55 será possível obter um saldo positivo entre arrecadação e gastos da ordem de 2,5% do PIB em 2026.
Desafio
Essencialmente, o desafio do governo é colocar as contas em equilíbrio, cortando gastos e aumentando arrecadação, para sanear a dívida pública. O Ministério da Fazenda estima que em 2016 o déficit fiscal será de 2,7% do Produto Interno Bruto.
Em declaração dada à BBC Brasil, o Ministério da Fazenda defendeu a PEC 55 como “necessária para a recuperação econômica”, pois “o Brasil enfrenta a pior crise desde o começo do século 20, em que em dois anos o PIB per capita despencou 10%”.
O Ministério ainda afirmou que a preocupação urgente com o corte de gastos é garantir estabilidade, para que se possa reduzir no futuro o pagamento de juros, o que consome cerca de 8% de toda a riqueza produzida pelo país a cada ano.
“Uma vez que o controle sobre gastos públicos reduzir o desequilíbrio fiscal, os juros irão cair. Como resultado, haverá mais dinheiro disponível para gastos em políticas sociais.”
Gottschalk, concorda que há a necessidade de um ajuste fiscal, mas questiona se a PEC 55 foi bem calibrada, adotando elementos que correspondam aos interesses da maioria da sociedade e não pesando apenas sobre os mais pobres.
“As consequências para os segmentos mais vulneráveis da população podem ser bastante fortes e nocivos (…) a sociedade brasileira não teve a chance de debater a PEC 55 ou propor alternativas. Isso é lamentável, porque é perfeitamente possível se desenhar um caminho central para o equilíbrio dos gastos públicos (e dívida pública), que esteja ao mesmo tempo de acordo com as necessidades sociais e econômicas do Brasil e que seja sustentável ao longo do tempo.”
Declarações x estudos do FMI
Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda ressaltou que “a política de austeridade fiscal está sendo implementada com a preservação das políticas de proteção social”. E ressaltou que “a PEC recebeu apoio expresso do FMI em nota divulgada pela diretora-geral Christine Lagarde em outubro, na qual foi destacada a importância da proposta para a volta do crescimento inclusivo e sustentável”.
Lagarde realmente elogiou a medida e se disse “encorajada pelo foco e direção das reformas”. No último relatório sobre o Brasil, publicado em novembro, o fundo afirma que a PEC é necessária e põe educação e saúde na mira dos cortes.
“A aprovação e rápida implementação de limites nos gastos poderia ajudar a melhorar a trajetória de longo-prazo do gasto público e permitir a estabilização e eventual redução da dívida pública em porcentagem do Produto Interno Bruto”, diz o documento, acrescentando ser necessário “acabar com o pré-destinamento de verbas” para setores de saúde e educação.
Outros estudos econômicos do próprio Fundo Monetário Internacional, entretanto, mostram que pacotes de ajustes fiscais podem ter resultados adversos, dependendo das estratégias escolhidas na gestão pública.
“Pacotes de cortes nos gastos públicos tendem a piorar mais significativamente a desigualdade social, do que pacotes de aumentos de impostos”, afirma levantamento publicado em 2013 e assinado pelos especialistas Jaejoon Woo, Elva Bova, Tidiane Kinda e Y. Sophia Zhang.
A BBC Brasil contatou diretamente o FMI e os autores do estudo – para compreender se haveria alguma contradição entre esses posicionamentos – mas não houve resposta até a publicação dessa reportagem.
O documento de 2013 revisou políticas de ajuste fiscal executadas durante os últimos 30 anos por países desenvolvidos e em desenvolvimento. A conclusão foi de que o primeiro reflexo de cortes nos gastos públicos é um aumento do desemprego e consequente aumento da desigualdade social, indicador medido pelo índice Gini. Um coeficiente Gini 0 representa a plena igualdade, enquanto que 1 é o máximo de desigualdade.
Na média, um corte nos gastos da ordem de 1% do PIB gera aumento de 0.19 pontos percentuais no nível de desemprego durante o primeiro ano, enquanto que o aumento da desigualdade no índice Gini oscila de 0.4 a 0.7 porcento nos dois primeiros anos, afirma o estudo.
Em termos amplos, é o desemprego gerado pelo corte nos gastos o grande vilão.
“De forma aproximada, cerca de 15% a 20% do aumento de desigualdade social por conta de pacotes fiscais ocorrem por causa do aumento de desemprego.”
O levantamento afirma ainda que “um alto nível educacional reduz a diferença social”, posição que parece contraditória em relação à recomendação recente do FMI para acabar com pré-destinamento de verbas a esse setor.
Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, o relator da ONU pra Direitos Humanos e Extrema Pobreza, Philip Alston lamentou o impacto da PEC 55.
“Atualmente, o Brasil já não está investindo dinheiro suficiente em educação e, se ficar preso em um ciclo de diminuição de investimento, isso significará um revés não apenas para as crianças brasileiras, mas também para a competitividade global do país”, disse.
Segundo dados compilados pela ONU, o Plano Nacional de Educação estima que são necessários investimentos anuais de R$37 bilhões para garantir a qualidade do ensino.
A PEC 55, entretanto, irá reduzir os gastos em R$ 47 bilhões nos próximos oito anos. Isso dificultará ainda mais o futuro de 3,8 milhões de crianças carentes que atualmente já não vão à escola.
Cortes de gastos ou aumento de impostos
O mesmo estudo do FMI de 2013 destaca com relevância que o ajuste fiscal de um país não é feito somente de cortes, mas principalmente com aumento de arrecadação sobre os indivíduos com mais renda. No caso das economias mais avançadas, elas aplicaram no passado medidas de redistribuição, que diminuíram a desigualdade social.
“Em economias avançadas, políticas fiscais redistributivas desempenharam um papel significante na redução da desigualdade de renda, por meio de um sistema progressivo de impostos e transferências sociais”, afirma o documento do FMI.
Um estudo do PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgado em março, revelou que o Brasil cobra quase tantos impostos quantos os países ricos, mas não o faz da mesma maneira. Ao invés de mirar nos indivíduos com maior poder aquisitivo, o Brasil onera a classe média.
Os “super-ricos” do Brasil, ou 0,05% da população, pagam proporcionalmente menos impostos do que pessoas de renda intermediária. Brasileiros com ganhos médios anuais de mais de R$ 4 milhões usufruem de isenções sobre lucros e dividendos, o que faz com que na prática paguem uma alíquota média de 7%, enquanto que cidadãos comuns pagam 12%.
Essa prática de desoneração privilegiada é diferente da realidade nas economias avançadas. Entre os membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE, a carga tributária recai maioritariamente sobre o patrimônio, enquanto que no Brasil os impostos recaem sobre bens e serviços.
“O que realmente é chocante para mim é que se você olhar a análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) eles preveem que isso (o congelamento dos gastos) será problemático e eles não veem isso como uma solução necessariamente para os problemas do Brasil”, concluiu Alston.
Maria Cristina da Costa Müller
13 de dezembro de 2016 10:35 pmPEC 55/ VOLTA DILMA/ ELEIÇÕES GERAIS
SERÁ QUE NÃO SERIA O MOMENTO DE O STF TER CONSCIÊNCIA DA CALAMIDADE PÚBLICA QUE O NOSSO BRASIL
ESTÁ ENFRENTANDO, DEVIDO À SUA LETARGIA E FALTA DE ATITUDE PATRIÓTICA, DEIXANDO O CONGRESSO NACIONAL
(NACIONAL OU NORTE-AMERICANO?) COMETER TODO TIPO DE ATROCIDADE CONTRA O NOSSO POVO BRASILEIRO
SECULARMENTE EXPLORADO? AH! ESQUECI DE UM PEQUENO DETALHE: A MAIORIA DESSA CORJA SE VENDE MUITO
CARO, TROCA TUDO POR DÓLARES E VÃO DESPEJAR SUA IGNORÂNCIA E FALTA DE PATRIOTISMO, OU MELHOR, DE
BRASILEIRISMO NOS CAIXAS DE MIAMI E NOS COFRES DE PARAÍSOS FISCAIS (PARA NÓS, POBRES MORTAIS, INFERNOS
QUE QUEIMAM, DESTROEM E DEVASTAM NOSSOS SONHOS E DESEJOS DE UM BRASIL JUSTO, SEM MEDO DE SER
FELIZ.
A ESPERANÇA VAI, DE NOVO, VENCER O MEDO, EXCELENTÍSSIMA MINISTRA PRESIDENTA DO STF, DRA. CARMEM
LÚCIA.
AINDA HÁ TEMPO DE O STF CORRIGIR O TREMENDO EQUÍVOCO COMETIDO CONTRA UMA BRASILEIRA DIGNA E
HONRADA E ANULAR O PROCESSO DE IMPEACHMENT, PARA QUE A NOSSA LEGÍTIMA PRESIDENTA DILMA ROUSSEF
E SEUS MAIS DE CINQUENTA E QUATRO MILHÕES DE BRASILEIROS E BRASILEIRAS (QUE, HOJE, CERTAMENTE, SÃO
MUITOS MILHÕES A MAIS) POSSAM VOLTAR AO PALÁCIO DO PLANALTO, VARRER AQUELES PESTILENTOS IMUNDOS
QUE ASSALTARAM O BRASIL E CONVOCAR NOVAS ELEIÇÕES GERAIS. ISSO QUER DIZER: FAZER UMA LIMPA E FAXINA
EXTREMAMENTE MINUCIOSA, COMO SÃO FEITAS EM UMA UTI.
Serjão
14 de dezembro de 2016 3:22 amDesculpe, Dilma, Querida Presidenta
https://www.youtube.com/watch?v=PujQtgVkvXM
https://www.youtube.com/watch?v=PujQtgVkvXM
Meire
14 de dezembro de 2016 12:38 amOh, corja burra, além de ladrona!
Os bandidos do gope achincalharam a Constituição, e agora acreditam terem aprovado um remendo sujo, à mesma, e acreditam que ao longo do tempo serão obedecidos.