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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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13 Comentários
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  1. Fiódor Andrade

    22 de janeiro de 2014 4:33 am

    Militares dopados no controle de mísseis nucleares

    PERIGO NUCLEAR, Militares dopados no controle de mísseis nucleares
    By  Sergio da Motta e Albuquerque •  http://www.observatoriodaimprensa.com.br
    O grande pavor dos estrategistas americanos é a possibilidade de armas de destruição em massa caírem em mãos de terroristas. Componentes e materiais usados em arsenais nucleares e químicos são vigiados por eles em todas as partes do mundo. Depois do estrago causado pela derrubada das Torres Gêmeas em 2001 em Nova York, a ideia de um novo ataque em grandes proporções tem atormentado governo e população, a cada confrontação ou escalada de conflitos no Oriente Médio.

    Por outro lado, muçulmanos que vivem ou mantêm qualquer tipo de contato com o Ocidente e sua imprensa têm toda razão em tremer de pavor depois que o Guardian (15/1) e o Verge, no mesmo dia, revelaram que oficiais da força aérea norte-americana, do núcleo estratégico que controla os mísseis com ogivas nucleares foram pegos em flagrante “colando” em provas de capacitação através de mensagens de texto. Uma demonstração cabal de despreparo. Outros estão sendo investigados por uso ilegal de drogas.

    Problemas com o pessoal das forças armadas não são novidade na imprensa. Assédio sexual, ambiente hostil de trabalho e falhas em proficiência dominavam as queixas contra os militares. Até o major-general Michael J. Carey roubar o show de aberrações e comportamentos abusivos dos militares americanos. Em outubro de 2013, o governo resolveu afastar o veterano e capacitado general Michael J. Carey do comando da 20ª Força Aérea e da Força Tarefa 214 (Task Force 214), as unidades mais letais de todas as forças armadas norte-americanas.

    Comportamento bizarro

    O homem era responsável por 450 mísseis balísticos intercontinentais em três bases diferentes e foi “aliviado” de seu comando por “falta de confiança em sua liderança e julgamento”. Carey foi investigado pela Força Aérea e não se saiu bem. Não foi bem com as instalações que comandava e comportou-se de forma tão inadequada em visita à Rússia em julho de 2013 que a Força Aérea resolveu investigar melhor o general que comandou a unidade responsável, na Força Aérea, pela força nuclear dos Estados Unidos.

    O Washington Post (19/12/2013) publicou uma versão reduzida do relatório de 42 páginas sobre o militar, produzido a partir das investigações da força aérea. De acordo com o documento, o general bebe demais e seu comportamento é inadequado para sua posição. A bebedeira começou durante a viagem para a Rússia. Em uma escala em Zurique (Suíça), Carey perdeu o controle por conta de uma demora e segundo o depoimento de uma fonte não nomeada no documento, “ele parecia bêbado e em área pública falou alto sobre a importância de sua posição como comandante da única força atômica operacional no mundo, e que ele salvava o mundo da guerra todos os dias”.

    Quando chegou à Rússia, o general foi indelicado com seus colegas militares, ofendeu muita gente, apareceu acompanhado de mulheres suspeitas em jantar formal, tentou tocar com uma banda que animava uma casa noturna, interrompeu palestras, corrigiu tradutores ao vivo e cambaleou bêbado pela Praça Vermelha. Isso foi demais para o comando da força aérea americana. Apesar de tudo isso, o corporativismo falou mais alto: o comando declarou que o general “não foi afastado por inadequação de instalações sob sua responsabilidade ou mulheres”. Nada foi dito sobre o abuso do álcool. Ou do comportamento bizarro do militar.

    Perigo real para o mundo

    Os jornais puderam acessar documentação do governo graças à FOIA, a lei federal de liberdade de informação aprovada em 1966 que permite a cada cidadão acesso a dados da administração federal. Quase tudo o que foi publicado veio através desta única fonte. O que nos impõe a suspeita de manipulação do Estado sobre o que se passa nos bastidores do governo federal e seus compromissos muitas vezes viciosos e beligerantes. A população tem acesso ao que o governo federal escolhe para publicar. E o governo é um editor parcial ao extremo. Quem quiser saber mais vai ter que ler as denúncias de Edward Snowden feitas em 2013 ou outros denunciadores audazes, como o WikiLeaks.

    De qualquer forma, é sempre saudável um instrumento jurídico que permita acesso, mesmo que limitado, a investigações feitas pelo próprio governo e suas agências. Graças à lei de liberdade de informação, a imprensa pôde fazer o seu trabalho, o general foi punido e perdeu sua posição.

    Suas trapalhadas e peripécias na Rússia, somadas ao despreparo dos oficiais comandados por ele, provaram ao mundo que se por um lado o perigo de um novo grande ataque aos Estados Unidos é uma possibilidade concreta, por outro lado a exposição contínua ao combate da tropa americana por mais de duas décadas criou a oportunidade não só para o surgimento de comportamentos inadequados de militares. A extensão e intensidade do empenho do poder militar americano em várias frentes no planeta transformou muitos oficiais em serviço em perigo real para seu próprio país e o mundo.

    ***

    Sergio da Motta e Albuquerque é mestre em Planejamento urbano, consultor e tradutor
    Source: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed782_militares_dopados_no_controle_de_misseis_nucleares

  2. Fiódor Andrade

    22 de janeiro de 2014 5:25 am

    Lançado site de doações a Delúbio

    Lançado site de doações a Delúbio

    http://solidariedadeadelubio.com/

     

    1. Marly

      22 de janeiro de 2014 4:18 pm

      Um upgrade, porfavor!

      Poderiam, por favor, elevar o post do Fiódor, para melhor divulgação?  Delúbio merece!  Em todo esse processo nunca deixou de proferir a sua verdade! Nunca entrou em contradição!  Por favor, Nassif! 

  3. Webster Franklin

    22 de janeiro de 2014 9:24 am

    Os 85 mais rico do mundo têm o mesmo patrimônio de metade ….

    Diário do Centro do Mundo

    Os 85 mais ricos do mundo têm o mesmo patrimônio de metade da população

    Atualizado em  20 de janeiro, 2014 – 15:32 (Brasília) 17:32 GMTFavela do complexo de Lins e estádio olímpico João Havelange ao fundo, no Rio de Janeiro (Reuters)

    Apesar da diminuição na última década, Oxfam afirma que desigualdade no Brasil e na América Latina ainda é grande

    Um relatório da ONG britânica Oxfam divulgado nesta segunda-feira mostra que o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial.

    Segundo o documento chamado Working for the Few (“Trabalhando Para Poucos”, em tradução livre), as 85 pessoas mais ricas do mundo têm um patrimônio de US$ 1,7 trilhão, o que equivale ao patrimônio de 3,5 bilhões de pessoas, as mais pobres do mundo.

     

    O relatório ainda afirma que a riqueza do 1% das pessoas mais ricas do mundo equivale a um total de US$ 110 trilhões, 65 vezes a riqueza total da metade mais pobre da população mundial.

    A Oxfam observou em seu relatório que, nos últimos 25 anos, a riqueza ficou cada vez mais concentrada nas mãos de poucos.

    “Este fenômeno global levou a uma situação na qual 1% das famílias do mundo são donas de quase metade (46%) da riqueza do mundo”, afirmou o documento.

    “No último ano, 210 pessoas se tornaram bilionárias, juntando-se a um seleto grupo de 1.426 indivíduos com um valor líquido combinado de US$ 5,4 trilhões”, destaca o relatório.

    “É chocante que no século 21 metade da população do mundo – 3,5 bilhões de pessoas – não tenham mais do que a minúscula elite cujos números podem caber confortavelmente em um ônibus de dois andares”, afirmou Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam.

    Para Byanyima, “em países desenvolvidos e em desenvolvimento estão cada vez mais vivendo em um mundo em que as taxas de juros mais baixas, a melhor saúde e educação e a oportunidade de influenciar estão sendo dadas não apenas para os ricos mas para os filhos deles também”.

    “Sem um esforço concentrado para enfrentar a desigualdade, a cascata de privilégios e de desvantagens vai continuar pelas gerações. Em breve vamos viver em um mundo onde a igualdade de oportunidades é apenas um sonho”, acrescentou.

    Publicado dias antes do Fórum Econômico Mundial em Davos, o relatório detalha o impacto da crescente desigualdade em países desenvolvidos e outros em desenvolvimento.

    América Latina e Brasil

    O relatório da Oxfam apontou que alguns países, especialmente na América Latina, estão conseguindo ir contra esta tendência, diminuindo a desigualdade na última década.

    “Entre os países do G20, as economias emergentes geralmente eram aquelas com maiores níveis de desigualdade (incluindo África do Sul, Brasil, México, Rússia, Argentina, China e Turquia) enquanto que os países desenvolvidos tendiam a ter níveis menores de desigualdade (França, Alemanha, Canadá, Itália e Austrália)”, afirmou o documento.

    “Mas até isto está mudando, e agora todos os países de alta renda do G20 (exceto a Coreia do Sul) estão vivendo o crescimento da desigualdade, enquanto o Brasil, México e Argentina estão vendo um declínio nos níveis de desigualdade.”

    A Oxfam destaca o caso brasileiro, apontando que o país teve “sucesso significativo na redução da desigualdade desde o início do novo século”.

    “Em parte devido ao crescente gasto público social, uma ênfase no gasto com saúde pública e educação, um programa de transferência de renda de larga escala que impõe condições para o recebimento (Bolsa Família) e um aumento no salário mínimo que subiu mais de 50% em termos reais desde 2003”, afirmou o relatório.

    A Oxfam alerta que a “democracia ainda é frágil e a desigualdade ainda é muito alta na região, mas a tendência mostra que problemas que eram insolúveis, as enormes disparidades de renda, podem na verdade ser enfrentados com intervenções políticas”.

    Leis e paraísos fiscais

    A Oxfam também fez uma pesquisa em seis países (Brasil, Espanha, Índia, África do Sul, Grã-Bretanha e Estados Unidos) e mostrou que a maioria dos entrevistados acredita que as leis são distorcidas para favorecer os ricos.

    Entre os países pesquisados, a Oxfam destaca a Espanha, onde oito em cada dez pessoas concorda com essa afirmação sobre as leis.

    A ONG também destaca outro grande problema relacionado ao dinheiro que não paga impostos, ficando em paraísos fiscais.

    “Globalmente, os indivíduos e companhias mais ricos escondem trilhões de dólares dos impostos em uma rede de paraísos fiscais no mundo todo – estima-se que US$ 21 trilhões estão escondidos sem registros”, informou a ONG em seu relatório.

    Segundo a ONG, que vai enviar representantes a Davos, os participantes do Fórum Econômico Mundial têm o poder de reverter o aumento da desigualdade.

    A Oxfam pede que os participantes do fórum se comprometam a não sonegar impostos em seus países ou em países onde têm investimento, não usar a riqueza econômica para conseguir favores políticos que prejudiquem a democracia, apoiar os impostos progressivos sobre patrimônio e renda, enfrentar o sigilo financeiro e sonegação de impostos entre outras recomendações.

    Além disso, a ONG também recomenda o estabelecimento de uma meta global para acabar com a desigualdade econômica extrema em todos os países, uma regulamentação maior dos mercados para promover crescimento sustentável e igualitário e a diminuição dos poderes dos ricos de influenciar os processos políticos.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140120_riqueza_relatorio_oxfam_fn.shtml

  4. Lair Amaro

    22 de janeiro de 2014 9:29 am

    Mercadante e a Casa Civil

    Mercadante faz sua escalada no Palácio do Planalto

     

    O novo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, vai se firmando como homem forte de Dilma na esfera do governo, o que já vinha ocorrendo há algum tempo, mas de forma velada. Embora fosse o mentor de várias decisões tomadas por Dilma, o ministro da Educação atuava de forma velada, sob orientação da presidente, para não melindrar Gleisi Hoffmann, que ocupa a Casa Civil, e muito menos Ideli Salvatti, que tinha a missão de fazer a ponte com o Congresso, mas que nunca teve muito sucesso nessa missão.

    Com personalidade forte, Mercadante foi quem aconselhou Dilma a propor um natimortoprojeto de assembléia constituinte no auge dos protestos que tomaram as ruas do país em junho de 2013. Atuou também ao lado de Lula como conselheiro econômico nas eleições de 1994, quando aconselhou o candidato do PT a bater no Plano Real, que, segundo ele, não daria certo. Lula eleito em 2002, Mercadante passou ao largo de qualquer cargo na área econômica nos dois governos de Lula, aliás da Esplanada dos Ministérios.

    O novo ministro da Casa Civil terá um árduo trabalho pela frente na relação do governo com o Congresso ao mesmo tempo em que dará todos os palpites possíveis e que achar convenientes na área econômica. Nesse último ano de mandato e, se for reeleita, Dilma terá que administrar a manutenção dos programas sociais – principal bandeira do PT e carro chefe das campanhas ao Planalto – com contenções de despesas para equilibrar as contas públicas e manter estáveis os indicadores econômicos e entregar o governo sem deixar qualquer herança maldita.

    O economista Aloizio Mercadante chega ao auge com Dilma, cacifado por sua atuação no Ministério da Educação e do sucesso que obteve com o Pronatec, programa profissionalizante que tem como objetivo qualificar estudantes de baixa renda. Em outubro do ano passado, foram 4,7 milhões de matrículas. O nome de Mercadante também é respeitado no PT, mas mais pelo prestígio que tem junto ao eleitorado do que pela afinidade com a companheirada.

    Em 1990, Mercadante foi o deputado federal eleito com maior número de votos e em 2002, candidato ao Senado, teve mais de dez milhões de votos. Essa capacidade será colocada à prova nas próximas eleições quando, além de conduzir a Casa Civil, será também um dos coordenadores da campanha de reeleição de Dilma. 

    http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/01/21/mercadante-faz-sua-escalada-no-palacio-do-planalto/

  5. marlon

    22 de janeiro de 2014 11:40 am

    TJ-GO decide se recebe denúncia contra Demóstenes

    Nassif,

    parece que o personagem que antes aparecia diariamente na imprensa brasileira foi esquecida por parte dela. Por que será?

    Um abraço

    Corte Especial avalia se recebe denúncia criminal

    TJ-GO deve definir se vai julgar ex-senador, Cachoeira e Cláudio Abreu

    Carla Borges22 de janeiro de 2014 (quarta-feira) Cadu GomesCID_FOTO_DEMO-B_WEBDemóstenes Torres é suspeito de receber propina

    A Corte Especial do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) deve julgar hoje se recebe ou não denúncia criminal apresentada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) contra o procurador de Justiça e ex-senador Demóstenes Torres, o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o ex-representante da Delta Construções em Goiás, Cláudio Abreu. Será a terceira vez que a denúncia do MP-GO entrará na pauta da Corte Especial e, mesmo que começar hoje, o julgamento pode ficar para outras sessões, caso algum membro peça vista.

    Na primeira vez que foi à pauta, o relator, desembargador Leandro Crispim, estava com o voto pronto, mas pediu mais tempo diante da complexidade do tema e das sustentações orais feitas pelos defensores dos três acusados. Na sessão passada, a primeira depois do recesso da Justiça, Crispim explicou que esteve de férias e não teve tempo para avaliar a matéria e preparar seu voto. A tendência é de que o magistrado o apresente hoje. Se recebida a denúncia, será o primeiro processo criminal contra o ex-senador.

    Demóstenes foi acusado pela prática de oito crimes de corrupção passiva e exercício de advocacia administrativa, e os outros dois por corrupção ativa. Tudo foi reunido em uma só denúncia porque há conexão probatória entre as condutas apontadas. O procurador-geral havia pedido o afastamento cautelar de Demóstenes, mas ele não foi deferido pelo relator do processo, desembargador Leandro Crispim. Ele está afastado das funções, mas por medida administrativa, pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), mas a manutenção do afastamento administrativo já esbarra em dificuldades, pois recebeu votos contrários de membros do conselho.

    Se a denúncia for recebida, Demóstenes, Cachoeira e Cláudio Abreu serão processados criminalmente. Se a Corte Especial deferir o pedido de afastamento até o fim do processo, o ex-procurador continuará recebendo os vencimentos, em torno de R$ 40 mil brutos, como já vem acontecendo. Ele só deixaria de receber salário na hipótese de perda da função pública.

    Demóstenes é acusado de ter recebido mais de R$ 5 milhões de Cláudio Abreu e Cachoeira para defender os interesses deles. Ambos foram condenados pela Justiça Federal por corrupção ativa, entre outros crimes. Do valor supostamente recebido, R$ 20 mil teriam sido entregues em espécie, conforme indicam as gravações telefônicas feitas durante a Operação Monte Carlo, pela Polícia Federal.

    Demóstenes também foi denunciado por advocacia administrativa. Conforme o MP-GO, ele intercedeu com o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, para que recebesse Cláudio Abreu e Cachoeira em 9 de julho de 2011. Os dois últimos são acusados de oferecer propina para que o prefeito liberasse crédito no valor de R$ 20 milhões à Construtora Queiroz Galvão S.A. O órgão não verificou indícios de pagamento nem de que o prefeito tenha aceitado a oferta. A defesa dos acusados foi unânime na tese de nulidade das provas. Cachoeira e Abreu foram denunciados pelo crime de corrupção ativa.

    http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/corte-especial-avalia-se-recebe-den%C3%BAncia-criminal-1.461661

  6. Pedro Penido dos Anjos

    22 de janeiro de 2014 2:07 pm

    Pijamas, Nem Para Dormir
     
    A

    Pijamas, Nem Para Dormir

     

    A solução está com o povo

    22 de janeiro de 2014 | 2h 08 inCompartilhar  Mario Cesar Flores* – O Estado de S.Paulo

    Duas estruturas institucionais controlam hoje o Brasil. A primeira, o governo de coalizão – um modelo imposto pela existência de dezenas de partidos programática e doutrinariamente amorfos, mais propensos à participação no poder e seu usufruto do que aos grandes projetos nacionais -, em que a repartição de cargos e a liberação de recursos de interesse paroquial eleitoreiro dos congressistas asseguram o apoio ao viés populista-voluntarista do Executivo. A segunda, a burocracia administrativa preenchida (aparelhada…) menos pelos critérios de capacitação e mérito e mais pela conveniência política.

    Como em qualquer esquema de poder, o funcionamento do brasileiro depende da competência e da consistência ética de sua base estrutural – o poder político eleito. Poder político lato sensu: a responsabilidade estende-se aos Legislativos da União, dos Estados e municípios, embora nosso povo, indiferente à (ou desconhecendo a) dinâmica completa da democracia, só se interesse (quando se interessa) pela eleição dos Poderes Executivos. Em destaque a do presidente da República, que, na mão inversa à Federação sadia, a centralização tributária transforma no agente de nossa ilusão cultural de que o Estado pode tudo.

    O pecado original do esquema está, portanto, na formação (na eleição) de sua base estrutural, que, prejudicada pela vulnerabilidade do povo à ilusão, não assegura valor adequado ao produto. Políticos dos vários partidos “surfam” na onda do brasileiríssimo “me engana que eu gosto”, valendo-se da publicidade inebriante e fantasiosa (a propagada pela televisão impacta sem precisar ler e entender) orquestrada por marqueteiros hábeis na criação de imagens míticas, no travestir meias-verdades e fantasias em verdades e fatos e no “vender” ao povo boas intenções tão óbvias quanto vazias (alguém é contra reduzir a pobreza…?). E políticos já no poder acrescentam à psicose publicitária a exploração demagógica de programas assistencialistas que, a par de pertinentes – mas nem sempre aplicados corretamente -, são formadores de imensos currais eleitorais dependentes da máquina estatal controlada politicamente. A publicidade esfuziante e o uso demagógico do assistencialismo criam versões contemporâneas do “pão e circo” romano; em evidência, hoje, as bolsas disso e daquilo e a Copa do Mundo de Futebol, com seu hexa (?) e suas “arenas” à Coliseu, onde teremos futebol para divertir e anestesiar.

    A dissonância entre o potencial e a realidade socioeconômica do Brasil evidencia as limitações do modelo de governo de coalizão com pandemônio partidário, conduzido pelo produto de processo eleitoral viciado e operado por burocracia politicamente aparelhada, carente de competência e firmeza ética. Dissonância transparente em projetos fantasiosos e comumente inacabados, inflação teimosa, carga tributária alta, crescimento pífio do produto interno bruto (PIB), industrialização marcando passo e balança comercial tropeçando, 85.º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH, da ONU) entre 186 países, caos na saúde, transporte público e (hoje muito citado) sistema carcerário, infraestrutura logística e educação insatisfatórias. E transparente já à beira da pandemia dramática, na delinquência generalizada, da corrupção política e administrativa, sonegação de impostos e desordem e violência epidêmicas, à rotina do crime abjeto e dos delitos banais, já assimilados na cultura popular.

    Um cenário dessa natureza conduz naturalmente à desmoralização da (e à desesperança na) democracia clássica. Processo já sensível no Brasil, seus sintomas estão claros na indiferença e na descrença crescentes pela política. Em particular pelos Poderes Legislativos, bem refletidos ao estilo lúdico (e no caso, irresponsável) brasileiro na eleição de personagens exóticas: Tiririca foi eleito deputado federal (votação expressiva) por seus méritos políticos ou como demonstração de insatisfação e desesperança…?

    Na História a fraqueza sempre induziu a tentação do milagre. Corremos o risco de emersão da ideia – vem emergindo, sem força expressiva, embora não nula – de que em países ainda em desenvolvimento, de populações enormes, grande parte delas em déficit cultural e socioeconômico, a democracia em sua integralidade anglo-saxã não resolve, há que adaptá-la à respectiva realidade nacional. O que seria isso varia com a propensão ideológica.

    Não existe a ameaça de nosso quadro melífluo desembocar no autoritarismo explícito, só imaginável com saturação social e “rolezões” nacionais de alto risco, que exigissem controle autoritário. Mas são plausíveis as alternativas “mais ou menos” democráticas. Uma delas já se instilando no Brasil: a democracia populista de tendência voluntarista (o modelo esboçado no início deste artigo) protagonizada por lideranças que, simultaneamente, falam pela grande massa e se harmonizam com o grande capital – uma mistura confusa de Getúlio do paradigma “trabalhadores do Brasil”, Rousseau adaptado à multidão (minorias militantes interpretando a “vontade geral”) e Marx inautêntico (socialista-capitalista). Como em qualquer regime de fisionomia voluntarista, também a moderada versão brasileira precisa de inimigos. Na moda, hoje, a liberdade de imprensa e expressão, cujo controle já foi aventado aqui e está instalado nas “democracias” (?) chavista e kirchnerista, bem vistas pelo nosso populismo voluntarista.

    Resumindo: vivemos um quadro nacional confuso, à moda sul-americana. A “cambalhota institucional” é implausível, mas não a paulatina e camuflada ascensão, sem traumas e à sombra de sistemática eleitoral viciada, do modelo em que a visão voluntarista-populista do governo precede o interesse do Estado e o rigor democrático: um chavismo tupiniquim ao gosto de parte do nosso mundo político e aceito sem ponderada avaliação por parcela expressiva do povo, apático e/ou iludido.

    A solução? Voltando ao início: ela depende do poder político e este, do voto do povo…

    *Mario Cesar Flores é almirante.

  7. antonio francisco

    22 de janeiro de 2014 2:21 pm

    trens no Rio, pifados

    http://oglobo.globo.com/rio/circulacao-de-trens-nao-tem-previsao-para-ser-normalizada-11366748

    Um trem descarrilou e o transporte urbano do subúrbio para o centro do Rio virou um caos.

     

  8. Aldo Cardoso

    22 de janeiro de 2014 2:33 pm

    A justiça barbosiana que pode tudo
    Felipe Recondo – O Estado de S. Paulo

    Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, receberá 11 diárias, no valor total de R$ 14.142,60, durante suas férias, para proferir duas palestras – em Paris (França) e Londres (Inglaterra). Dados do tribunal mostram que Barbosa receberá diárias para viajar no período de 20 a 30 de janeiro.

     

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,stf-paga-diarias-de-barbosa-na-europa,1118519,0.htm

  9. alfeu

    22 de janeiro de 2014 4:32 pm

    Extensões do Chrome são compradas para injetar propagandas

    Linha Defensiva

    http://www.linhadefensiva.org/2014/01/extensoes-do-chrome-sao-compradas-para-injetar-propagandas/

     

    Distribuidores de propagandas oferecem dinheiro por extensões populares.
    Ação pega usuários de surpresa.Maria Cristina | 21/01/2014 22p2Comente!

    Empresas estão comprando extensões populares do Chrome para depois modificá-las e injetar propagandas durante a navegação, além de redirecionar os resultados de pesquisas. O golpe se aproveita da credibilidade das extensões disponíveis na Chrome Store e do recurso de atualização automática, uma vez que esses addons já estão disponíveis na loja e as modificações são atualizadas automaticamente pelo serviço de atualizações do Google.

    Amit Agarwal, desenvolvedor da extensão “Add to Feedly“, publicou em seu blog esta semana que, após receber algumas propostas por e-mail, ele decidiu vender a extensão e transferiu a propriedade do software para outra conta do Google.

    Um mês depois, os novos proprietários lançaram a primeira atualização, que modificou o programa passando a injetar propagandas em todos os sites e redirecionando os resultados de pesquisas. O comprador na verdade não queria a extensão, mas sim usá-la como vetor de ataque.

    Na ocasião da venda, o Feedly contava com mais de 30 mil usuários e todos eles receberam a atualização.

    A extensão “Tweet This Page” também foi afetada pelo mesmo esquema e há relatos na Chrome Web Store de que outras extensões também passaram a apresentar o mesmo comportamento.

    O esquema também inclui uma demora em atualizar a extensão com as modificações maliciosas, o que faz com que até usuários mais experientes tenham dificuldades em identificar a causa do problema. O serviço de atualizações do Google não notifica quando uma extensão é atualizada e não solicita autorização para atualizá-la. Não há opções para desativar as atualizações das extensões. Os antivirus não detectam esse tipo de código como sendo malicioso, até porque o Google permite que as extensões injetem propagandas, desde que elas não interfiram na navegação e que o usuário seja claramente informado qual aplicativo irá exibi-las.

    A sincronização do navegador com a conta do Google dificulta a remoção da extensão, uma vez que mesmo desinstalando o Chrome ou até reinstalando o sistema operacional, ao reinstalar o navegador e logar na conta do Google, a extensão estará de volta.

    – See more at: http://www.linhadefensiva.org/2014/01/extensoes-do-chrome-sao-compradas-para-injetar-propagandas/#sthash.JuMoSDD3.dpuf

  10. evandro condé de lima

    22 de janeiro de 2014 4:47 pm

    Em que vai dar?

     

    Acionistas da OGX entram com processo contra Eike, CVM e Pedro Malan

    Integrante do grupo diz que o processo é o ‘segundo de uma série’

    22 de janeiro de 2014 | 11h 44 Vinicius Neder, da Agência Estado

    RIO – Um grupo de sete minoritários da Óleo e Gás Participações (ex-OGX) entrou com processo contra a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o empresário Eike Batista, e Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda e ex-membro independente do Conselho de Administração da companhia.

    O economista carioca Aurélio Valporto, integrante do grupo de acionistas, afirmou que o processo, iniciado na sexta-feira, na Justiça Federal do Rio, é o segundo de uma série. “Ele foi irresponsável no exercício de suas funções”, comentou Valporto, sobre Malan.

    O grupo pedirá, no próximo processo, a impugnação do acordo da petroleira com seus credores internacionais, anunciado no Natal. “Foi um calote, mais um roubo, que ocorreu porque o Eike quis se livrar da dívida de US$ 1 bilhão com a empresa”, disse Valporto, referindo ao exercício da put oferecida por Eike à OGX.

    Para os minoritários, o processo de recuperação judicial e reestruturação societária da ex-OGX é focado apenas em “preservar o patrimônio de Eike”. Com a brutal diluição dos minoritários (diante da entrada dos credores no capital da nova empresa), os minoritários teriam arcado com as dívidas do empresário, na visão de Valporto.

    Quando a OGX entrou com pedido de recuperação judicial, no fim de outubro, o grupo de minoritários já havia anunciado a intenção de processar Malan e os demais membros independentes do Conselho de Administração da OGX, Ellen Gracie (ex-ministra do Supremo Tribunal Federal) e Rodolpho Tourinho (ex-ministro das Minas e Energia), como revelou o Broadcast em 30 de outubro.

    Primeiro processo. O primeiro processo foi iniciado em dezembro, também na Justiça Federal do Rio, com quatro autores. Segundo Valporto, a estratégia do escritório Jorge Lobo Advogados, contratado pelo grupo de minoritários, é dividir os autores em diversos processos, às vezes mudando os réus.

    O único réu que estará em todas as ações será a CVM, para manter os casos na Justiça Federal. Na ação de dezembro, os réus, além da CVM, são Eike e seu pai, Eliezer Batista.

    Segundo o economista, que ainda não entrou como autor em nenhum processo na Justiça, Tourinho e Ellen estão “na mira” do grupo de minoritários e poderão figurar como réus nas próximas ações, assim como os executivos Roberto Monteiro (ex-diretor de Relações com Investidores) e Paulo Mendonça (ex-presidente).

    Outro réu será a BM&FBovespa, acusada, assim como a CVM, de negligência na cobrança e fiscalização sobre a prestação de informações ao mercado por parte da petroleira. Valporto garantiu que será autor da ação contra a BM&FBovespa.

    Nas ações, os minoritários acusam Eike e executivos de má fé na divulgação de informações e de negociação com informações privilegiadas – insider trading, no jargão do mercado.

    Os minoritários reuniram evidências do crime em operações especulativas feitas desde o início do ano, conforme relatório revelado pelo Broadcast em outubro, que serviu de base para a petição inicial do processo de dezembro.

     

  11. Adão

    22 de janeiro de 2014 11:23 pm

    60% dos médicos são reprovados no exame do Cremesp

    Pois é… ruins são os médicos cubanos.

     

    E ainda tem mais, nada menos do que 72% de médicos formados em outros estados também foram reprovados.

     

    Não posso afirmar nada, mas acho que se o REVALIDA fosse aplicado aos médicos cubanos o índice não seria tão vexatório.

     

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/01/1401225-quase-60-dos-medicos-formados-em-sp-reprovaram-no-exame-do-cremesp.shtml

     

  12. Caio Hostilio

    23 de janeiro de 2014 1:54 pm

    Qual ideologia você vive hoje?

    Qual ideologia você vive hoje?

    Publicado em janeiro 23, 2014 por Caio Hostilio

    ideologia_2Alguém em sã consciência sabe dizer que linha de pensamento é seguida hoje? Como pode um país inteiro passar a debater os rolezinhos feitos por adolescentes em shoppings pelo Brasil afora? Quando existem assuntos mais importantes a serem debatidos nesse país?

    Os meus heróis morreram todos!!! Como cabe perfeitamente esse verso de Cazuza na atualidade!!!

    Ninguém da à mínima para os desaparecidos, torturados e perseguidos pela Ditadura Militar, que apenas lutavam pelos direitos democráticos… O que diz hoje as Mães da Praça de Maio!!!

    Os Direitos Humanos busca defender criminosos com os mais variados crimes, cujas torturas da Ditadura Militar são consideradas amenas perto das decapitações e tocar fogo em crianças!!! Mas são considerados pobres coitados… Quanta ironia!!!

    Muro da Vergonha não deveria ter sido derrubado!!! Ali simbolizou que viveríamos numa democracia plena, mas cadê essa democracia plena? Se o homem passou a se utilizar de praticas rasteiras para alcançar o poder? Isso é democracia?

    As instituições são usadas sempre em prol de poucos, que fazem delas um sistema coorporativo, cujo objetivo é vender seus serviços caros…

    Os políticos e a mídia não entenderam as vozes das ruas!!! A maior prova é que tudo que foi reivindicado não foi colocado em prática e sequer deram ouvidos ao menos no direito de ir e vir dos cidadãos… Cadê o debate sobre a mobilidade urbana, a melhoria no transporte coletivo etc.? Apostaram no esquecimento do povo!!!

    Pedem segurança, porém não aceitam que a Polícia aja com maior rigor… Cadê a solução para esse caos? A bandidagem se organiza cada vez mais e tem como exemplo as próprias práticas daqueles que tentam coibi-la.

    Ideologia? Com certeza todos esperam uma viver!!!

    Cobram os Direitos Humanos com um fervor muito grande, mas cadê as cobranças dos Deveres Humanos? Como podem achar que se devem exigir os direitos se os deveres não são cumpridos?

    Eu não quero viver no neoliberalismo!!!

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