6 de agosto de 2026

A decisão do MPF de Porto Alegre contra o MST é prova do ativismo político, por Luis Nassif

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A decisão dos procuradores do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, de responsabilizar o MST (Movimento Sem Terra) por qualquer manifestação em Porto Alegre é sinal claro de que a maioria da corporação é parceira do golpe.

Se era uma questão de segurança na cidade, bastaria oficiar a prefeitura. Ao focar a representação no MST, a decisão clara é  penalizar uma entidade constituída, que é uma pessoa jurídica.

Á medida em que vão se aproximando os momentos políticos decisivos, seja o julgamento de Lula ou as eleições presidenciais, ficará cada vez mais nítida a face desse MPF golpista, hoje hegemônico dentro da corporação.

 
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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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26 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    30 de dezembro de 2017 3:23 pm

    Não há como perdoar

    o golpismo dos M.P.’s. A democracia brasileira para ser real deverá fechar esses antros de golpismo e recomeçar do zero.

  2. Flavio Martins e Nascimento

    30 de dezembro de 2017 3:30 pm

    Não pensemos em MPF como uma

    Não pensemos em MPF como uma instituição de homens notáveis, cuja formação e saber é algo sobrehumano e meritório como eles mesmos se veem; não, é um grupo de sujeitos oriundos de uma classe média formada pelos meios de comunicação do Brasil que bem sabemos. São, portanto, conservadores – o que não é necessariamente mau -, mediocres – de ‘medio’, ‘mediano’ – e classistas – defendem o seu e ponto -. Resumindo: tucanos. Amargarão um bom tempo por não terem candidatos para chamarem de seus; sendo assim, expressarão, uma vez mais, sua amargura em atos contra qualquer coisa que tenha jeito ou cheiro de gente.

     

  3. JB Costa

    30 de dezembro de 2017 3:32 pm

    Tem que recorrer, tem que

    Tem que recorrer, tem que estrebuchar. Nada de dar trégua ao arbitrio e a prepotência. O Ministério Público em todas as esferas se auto investiu de prerrogativas que não são deles nem de ninguém, posto que claramente direcionadas para fins políticos. 

    Vivemos ou não numa democracia? 

  4. Schell

    30 de dezembro de 2017 3:53 pm

    Afinal, de que corrupção

    Afinal, de que corrupção mesmo estaríamos falando? De que quadrilha estaríamos falando? De que bandidagem? De que criminosos? Pobre país de merrecas nas mãos desses golpistas-temeristas-ladrões: não há gravatinhas com lencinhos que consertem essas barbaridades que (eles mesmos) estão produzindo. 

  5. Rpv

    30 de dezembro de 2017 4:13 pm

    Simples e direto

    “ficará cada vez mais nítida a face desse MPF golpista, hoje hegemônico dentro da corporação”.

    Parabéns, Nassif. Em momentos decisivos não se pode tergiversar. É preciso ser claro e objetivo.

    Esse MPF hegemonicamente golpista, no fundo o que sente é asco do povo brasileiro, majoritariamente pobre, mestiço e com baixa escolaridade.

    Sua participação golpista, no sequestro da democracia, visa ampliar o muro que divide o Brasil.

    Todo orçamento para uma minoria privilegiada. A maioria pobre, que se contente com os restos do banquete.

    Procuradores e juízes, ao desrespeitarem a constituição (com salários acima do tempo, entre outras arbitrariedades) são aliados da pior escória política, da grande mídia oligopolista, do mercado financeiro e dos grandes capitais internacionais que querem jogar a maioria do povo brasileiro num gueto (presídios e favelas). Querem vê-los longe dos shopping centers, dos aeroportos, das universidades e dos centros urbanos. Pobre mestiço, só serve para limpar o chão, recolher lixo, se prostituir, abastecer e limpar carro, matar e morrer como segurança.

    Esses marajás engravatados, que não respeitam a constituição, são SÁDICOS. Inimigos da pátria e contra a emancipação da maioria do povo brasileiro.

  6. Franci

    30 de dezembro de 2017 4:13 pm

    Esse MPF

     

    Esse MPF

  7. Ferreti

    30 de dezembro de 2017 4:23 pm

    Por que vocês não aceitam

    Por que vocês não aceitam comentários divergentes? O blog se diz democrático mas não publica nada que não seja a favor de Lula.

    Vocês falam tanto em democracia…cadê?

  8. Ferreti

    30 de dezembro de 2017 4:34 pm

    E o que vai acontecer?

    E o que vai acontecer?

  9. Flics

    30 de dezembro de 2017 4:41 pm

    MPF?

  10. jruiz

    30 de dezembro de 2017 5:15 pm

    Assembleia Nacional

    Assembleia Nacional Constituinte e reconstrução de toda a estrutura do estado, começar tudo do zero.. cargo por cargo..

  11. Ferreti

    30 de dezembro de 2017 5:19 pm

    Teste.

    Teste.

  12. Ficher

    30 de dezembro de 2017 5:27 pm

    Democracia.

    Gente. Vamos respeitar que diverge da gente?

    1. Eduardo Outro

      30 de dezembro de 2017 8:31 pm

      Vamos respeitar os que

      Vamos respeitar os que divergem da gente ou são os divergentes que não respeitam a gente ? Se não tivesse lido seu outro comentário, que não foi deletado, suporia que você é apenas um midiota analfabeto político, talvez até sem culpa. Como li, suponho que seja mais do que isso.

  13. Luis Fraga

    30 de dezembro de 2017 5:36 pm

    Nassif, por favor…

    …que o ativismo político do MPF e de parte do Judiciário é gritante já está demonstrado.

    O que não ficou claro para mim e ainda procuro explicação, é o porquê.

    Quando e por que isto aconteceu? Qual foi o motivo desta eleição do PT e de Lula como inimigos políticos?

    Em minhas tentativas de entendimento fico me pergunto se a Lei de Transparência, que expôs os salários deste pessoal terá sido parte do motivo.

  14. Ficher

    30 de dezembro de 2017 5:47 pm

    Depois do que vou escrever

    Depois do que vou escrever aqui, serei deletado.

    Gente. Lembram do conto ” o rei está nu!”, Que conta a história de gente que, mesmo vendo e rei nu – mas induzido que só os inteligentes podiam ver as vestes do rei ?Todos viam que o rei estava nu, mas para não ser tachado de idiota, diziam que a roupa do rei era maravilhosa. Até que uma criança gritou: o rei está nu!, pára que todos vissem que o rei…estava nu.

    Falo isso porque em certos, blogs – este incluso – não são aceitos comentaristas que divergem da adoração que certos petistas dão a Lula. Aqui não é permitido divergir, contrastar com o pensamento da devoção ao deus-Lula.

    Vocês querem Lula eleito. Acham que ele vai reinar – se for eleito – absoluto, sem oposição, sem contradição?

    Respeitem as opiniões contrárias. Que gosto tem fazer parte de um blog onde os comentários não tem contradirório? Ainda mais que vocês sempre falam em democracia.  Democracia é os diferentes respeitarem a opinião uns dos outros.

     

    1. Lionel Rupaud

      30 de dezembro de 2017 6:35 pm

      Aqui no blog não temos obrigação nenhuma de aguentar

      os fascistas que temos que aturar no convivio com a classe media brasileira.

      Só isso.

      Aqui é espaço de civilização, o que exclui automaticamente o fascismo.

    2. AMORAIZA

      30 de dezembro de 2017 8:06 pm

      Ficher
       

      Por quê você acha Lula um deus?

      Ao admitir a sua divindade você o carrega de importância.

      Outrossim, o assunto de que trata o post é o MST , ou Movimento dos Sem Terra, pessoas que não tem nem onde viver e nem onde cair mortas.

      Gente sem importância para pessoas que pensam como você, e com as quais o Lula se importava.

      Se o rei está nu a criança que denuncia não é você, que está com a maioria.

      O rei que está nu é o que lhe governa neste momento.

      E de minha parte, é sempre interessante ver opiniões contrárias. Pode enriquecer os debates.

      Abraços

  15. peregrino

    30 de dezembro de 2017 5:58 pm

    MPF deixou de ser um intrumento de proteção da sociedade…

    por ter contribuído para o golpe, alterou completamente seu mecanismo que passou a ser de estigmatização dos contrários

    e de demonstração de poder…………………………..

    tem hoje todo e qualquer núcleo que tenha força política como seu alvo principal

    são ilusórios, pela seletividade, todos os seus discursos e suas justificativas para o combate a corrupção e da preservação da ordem e da segurança

  16. celso silva

    30 de dezembro de 2017 6:18 pm

    Fica relax, pessoal. Todos

    Fica relax, pessoal. Todos sabemos o porquê disto tudo. É deixar o Lula fora da eleição. Quando este objetivo for alcançado, eu quero crer que não ocorrerá, mas tudo, tudo compurca a favor dos fascistas, aí, isntalado no poder o representante dos três por cento que aprovam o vampiro, ai de quem ousar atentar contra a constituição. Aí ficará aquela palhaçada da mídia amiga puxaando o saco dos trogloditas que dominam o país e qualquer um que colocar em dúvida a moral ilibada dos aécios será prontamente queimado na praça púbilca da audiência global.

    1. peregrino

      30 de dezembro de 2017 8:17 pm

      rs…………………bem colocado

      mas deixemos rolar solto,

      ou sem que estejam cientes dos riscos, porque eles, não os riscos, são poucos

  17. Fábio de Oliveira Ribeiro

    30 de dezembro de 2017 6:22 pm

    Sua preocupação é pertinente

    Sua preocupação é pertinente Nassif. Mas  a forma que você usou expressa-la não é muito adequada.

    O “ativismo judicial” deveria ter como ambição aumentar e não reduzir a amplitude da cidadania.

    A ação repressiva do MPF neste caso é evidente. Ela evoca aspectos terríveis da nossa história jurídica, como a Devassa por ocasião da Inconfidência Mineira, os processos por estupro abertos na época do Império contra negros que se tornavam amantes de mulheres brancas e a convivência pacífica entre Procuradores e a Ditadura Militar. Na última década isso ficou patente em razão do sucesso do Direito Penal do Inimigo que, revogando implicitamente os princípios constitucionais do Direito Penal, legitimou tanto a perseguição político-processual dos petistas quanto a tolerância judiciária aos assassinatos praticados em serviço por policiais.

    As instituições jurídicas brasileiras sempre funcionaram de maneira atávica, legitimando grotescamente a brutalidade senhorial e a exclusão social. Por isso, não estamos diante de um caso de “ativismo judicial” e sim de “atavismo repressivo” do MPF.

     

    1. peregrino

      30 de dezembro de 2017 8:02 pm

      valeu ter chamado a atenção para este detalhe…

      não se trata de simples restrição de liberdades e das garantias constitucionais

      é combate frontal mesmo, direto, sem respeitar qualquer tipo de demarcação legal

      todos crias de teorias que interpretam como sendo de cunho afirmativo, quando na realidade nunca foram…………….

      sacou? teorias que apenas apontam na direção da democracia que eles sonham como sendo a ideal e que só por isso, pasme, seguem acreditando que é possível ou permitido destruir a que temos para colocar a deles

      1. peregrino

        30 de dezembro de 2017 8:12 pm

        vale um estudo mais aprofundado…

        porque iniciaram não respeitando as demarcações legais,

        e hoje não respeitam nem as científicas………………………………

        em certos pontos das denúncias e até sentenças condenatórias já substituíram até pelas demarcações bíblicas

  18. Sergio Silvino

    30 de dezembro de 2017 8:41 pm

    MST
    Infelizmente, quando o MST passa em manifestação por alguma rua ou avenida de uma cidade civilizada, ele passa como se fosse uma nuvem de gafanhotos, não ficando nada de pé ou inteiro.

    1. Eduardo Outro

      31 de dezembro de 2017 11:20 am

      Se você fala é porque você

      Se você fala é porque você viu. Está em pé e inteiro. Dúvida: Você é do MST ou um calhorda fascista que estava infiltrado ?

  19. Cícero Costa

    30 de dezembro de 2017 11:04 pm

    Em momentos como este, a palavra de ordem é RESISTIR !!

    Vivenciamos hoje no Brasil tempos muito parecidos com os dias sombrios da Inquisição, onde pessoas eram levadas coercitivamente para o cárcere, julgadas e condenadas com base apenas na suposição de que eram “bruxas”, sem prova alguma que as incriminasse e sem direito à defesa.

    O fato é que, com o golpe parlamentar de 2016, o Estado de Direito, constitucional e democrático parece ter dado lugar a um estado tirânico, sob a direção de déspotas togados que estariam se valendo da lei como arma de guerra contra adversários políticos, prática essa a que a doutrina chama de “lawfare”, que consiste – na prática – em condenar sem provas homens públicos inocentes, para manter no Poder aliados políticos delinquentes.

    Direitos e garantias constitucionais já não vigem mais. Pessoas estão sendo condenadas sem a observância ao devido processo legal. Pessoas estão sendo arrancadas dos seus lares e levadas à força para os calabouços das delegacias sem direito à defesa, sem qualquer prova contra elas e com base apenas em convicções.

    “Prende-se para investigar, prende-se para fragilizar, prende-se para forçar a confissão e, por fim, prende-se para desgastar, subjugar, ameaçar e forçar a colaboração premiada”, conforme escreve o Professor Cezar Bitencourt (pós-graduação/PUC- RS).

    A rapidez com que o processo do Lula tramitou no TRF4 é uma prova clara da implacável perseguição judicial promovida contra o ex-presidente.

    Em tempo recorde, o relator do recurso concluiu seu voto e remeteu os autos ao revisor. Ao receber os autos, o revisor do processo do Lula fez algo impossível de ser feito por qualquer outro ser humano aqui na Terra: o distinto revisor teria lido 250 mil páginas do processo em 6 dias, ou como bem lembrado pelo sociólogo Emir Sader nas redes sociais, o revisor do processo do Lula “leu 2 mil páginas por hora, sem dormir, durante 6 dias”.

    Com essa pressa toda, tudo indica que o TRF4 manterá a sentença contra Lula, negando assim ao povo o direito constitucional de eleger seu presidente; e numa canetada de três juízes do 2º grau, superpondo-se à vontade soberana de milhões de eleitores, o Judiciário tentará impedir que o Lula se candidate e, mais uma vez, seja eleito presidente do Brasil.

    No dia 24, vamos estar sim em Porto Alegre para protestarmos, pacificamente que seja, contra toda essa farsa judicial armada para impedir que o Lula participe das eleições presidenciais de 2018.

    Não podemos aceitar calados que uma decisão judicial arbitrária e ofensiva aos mandamentos constitucionais, impeça o povo de decidir o seu futuro, de escolher o seu destino, negando-lhes de forma autoritária e abusiva o seu direito de ir e vir e de se manifestar pacificamente nas ruas e praças deste país.

    Em momentos como este, a palavra de ordem é: RESISTIR, lutando!!

     

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